Resenha: Os Sete #1

O que é?

Gibi publicado pela Universo Editora de Publicações Independentes que reúne alguns super-heróis dos quadrinhos nacionais – Ágata, Águia Dourada, Ciclone, Crânio, Enemus, Papo Amarelo e Xamâ – para enfrentarem um perigo que ameaça a floresta amazônica sob a batuta de Marcos Gratão e Eberton Ferreira.

Comento...

Arte: Ao se folhear a revista o que salta aos olhos é o uso – total e irrestrito – da computação gráfica para se criar a quase totalidade dos cenários da história; algo que causa certa estranheza porque, em alguns momentos, os personagens “desenhados” parecem “flutuar” num cenário artificial prejudicando o Sense of Wonder e a Suspensão de Descrença do leitor.

A história é originalmente colorida (como pude observar no site do Marcos Gratão) e a impressão em p&b prejudicou sobremaneira o cenário tornando-o incomodamente chapado, escuro e irreconhecível em alguns lugares. Talvez seja o caso do artista repensar seu uso excessivo de cenários digitais ou a criação de uma versão mais adequada a uma impressão preta e branca como a da Universo Editora Pub.In.

Roteiro: Uma boa sacada dos autores foi a inclusão de uma história curta de duas paginas (História de Francinildo Sena e desenhos de Gilberto Borba) apresentando a origem do personagem Crânio. Uma ótima forma de apresentar e caracterizar os personagens da saga para os leitores sem a necessidade de quebrar o ritmo da história principal.

Todos os personagens da saga estão presentes na HQ tendo mais ou menos o mesmo tempo de exposição; sempre dispostos de tal forma que há um crescente de ação até a apresentação do Xamã deixando a impressão de que ele será um líder ou catalisador da equipe; nenhum problema aqui, se essa for a intenção dos autores.

Infelizmente os autores se esqueceram de mostrar os antagonistas citados nas falas do espírito Gaia, ao menos a silhueta enegrecida dos vilões devia estar presente na revista, desta forma o roteiro falha em criar uma expectativa quanto ao confronto entre heróis e vilões para o leitor.

Outra derrapada dos autores ocorreu na parte dedicada a mostrar os heróis Enemus e Ágata onde, em momento algum, se diz que os heróis vão para a Amazônia, algo que ficou claro com as partes dedicadas aos outros heróis; alude-se a uma missão, mas nada é dito e o leitor indaga, que missão cara-pálida? Nestas partes ficou uma sensação de que os autores “deixaram no teclado”.

Os diálogos sofrem uma oscilação sendo diretos e eficientes no caso do Ciclone, alguns desnecessários nas paginas do Papo Amarelo e em Enemus e Ágata onde os diálogos não levam a lugar algum. A “oração indígena” que encerra o volume um, apesar de bonita, achei-a um tanto quanto longa demais.

Encerrando...

Como numero de apresentação Os Sete #1 cumpre sua função nos apresentando os personagens, pecando apenas em não mostrar os vilões. Convém aos autores se atentarem para os diálogos, evitando falas que não fazem avançar a narrativa.

Uma atenção maior também a forma de publicação do gibi fazendo os ajustes necessários, se for o caso, para que não haja uma perda de qualidade e desvalorização do trabalho do artista.


É isso...


Mundo Paralelo #01


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