Resenha: Capuz Vermelho e os Fora da Lei #01

O que é?
Gibi publicado pela DC Comics dentro do reboot conhecido como “Os Novos 52”. Escrito por Scott Lobdell e desenhado por Kenneth Rocafort

Comento...

A Arte: Não há muito que comentar sobre a arte de Rocafort só que ela é aceitável e esperada para esse tipo de gibi. Ele tem o hábito de fazer alguns quadros “arrojados” infelizmente algumas vezes eles apenas tornam a narrativa confusa ou são simplesmente desnecessários.

O Roteiro: Scott Lobdell conduz a história adequadamente. Começa com uma cena de ação e vai apresentando os personagens conforme eles vão aparecendo. O porem fica por conta da exposição de fatos anteriores ao numero #01. Entenda, esse deveria ser um reboot então aquela conversa entre o Harper e a Estelar na pagina 14 serve apenas para confundir um leitor neófito - Achei desnecessária. No mais temos a apresentação de alguns mistérios que, espero, Lobdell resolva-os nas edições seguintes. Principalmente a relação que a tal “Casta” tem com Capuz Vermelho e Essência e que o leitor não precise recorrer a revistas antigas ou sites da net em busca dessa informação. Se ele precisar, o escritor falhou em apresentar essa série como nova e como reboot.

Capuz Vermelho: É impressão minha ou o visual dele é parecido com o personagem nacional conhecido como “Homem de Preto”? Pois bem, caracterização horrível para um personagem, mas talvez a arte e as cores apenas tenham dado essa má impressão. Ainda é cedo para falar sobre o personagem. É o herói sério.

Roy Harper: Também é cedo para falar de Harper. Exímio arqueiro, imagino que ele seja o herói conhecido como Ricardito, não? As palavras de Harper nos balões 7 e 8 da pagina 8 são verdadeiras. Os melhores diálogos são entre os dois e um parece acionar o outro. Aguardemos para ver a química entre os dois. É o herói brincalhão e o grande amigo do herói principal.

Estelar: A alien fodona, gostosa e promiscua do grupo. E, tirando a seguencia inicial de apresentação da personagem todas as suas cenas e aparições foram supérfluas e desnecessárias para o andamento da história.

Essencia: A personagem misteriosa que tem um passado com o personagem principal.

Encerrando: Temos aqui um grupo interessante e muito do sucesso da revista dependera da caneta de Lobdell. Infelizmente o tempo que ele gastou com Harper e Todd não foi gasto com as personagens femininas alçadas a meros coadjuvantes de luxo. No geral todos os personagens tem a profundidade psicológica de um pires.

Os aspirantes a roteiristas devem ter percebido o roteiro simples e linear criado por Lobdell cujos elementos podem ser facilmente observados e catalogados. É um método eficiente e quase sem erro de se criar uma história, principalmente para uma publicação com 20 paginas.



Hadrian Marius: Como leitor não me animei em continuar acompanhando a série. Vejamos o numero 2.

3 comentários:

  1. O bacana desse reboot é que estão fazendo vários gibis Nº1, aí poderemos escolher uma série desde o começo para acompanhar.

    ResponderExcluir
  2. O Harper é o ex-Ricardito mesmo, a última vez que eu vi ele atendia pelo nome de Arsenal. Não li essa revista, só ouvi falar sobre a polêmica envolvendo a Estelar já que a personalidade dela foi virada do avesso no reboot.

    Lógico que eu não li todas as revistas do reboot, mas as que eu gostei e estou acompanhando são: Batman & Robin, Monstro do Pântano (Swamp Thing) e I, Vampire.

    ResponderExcluir
  3. Luís, um reboot pressupõe que não é apenas a numeração da revista, mas que as histórias e o próprio universo ficcional, também começarão do zero. Ao citar eventos anteriores ao numero 1 o escritor torna o reboot inefetivo.

    Joe, meu parametro para a Estelar são a antiga série dos Titas escrita por George Perez e a série animada. Pessoalmente não gostei da personagem, mas como a série e um "reboot" considerei como uma "nova personagem" apesar do nome. Também não pretendo ler todos os titulos mas apenas aqueles que me chamarem a atenção e estes ganharão resenha aqui!

    ResponderExcluir