Mauricio de Souza e Osamu Tezuka juntos

A nova edição da Turma da Mônica Jovem da Panini Comics, traz os personagens do quadrinista brasileiro Mauricio de Sousa combatendo as atividades ilegais dos madeireiros na floresta Amazônica em conjunto com personagens clássicos dos mangás, como Astro Boy, Kimba e Safiri (de A Princesa e o Cavaleiro), criações de Osamu Tezuka, considerado o pai do mangá no Japão.

A história é resultado de um grande encontro dos dois mestres do quadrinho. O projeto, idealizado no final da década de 1980 pelos autores, ficou guardado por 23 anos e agora ganha as páginas de uma edição especial que já pode ser encontrada nas bancas de todo o país.

O tema central foi proposto pelo próprio Tezuka. Segundo o quadrinista brasileiro, a realização de um material que envolvesse uma das principais florestas tropicais do mundo foi um pedido especial.

Em formato mangá com ilustrações em P&B, Mônica, Magali, Cascão e Cebola vão enfrentar madeireiros e combater a biopirataria na Amazônia com a ajuda dos astros japoneses. Trata-se de um momento histórico para o quadrinho mundial.



Turma da Mônica Jovem 43 - Tesouro Verde, Parte 1

Revista mensal em estilo mangá, miolo P&B, capa colorida

132 págs, formato 16,0 x 21,3 cm, R$7,50

Distribuição nacional com lançamento em 28/02/2011

Preview Baldios #01: Arte da Capa

Capa do Farpas 01 colorida

Lançamento Iniciativa HQ:Rasga-Mortalha



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Sabados Secretos!

Aqui estamos mais uma vez com um post nomeado de forma conscientemente plagiada. Faz um tempo que quero escrever um post assim, tecer comentários e trocar idéias com todos os meus inúmeros leitores.

Quem acompanha esse blog já deve estar sabendo do crossover entre os personagens do Mauricio de Sousa e os personagens do Osamu Tezuka. Que o MSP saiba fazer um crossover digno de alguém como o grande “deus do mangá”. Penso eu que nunca houve alguém como Tezuka nos quadrinhos: alguém que criou toda uma escola de quadrinhos! Um novo jeito de desenhar, de narrar e contar histórias, e isso não é pouca coisa!

Já que estamos falando de mangá não posso deixar de noticiar o retorno daquele que é considerado o mais bem sucedido dos mangás nacionais, Holy Avenger, pela editora Jambo. Eu acompanhei a série na época do lançamento e tenho todos os números cuidadosamente guardados em alguma caixa aqui em casa e digitalizados no computador. Mas nem por isso deixarei de comprar os encadernados e, com certeza, passarei adiante meus numero antigos.

Mas, paremos de falar dos personagens e gibis dos outros. Falemos de Baldios, Farpas e meus gibis. Sou o primeiro a admitir que a edição zero do Baldios é sofrível, tanto em arte como roteiro, mas mesmo assim a quantidade de downloads me surpreendeu. Mas o que me surpreendeu mesmo foi a aceitação do gibi da Farpas, como uma história e uma personagem criados meio que no impulso. São os chamados Mistérios Misteriosos!

Como foi divulgado com o preview de algumas paginas estou trabalhando no próximo gibi do Baldios, a primeira edição. O roteiro é um pouco melhor e o traço ficou menos pior. Só espero que a edição zero não tenha espantado todos os leitores. Os fans da Farpas não precisam lamentar. Logo-logo haverá uma nova edição da mercenária para-humana. Mas, antes nossa heroína, com certeza, ganhara algumas ilustrações. É só esperarem!

Mas, porque o Hadrian, de roteirista decidiu enveredar como desenhista? Talvez porque ele cansou de procurar, implorar e levar calote, financeiros até, de desenhistas que se diziam profissionais. Fim do momento desabafo!

Falemos dA Iniciativa Quadrinhos. Seus motivos já foram expostos e, de começo pretendia transformar esse blog na casa da Iniciativa, mas A coisa evoluiu de tal forma que decidi criar um novo blog pra receber A Iniciativa. Por enquanto não é nada demais: apenas um blog dedicado a divulgar gibis nacionais, principalmente de super-heróis. Todos aqueles que acompanham esse blog já devem ter percebido meu apreço por estes incríveis personagens que são os super-heróis brasileiros!

Para aqueles que dizem não valer o esforço, que os heróis nacionais são cópias dos heróis americanos, como se os heróis da Marvel não fossem copias dos heróis da DC - assim como os da Image são copia dos da Marvel - e todos eles não fossem cópia da Trindade: Superman, Mulher Maravilha e Batman, pergunto se é possível, após um século se criando heróis, inventar um herói totalmente novo e original que não lembre qualquer outro já existente?

Já que fiz uma citação permitam-me o merchan: não deixem de ler os diálogos do Bolacha e Azeitona, dois amigos apaixonados pelos quadrinhos nacionais. Por fim não deixem de visitar a Iniciativa e prestigiar os heróis nacionais e seus criadores com feedbacks construtivos!

O formatinho está morto! Longa vida ao formatinho!, é um artigo meio velho, acho que data de 2001, de quando a Abril decidiu abandonar o formatinho e adotar o formato americano para suas revistas de super-heróis. Uma decisão que se revelou desastrosa! Sou um entusiasta do formativo e assim como o autor do artigo vejo no formato menor características de portabilidade, facilidade de manutenção, armazenamento e economicidade que o outro não oferece. E, além disso, considero o abandono do formatinho uma das causas da queda de popularidade dos super-heróis no Brasil. Uma das causas, não a única, fique bem dito! As características favoráveis do formatinho podem ser conferidas por qualquer pessoa, assim como eu fiz naquele dia em que comprei três formatinhos num sebo – Os Melhores do Mundo 14, 15 e DC Millenium 03 – e um formato americano na banca – Novos Titãs 01.

E por fim, depois das comemorações do Dia do Quadrinho Nacional, somos surpreendidos com a morte do desenhista Al Rio. Um dos mais versáteis artistas brasileiros de quadrinhos, Al foi um dos pioneiros no desbravamento do mercado norte-americano, fazendo parte da mesma geração de Mike Deodato, Marcelo Campos e Roger Cruz, entre outros. Visite Seu Site, o DevianArt e o Comic Art para relembrar o grande artistas que perdemos. "Que Deus te dê um mundo em branco para que você desenhe seu paraíso ideal".

Este post já ficou demasiadamente longo, portanto, fui!

Alma



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Felino Selvagem #02



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Aline e Pastor da Noite



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O formatinho está morto! Longa vida ao formatinho!

A discussão sobre o abandono do tradicional formatinho (13 x 21cm) como método preferencial de publicação de histórias em quadrinhos no Brasil corre o risco de ser feita de forma demasiadamente passional. A razão para tanta comoção deve-se à decisão da principal editora do país em interromper a maior parte das revistas que publica nesse formato. Por um lado, ela esquece as razões que motivaram sua introdução no país e os benefícios que eventualmente trouxe para a disseminação e popularização do gênero. Por outro, endeusa o denominado formato americano ou comic book (17 x 26cm), como se este apresentasse apenas vantagens.

Quem conhece algo sobre o desenvolvimento dos quadrinhos lembra que as primeiras revistas aqui lançadas tinham como modelo as publicações européias como La semaine de Susette, trazendo contos infantis, curiosidades, passatempos, além de histórias em quadrinhos. O exemplo mais conhecido desse tipo de revista é justamente a já antológica O Tico-Tico, publicada durante mais de 50 anos. Depois, com o lançamento do Suplemento Juvenil na década de 30, os quadrinhos norte-americanos passaram a ser publicados no país com maior regularidade, chegando a praticamente dominar uma grande fatia do mercado. Isso se firmou ainda mais com a criação da Editora Brasil América Ltda. (EBAL) e o lançamento de dezenas de títulos, normalmente em preto e branco. Outras editoras seguiram o seu exemplo. Em julho de 1950, a editora Abril entrou no mercado de publicação regular de histórias em quadrinhos, lançando a revista O Pato Donald, também em formato americano; dois anos depois, em abril de 1952, ela modificaria essa política, adotando para a revista o formato menor, nos moldes da italiana Topolino. Nesse momento, talvez de forma não premeditada, ficou estabelecida uma primeira distinção entre as publicações voltadas diretamente para crianças (os quadrinhos Disney) e aquelas direcionadas para leitores adolescentes (os super-heróis e outros gêneros existentes). Esta distinção seria mantida por mais de duas décadas.

Durante a década de 70, a EBAL começou a lançar alguns títulos de super-heróis em formatinho e, aos poucos, foi passando praticamente toda a sua linha de quadrinhos para esse tamanho. Com a sua gradual retirada do mercado, outras editoras foram assumindo seus personagens, primeiro a Bloch, depois a Rio Gráfica e Editora (RGE) e finalmente a Abril. Todas optaram por lançar os personagens em formatinho, principalmente por possibilitar um preço mais acessível para os leitores. O formato americano passou a ser reservado apenas para revistas especiais, graphic novels ou mini-séries. Pouquíssimas revistas de linha foram lançadas nesse formato nos anos 70 e 80.

Essa decisão editorial contribuiu para uma nova percepção dos leitores sobre o mercado de quadrinhos no país, vinculando revistas em menor formato com publicações de qualidade inferior. Isso não era necessariamente verdadeiro, mas foi a idéia que leitores mais exigentes acabaram por disseminar. De fato, a diminuição do tamanho original para o formatinho obrigava os editores à realização de remontagens das figuras e quadrinhos, cortes de balões, diminuição de textos, etc., de forma a fazer com que as histórias pudessem ser acondicionadas no menor espaço disponível. Alguns leitores foram contrários a essas decisões e começaram a buscar outras alternativas, como a importação direta e a leitura das publicações originais. É claro que essa possibilidade só era viável para uma parcela diminuta do mercado, os que tinham poder aquisitivo para pagamentos em dólar e/ou dominavam o idioma inglês. Estes, no entanto, sempre foram os mais influentes no meio e acabaram contribuindo para o descrédito das revistas em formatinho.

É claro que tinham – e têm -, razão em algumas coisas. Muitas vezes, a adaptação para o formato menor pode representar perdas significativas de qualidade para a arte original. Várias histórias foram muito prejudicadas com isso e certamente um leitor sofisticado consegue listar as principais de memória. Autores mais detalhistas com certeza ficam sujeitos a atrocidades nessa mudança, perdendo grande parte daquilo que mais atrai os leitores. Isto, sem dúvida, é verdade. Mas cabe perguntar se esse raciocínio poderia ser generalizado para a maioria das HQs estrangeiras publicadas no Brasil durante as décadas em que o formatinho foi predominante. É de duvidar que alguém, mesmo o leitor mais exigente, responda afirmativamente a essa pergunta. Para a maior parte dos gibis oriundos do mercado norte-americano, tanto faz as dimensões em que são publicadas. Muitos, inclusive, só saem ganhando com a diminuição de tamanho, pois suas imperfeições gráficas passam despercebidas. OU SEJA: as falhas do formatinho foram devidas a equívocos editoriais e não, propriamente, a problemas intrínsecos a ele.

O formatinho, enquanto alternativa editorial, mostrou-se viável em muitos países. Na Itália, por exemplo, sempre foi predominante, o mesmo acontecendo no México. Por seu intermédio, garantiu-se a continuidade do gênero e a ampliação do número de leitores. Isso já poderia ser argumento suficiente para sua manutenção. No caso desses dois países, mais que aceitar o modelo físico norte-americano, foi mais importante adaptar as publicações às peculiaridades de seu mercado, vendo no formato menor características de portabilidade, facilidade de manutenção, armazenamento e economicidade que o outro não oferece. E se alguém quiser fazer uma avaliação política dessa opção, poderia até mesmo afirmar que representou uma forma de luta contra a hegemonia ianque nesse campo, uma espécie de quebra dos grilhões colonialistas que dominam o mercado internacional. Assim, sob certos aspectos, a decisão de abandonar a publicação em formatinho pode representar, por um lado, a opção por uma elitização, esquecendo que as histórias em quadrinhos são, em primeiro lugar, um meio de comunicação de massa; e, por outro, o dobrar-se definitivo à predominância de um modelo alienígena.

É claro que o último parágrafo é propositadamente exagerado e panfletário. Não se trata de buscar teses marxistas para defender propostas editoriais, sejam elas quais forem. Mas, se o exagero da imagem pode evidenciar um tipo de extremismo, também pode salientar a falácia das opções que se dizem salvadoras. A convivência de contrários é uma característica intrínseca da sociedade pluralista e não há razões para acreditar que a realidade tenha que ser diferente na área de quadrinhos. Ainda é cedo para afirmar que se vive algum tipo de encruzilhada da qual nenhum retorno se avista. Assim, é possível acreditar que, talvez daqui a algum tempo, tenhamos que reconhecer, parodiando Mark Twain, que as notícias sobre a morte do formatinho foram um tanto exageradas...


Waldomiro Vergueiro
omelete.uol.com.br

Felino Selvagem #01



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