Alegorias Nacionais

Alegoria nacional ou “personificação nacional” são, figuras humanas utilizadas para representar determinados países, os seus cidadãos, ou idéias de caráter nacional, que costumam aparecer tanto em caricaturas como em propagandas.



Entre os fãs de animes o tema não é tão desconhecido graças ao sucesso relativo da série Hetalia. O mesmo acontece com os fãs de Comics onde o Capitão América é obvia personificação do espírito americano.

A personificação não está isenta de suas controvérsias na medida em que visa representar uma sociedade diversificada com uma única pessoa que muitas vezes representa uma idéia simples. Assim, às vezes vemos personificações divergentes ou até mesmo conflitantes, representando o caráter nacional não através de uma deusa, mas como o cidadão médio.

Um exemplo familiar para nós é o dos EUA representado pelo Tio Sam, e não por Columbia. Ele difere de muitas outras personificações nacionais na medida em que ele não representa os cidadãos dos EUA ou a idéia de nação em geral, personificados em Columbia, mas, especificamente, o governo dos EUA e é mais conhecido por querer que “você” se junte as forças armadas, compre bônus de guerra e etc.


Algumas personificações nacionais antigas no mundo ocidental tendiam a serem manifestações nacionais da sabedoria e das deusas guerreiras Minerva/Atena, e com freqüência tomavam o nome latino da antiga província romana que simbolizavam. Exemplos deste caso são Britania, Germania e Helvetia.


Desta forma a principal razão pela qual as personificações nacionais tendem a ser do sexo feminino é que muitos nomes latinos para as nações costumavam ser do sexo feminino: Roma (personificada na própria Dea Roma), Gallia, Germania, Britannia, e assim por diante.

Desta forma muitas personificações na Europa e áreas anteriormente colonizadas por eles servem para conectar a nação a ideias e valores nobres através da utilização de um nome derivado do latim e o uso de roupas, poses e outros elementos e acessórios que adornam a figura feminina.

Por exemplo, a personificação do Reino Unido, Britania - um emblema que surgiu pela primeira vez quando a Inglaterra ainda era governada por Roma - é a figura de uma deusa usando um capacete de estilo romano que, ao longo do tempo, venho representar a nação e a idéia de liberdade.

Os continentes também tiveram sua parcela de personificação feminina, afinal Europa é uma figura mitológica. Alegorias de mulheres personificando os quatro continentes eram figuras populares no período Renascentista e inicio do Moderno.

Outro bom exemplo disso é o logotipo da Exposição Pan-Americana de 1901, com duas mulheres, uma representando a América do Norte, e outra representando a América do Sul, apertando as mãos.



Brasília, a alegoria da nação brasileira, segue a tradição do mundo ocidental, seja através da utilização de um nome derivado do latim e o uso da figura feminina que com suas vestes, poses e outros elementos e acessórios que a adornam remetem as clássicas deusas greco-romanas da sabedoria e da guerra.


Assim como suas contrapartes mundo afora, Brasilia representa os cidadãos do Brasil conectando a nação a seus ideiais e valores mais elevados. 



Com o barrete frigio, a moda da Marianne francesa, representando a republica, mas anterior a esta, sua efígie está estampada todas as cédulas do Real (unidade monetária nacional), e cunhado na moeda de R$1,00.



 Por: A.D. Marius

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