Lançamentos HQNADO



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Baldios #00



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Hadrian Marius: Finalmente saiu a edição zero do Baldios e de quebra inaugurei minha página de Webcomcs! Agora realmente podemos dizer que ele está no gibi. E não se esqueçam de comentar, ok?

Artemis

Célio Cardoso apresenta Artemis, uma aventura com começo, meio e fim, apresentando a guerreira de mesmo nome, sempre abusando de ângulos para deixar suas personagens sempre em poses sexys.
Para quem não conhece, Célio Cardoso é um artista brasileiro que além de um traço magnífico, principalmente para desenhar mulheres, possui uma mão mágica na hora de colocar cores em seus desenhos.


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Coração de Jade

Coração de Jade conta as aventuras da jovem e obstina princesa Otsu e seu fiel "guarda costas", o monge Wan, na busca do lendário Coração de Jade. Juntos eles enfrentarão inimagináveis desafios, na busca do artefato capaz de reviver o Deus Dragão. Em um mundo medieval repleto de monstros, magia e aventura, Otsu e Wan enfrentarão sem medo e com uma ótima pitada de humor os desafios a sua frente.



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Feliz Natal!

O Cristo, este momento maior da História, é o primeiro Deus que aparece como uma criança. Nós o vemos bebê, nos braços de sua mãe. Nem Zeus, nem Atena, foram bebê. Atena saiu armada da cabeça de Zeus. Jesus nasce de Maria, inocente e nu como uma criança. Maria o amamenta em seu seio. Ele é o filho do Pai, o filho de Deus esperado como um Salvador por João Batista, mas ele é vulnerável como um homem. Ele pode sofrer e morrer.

Ele é o único Deus que podemos descrever fisicamente, porque milhares de homens e mulheres da Galiléia e da Judéia o viram, falaram com ele. Eles conservaram, quando de seu suplício, seus traços em um sudário, o famoso sudário de Turim, cuja legitimidade é, sem dúvida, seriamente contestada. Não importa, cada um pode descrever os traços deste homem jovem, magro e barbudo, de olhos ardentes, de palavras convincentes, representado sob uma forma praticamente única em toda a iconografia.

O menino Jesus torna os deuses romanos insignificantes. Não porque são múltiplos e ele somente um. Mas porque esses deuses de pedra são imagens, ídolos que confirmam um poder sem dar nenhum reconhecimento aos indivíduos. Roma aceita e tolera todos os deuses. Em cada cidade do mundo romano, os deuses estrangeiros figuram nos santuários em igualdade de tratamento. O dos cristãos é inadmissível, pois ele é único e condena todos os deuses-estátua à destruição, incluindo Augusto e Roma.

O antes é o bloco imperial augusto e marmóreo do Império Romano que domina inteiramente o mundo conhecido e O depois é o nascimento do indivíduo como valor universal, livre, igual a seus irmãos, adorador de um Deus único, de um Deus de amor gerado por uma mulher.

Frágil é o poder marmóreo de Roma. Mesmo se ele é universal. Frágil, porque Jesus, filho do Pai e animado pelo Espírito Santo, é um homem entre os homens, que dá a seus irmãos a louca esperança de igualdade. Nada de escravos. Um homem é um homem, feito para a liberdade.

Em cada homem existe a imagem de Deus. É preciso reconhecê-lo como tal. Podemos destruí-lo, não humilhá-lo; torturá-lo, mas não negá-lo. Como o Cristo, ele tira sua força de sua solidão, porque nesta brilha, pela primeira vez na história, o indivíduo. Mais forte é a consciência do que as forças que o atormentam.




Editora Abril lança novos gibis Nacionais

GEMINI 8, GAROTO VIVO e UFFO são os três títulos nacionais que a Abril lança no final deste mês. Cada gibi terá 36 páginas coloridas e inéditas, em formatinho, por apenas R$ 1,95 cada. GEMINI 8 é uma criação da TV PinGuim (Peixonauta). Os outros dois foram os vencedores do 1º Prêmio Abril de Personagens. UFFO, sigla para Uma Família Fora de Órbita, é uma criação de Lucas Lima (pai de Nicolau, personagem de tiras de jornais do interior de São Paulo). E GAROTO VIVO veio da produtora Triboulet (experiente em animações para comerciais)


Fonte:EditoraEMT

Cover

Cover trás a história de Will Banks, que ao ser despedido de seu emprego, viu-se em uma grande maré de azar e achava que as coisas não poderiam piorar, até que ele foi usado como cobaia contra sua vontade para usar um novo tipo de tecido que tomou conta de si o fazendo fazer coisas que ele nunca poderia fazer. Agora Will conhecido como Cover tem que encontrar a pessoa que fez isso a ele e faze-lo pagar !


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Bolacha e Azeitona: Cotas para Gibis?

Azeitona: O que você acha de cotas para gibis nacionais?

Bolacha: Como assim?

Azeitona: No blog do Joe de Lima tem um artigo sobre o assunto. Em resumo, é uma lei obrigarias as editoras de quadrinhos a reservar 20% da sua linha para HQs made in brazil. Já faz algum tempo que ela tramita pelo Congresso.

Bolacha: Hum... Acho que me lembro do artigo. Mas eu acho que o correto seria reserva de mercado, não? E você, o que acha?

Azeitona: Sou contra, totalmente contra.

Bolacha: Por quê?

Azeitona: Ora, é obvio. Correríamos o risco de vermos uma enxurrada de HQs sem qualidade, produzidas a baixo custo, apenas para cumprir as cotas. Por isso, eu não vejo a lei de cotas como a solução para se criar uma nova cultura de quadrinhos brazucas. Afinal, uma revista em quadrinhos deve conquistar seu espaço nas bancas pela qualidade, e não por força de alguma lei.

Bolacha: Cê tá citando o Joe.

Azeitona: He, he...

Bolacha: Se é assim, então imagino que pense que a melhor solução seria incentivos fiscais ou projetos e leis como o ProAc e a Lei Rouanet?

Azeitona: Exatamente.

Bolacha: O que é o ProAc?

Azeitona: Hã? É um programa da Secretaria de Estado da Cultura que visa apoiar e patrocinar a renovação, o intercâmbio, a divulgação e a produção artística e cultural no Estado. Assim está no site da Secretaria.

Bolacha: Já que você está vendo o site me diga como a gente participa dele.

Azeitona: Existem duas formas: Por meio da seleção pública de projetos cuja premiação é proveniente de recursos orçamentários da Secretaria de Estado da Cultura. E apoio por meio de patrocínio de contribuintes habilitados do ICMS a projetos previamente aprovados pela Secretaria de Estado da Cultura.

Bolacha: O que essa duas formas de participação têm em comum?

Azeitona: Hum... Os projetos precisam ser aprovados pela Secretaria da Cultura e eu não sei aonde você quer chegar.

Bolacha: Diga-me qual destes dois tem mais chance de ser aprovado pela Secretaria da Cultura: o primeiro volume de Dragon Ball ou uma edição do Sesinho sobre reciclagem?

Azeitona: O do Sesinho. E antes que você me pergunte respondo: Porque o do Sesinho é cultural, didático mesmo, ao contrario do DB, que é puro entretenimento.

Bolacha: Uma banca avaliadora formada por pedagogos, professores e artistas poderia considerar DB inadequado para crianças porque ensinaria maus hábitos. Não concorda?

Azeitona: Você tem razão. Um quadrinho verdadeiramente comercial jamais passaria por uma bancada dessas.

Bolacha: Agora vamos dar uma olhada na Lei Rouanet.

Azeitona: De acordo com a Wikipedia a Lei Rouanet é a política de incentivos fiscais que possibilita as empresas e cidadãos aplicarem uma parte do IR devido em ações culturais. Pois com o patrocínio além de fomentar a cultura, valoriza a marca das empresas junto ao público.

Bolacha: Em outras palavras: Toriyama leva o seu DB para a empresa XX. O empresário, de olho na Lei Rouanet aceita patrocinar o gibi. Poe alguns milhares de reais nas mãos do quadrinhista, dá-lhe um folder de propaganda para botar na quarta capa e, feliz da vida, faz o abatimento do IR. Enquanto isso Toriyama se vê com a grana na mão, mas nenhum suporte para publicar, porque para o empresário não importa se ele vai publicar ou não, seu abatimento já foi feito e que a Receita Federal se vire pra fiscalizar se Toriyama não vai desviar essa grana.

Azeitona: Pensando bem, ouvi histórias de gente que pegou dinheiro da Lei Rouanet pra fazer filme e, até hoje, esse filme não apareceu. Mas, então, você apóia a lei de cotas, digo, reserva de mercado?

Bolacha: Sim!

Azeitona: Uau! Essa foi rápida. Então me diga por que, já que você sempre foi contra cotas?

Bolacha: Pois bem. Seu principal argumento contra a Reserva de Mercado é o risco de vermos uma enxurrada de HQs sem qualidade, mas ele não é válido. Editoras são empresas que visam o lucro e sobrevivem apenas se o obtiverem. Perceba que, ao contrario do ProAc e da Lei Rouanet, todos os custos sobre acabamento, impressão, distribuição, salário de roteiristas e artistas ficaria a cargo dela. Não haveria nenhum incentivo fiscal. Se ela lançasse títulos “feitos nas coxas” apenas para cumprir a lei ela terminaria com estes títulos encalhados e sua falência estaria decretada.

Azeitona: Isso é verdade...

Bolacha: Vamos comparar. Para sua obra ser patrocinada pelo ProAc ela tem que agradar a banca julgadora e não o publico. Se agradar a banca seu gibi já tá publicado, e a opinião do leitor não fará diferença nenhuma.

Azeitona: E um título didático tem mais chances de agradar uma banca dessas. Didático é igual a chato. Bleargh!!

Bolacha: O editor avaliaria acima de tudo se o projeto seria vendável. Para ele não importa se é didático ou não, o que importa é o retorno financeiro. Se ele não é interessante para o publico não é interessante para o editor / editora. Obra comercial é a palavra chave aqui.

Azeitona: E a Lei Rouanet, na pratica, é quase como se fosse uma edição do autor. Você pega o dinheiro e manda publicar e depois, se tudo ficar encalhado em sua casa, porque não conseguiu distribuir, o problema é seu.

Bolacha: Sendo assim, não acha que Dragon Ball teria mais chances de ser publicado num Sistema de Reserva de Mercado?

Azeitona: Realmente...

Bolacha: Não é a falta de qualidade que impede as grandes editoras de publicarem quadrinhos nacionais, mas o estigma de que “Quadrinho Nacional não vende”. Só que ao ter 20% de seus títulos comprometidos com gibis nacionais elas terão que fazer o “Quadrinho Nacional Vender”, sob pena de terem prejuízo. Algo inadmissível para uma empresa.

Azeitona: Se não me engano a França tem Reserva de Mercado para Quadrinhos Franceses...

Bolacha: E não podemos dizer que os quadrinhos franceses sejam “feitos nas coxas”, né?

Panini anuncia seis novos títulos para 2012

Após diversas alterações no procedimento da Editora Panini, incluindo na forma de contato com seus leitores e um checklist mais preciso, agora a editora anuncia seus lançamentos para o próximo ano e demonstra com eles que pretende resgastar alguns fãs carentes.

Os títulos anunciados foram One Piece, Dragon Ball, Monster, 20th Century Boys, Kuroshitsuji e Mad love Chase.

One Piece irá começar a ser (re)publicado por aqui à partir de janeiro, em duas frentes. Em uma delas será publicado mensalmente desde o início, e em paralelo, continuará bimestralmente à partir do ponto que a Editora Conrad parou (edição 35). Ambos em formato tankohon e pelo valor de R$10,90.

Monster e 20th Century Boys, ambas obras reconhecidas internacionalmente do mangaká Naoki Urasawa trazem uma nova esperança aos fãs brasileiros, pois Monster, antes publicado também pela editora Conrad, possuía uma pecularidade em seu contrato (assim como todas as outras obras de Urasawa), que caso não fosse publicado a obra na íntegra, nenhum outro mangá do autor poderia ser publicada no país.

Nenhum outro detalhe sobre o formato ou valor desses mangás



Visto no www.animepro.com.br

Descanse em paz Toonamix


Jade, sua personagem mais famosa!


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Hadrian Marius: Eu não conhecia pessoalmente Anderson Quespaner mas admirava seus desenhos ! Fica aqui minha homenagem, mesmo que tardia!

"Que Deus te dê um mundo em branco para que você desenhe seu paraíso ideal".

Luluzinha Teen #31

A edição # 31 de Luluzinha Teen e sua Turma chega às bancas no próximo dia 28 de novembro, trazendo fofocas e mal-entendidos que levarão muita dor de cabeça para os personagens.

Em cada corredor da Escola Unida, Lulu é alvo de comentários e burburinhos sobre um tal namorado misterioso.

A confusão toda começa quando, num piquenique, Lulu é questionada sobre nunca namorar. Rapidamente, ela inventa estar com um rapaz chamado Romeu. A história logo se espalha em sua escola e quando perguntam sobre o tal Romeu, Lulu vai além. Diz que já terminou o romance e está com outro "cara", Aquiles. Com a nova declaração, a onda de boatos ganha mais intensidade e os comentários ficam cada vez piores.

Deprimido com a situação, Bola encontra na música um meio de extravasar sua tristeza. Ele compõe uma canção que, ao som da Banda Loki, faz grande sucesso e causa comoção geral. O sucesso é tamanho que desperta a atenção de dois supervilões. Um deles, Massimo Malignus, planeja usar o show da banda para colocar em prática seu plano de destruir a cidade de Liberta.

Luluzinha Teen e sua Turma # 31 tem 96 páginas, formato 16 x 21,3 cm e custa R$ 6,40.



Por Samir Naliato - Universo HQ

Usagi Drop

Usagi Drop (うさぎドロップ Usagi Doroppu) é um mangá japonês criado por Yumi Unita. Foi publicada mensalmente pela revista Feel Young de Outubro de 2005 a Abril de 2011. Foi feita uma adaptação em anime pela Production I.G que começou a ser exibida no Japão em 08 de julho de 2011.

Um filme live-action também foi feito e está previsto para estreiar nos cinemas japoneses em 20 de agosto de 2011. O enredo segue a historia de Daikichi, um homem de 30 anos de idade que vé sua vida virando de cabeça para baixo quando decide cuidar de uma garotinha de 6 anos de idade chamada Rin, filha legítima de seu avô.


Hadrian Marius: Terminei de assistir agora! O melhor anime que assisti este ano! Com certeza! Agora o negócio é sair em busca do gibi!

Adventure to Nowhere

Lucy Fidelis é ilustradora e colorista profissional, e também é a autora e desenhista de uma webcomic chamada “Adventure to Nowhere”, que fala sobre fantasia e piratas.

Depois de passar por uma reformulação, primeiro número da HQ com 24 páginas está disponível para download gratuito, agora com novo traço e novas cores. As próximas edições terão entre 40 e 50 páginas e já estão em produção, com previsão de lançamento para março de 2012.

ATN ou “Adventure to Nowhere” conta à história dos habitantes do planeta “Spell World”, que está em guerra depois do desaparecimento do Rei dos 6 reinos. Tomado pela ganância, o Rei dos Ogros magos decide que irá expandir e dominar todo o planeta.



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Lançado o terceiro volume de Gen - Pés Descalços

Neste mês, chega às lojas especializadas e livrarias de todo o País o terceiro volume de Gen - Pés Descalços, série de mangás que narra a infância e a juventude de Gen Nakaoka, desde os meses que antecederam a explosão da bomba atômica em Hiroshima até os amargos anos que se seguiram a esse terrível episódio da história da humanidade.

Este volume aborda o final da guerra, mas o encerramento do conflito não significa o fim do sofrimento para a população japonesa - principalmente para as classes mais pobres -, que continuou sua dura luta pela sobrevivência.

Gen e sua família encontram uma nova casa e o garoto arruma um emprego para ajudar a sustentar a mãe e a irmãzinha. Em seu trabalho, Gen mais uma vez testemunha a humilhação e a discriminação que assombram os sobreviventes da bomba atômica.

A obra é um clássico criado em forma de relato autobiográfico por Keiji Nakazawa. O autor é sobrevivente da explosão da bomba atômica de Hiroshima no final da Segunda Guerra Mundial, quando tinha apenas seis anos de idade.

Gen - Pés descalços - Volume 3 tem 272 páginas, formato 14 x 21 cm e custa R$ 25,90. O lançamento é da editora Conrad.



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St. Bastard gibi online de Raphael Salimena

Criação de Leonardo Martinelli e Raphael Salimena, a HQ St. Bastard teve lançamento oficial no 7o FIQ e chegou agora à internet. A primeira edição completa da série pode ser lida no site oficial, http://stbastard.com.br/

St. Bastard é a história de um ruivo bonachão que vira protetor de uma comunidade alternativa chamada Cucamonga. É uma brincadeira escrachada com a cultura pop dos anos setenta.

Também está à venda no site oficial a versão em CD da obra, que vem com extras como trilha sonora, esboços e bonecos papercraft.



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Resenha: Capuz Vermelho e os Fora da Lei #01

O que é?
Gibi publicado pela DC Comics dentro do reboot conhecido como “Os Novos 52”. Escrito por Scott Lobdell e desenhado por Kenneth Rocafort

Comento...

A Arte: Não há muito que comentar sobre a arte de Rocafort só que ela é aceitável e esperada para esse tipo de gibi. Ele tem o hábito de fazer alguns quadros “arrojados” infelizmente algumas vezes eles apenas tornam a narrativa confusa ou são simplesmente desnecessários.

O Roteiro: Scott Lobdell conduz a história adequadamente. Começa com uma cena de ação e vai apresentando os personagens conforme eles vão aparecendo. O porem fica por conta da exposição de fatos anteriores ao numero #01. Entenda, esse deveria ser um reboot então aquela conversa entre o Harper e a Estelar na pagina 14 serve apenas para confundir um leitor neófito - Achei desnecessária. No mais temos a apresentação de alguns mistérios que, espero, Lobdell resolva-os nas edições seguintes. Principalmente a relação que a tal “Casta” tem com Capuz Vermelho e Essência e que o leitor não precise recorrer a revistas antigas ou sites da net em busca dessa informação. Se ele precisar, o escritor falhou em apresentar essa série como nova e como reboot.

Capuz Vermelho: É impressão minha ou o visual dele é parecido com o personagem nacional conhecido como “Homem de Preto”? Pois bem, caracterização horrível para um personagem, mas talvez a arte e as cores apenas tenham dado essa má impressão. Ainda é cedo para falar sobre o personagem. É o herói sério.

Roy Harper: Também é cedo para falar de Harper. Exímio arqueiro, imagino que ele seja o herói conhecido como Ricardito, não? As palavras de Harper nos balões 7 e 8 da pagina 8 são verdadeiras. Os melhores diálogos são entre os dois e um parece acionar o outro. Aguardemos para ver a química entre os dois. É o herói brincalhão e o grande amigo do herói principal.

Estelar: A alien fodona, gostosa e promiscua do grupo. E, tirando a seguencia inicial de apresentação da personagem todas as suas cenas e aparições foram supérfluas e desnecessárias para o andamento da história.

Essencia: A personagem misteriosa que tem um passado com o personagem principal.

Encerrando: Temos aqui um grupo interessante e muito do sucesso da revista dependera da caneta de Lobdell. Infelizmente o tempo que ele gastou com Harper e Todd não foi gasto com as personagens femininas alçadas a meros coadjuvantes de luxo. No geral todos os personagens tem a profundidade psicológica de um pires.

Os aspirantes a roteiristas devem ter percebido o roteiro simples e linear criado por Lobdell cujos elementos podem ser facilmente observados e catalogados. É um método eficiente e quase sem erro de se criar uma história, principalmente para uma publicação com 20 paginas.



Hadrian Marius: Como leitor não me animei em continuar acompanhando a série. Vejamos o numero 2.

Shakespeare e Machado de Assis em quadrinhos

No próximo dia 19 de novembro, das 11h às 13h, na Livraria da Vila (Alameda Lorena, 1731, Jardins, São Paulo/SP), acontecerá o evento de lançamento da Coleção Shakespeare em Quadrinhos e da HQ Dom Casmurro, publicações da Editora Nemo.

Romeu e Julieta, de Marcela Godoy e Roberta Pares; Sonho de uma noite de verão, por Lillo Parra e Wanderson de Souza; e Otelo, de Jozz e Akira Sanoki, são os primeiros títulos da Coleção Shakespeare em Quadrinhos, que adapta para a nona arte algumas das mais famosas obras do dramaturgo inglês William Shakespeare (1564 - 1616).

Cada título tem 64 páginas coloridas e custa R$ 39,00.

A adaptação de Dom Casmurro - com 80 páginas em preto e branco e custando R$ 34,00 -, romance clássico do escritor brasileiro Machado de Assis (1839 - 1908), é assinada por Wellington Srbek e José Aguiar.

Todos os autores estarão presentes ao evento, para uma sessão de autógrafos.

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Hadrian Marius: R$ 39,00 por 64 paginas? E esse nem é o pior. O pior é 84 paginas em PRETO E BRANCO por R$ 34,00!!!

009 RE:CYBORG

Aproveitando o ensejo do post sobre a nova série da Patrulha Estelas trago o trailer do novo Cyborg 009 por Kenji Kamiyama – o homem por trás do sensacional Ghost in the Shell: Stand Alone Complex para a televisão de um lado, a obra máxima de Shotaro Ishinomori do outro.

Hadrian Marius: Simplesmente sensacional! E por mais que alguns reclamem da tecnologia de animação em Cel Shading, nesse longa ficou realmente legal.

Nova Série da Patrulha Estelar

Está pipocando pela imprensa especializada a notícia de que, ano que vem, teremos uma nova versão de Patrulha Estelar (Uchuu Senkan Yamato) – a obra imortal de Leiji Matsumoto. A série se chamará Uchuu Senkan Yamato 2199 e foram chamados dois nomes de peso para o projeto: Yutaka Izubuchi (Gundam, Patlabor, Jin-Roh, Gasarak,Rune Masquer e Rahxephon) e Nobuteru Yuuki (Record of Lodoss War, Vision of Escaflowne, Five Star Stories e Terra E. A nova série será tocada em conjunto pelos estúdios XEBEC e AIC.

Vejam abaixo o primeiro teaser da nova série:



Hadrian Marius: Na verdade não é uma série nova e sim um remake da primeira série "Viajem para Scandar". Haverá um "movie", que na verdade serão os dois primeiros episódios ajuntados, nos cinemas japoneses em abril como esforço de divulgação. De qualquer forma, por causa dos nomes envolvidos, podemos ter grandes esperanças em relação a esta "nova série".


15 de Novembro de 2011. Há 122 anos a monarquia era interrompida no Brasil.

SMI, D. Pedro II, não manifestou nenhuma resistência ao ser destronado. Expulso de seu país, viveu seus últimos anos na Europa.

E no Brasil, implantou-se essa república, marcada e manchada pela corrupção.

A nossa republica, não é nada mais nada menos que uma invenção dos escravocratas que ficaram indignados com a abolição.

Hadrian Marius: A 122 anos os escravocratas roubaram nosso futuro! Há algo para se comemorar nesse dia?

O MESMO MOTIVO QUE O TEU

Olhei para a xícara de café. O vapor que subia do líquido fumegante aguçava-me os sentidos, dando uma leve sensação de bem estar. Algo que estava faltando, a bordo da Argo.

Eu, assim como todos a bordo da belonave, apostei minha carreira na lealdade que tinha para com a Patrulha Estelar, quando Wildstar me convocou para, o que parecia uma loucura na época, roubar a Argo. E sair pelo espaço em busca da origem de uma mensagem que ninguém havia entendido direito.

Pensando bem... fora uma loucura mesmo. Mas os membros da Patrulha Estelar se consideravam parte de uma familia então ninguém pensou muito quando ouviu o chamado.

O líquido continuava exalando seu cheiro adocicado. No fim tudo dera certo e agora estávamos em missão oficial para o Governo da Terra. Mas, se todos se sentiam aliviados de não serem mais considerados renegados, por outro, a tensão aumentava a cada dia; o inimigo desconhecido que encontramos em Brumus realizava ataques cada vez mais freqüentes, e nossos nervos estavam começando a aflorar. Eu próprio podia servir como exemplo: vinha de um alerta de doze horas...

- Vai deixar este café esfriar? - a voz, conhecida, veio de minha frente.

Levantei o olhar; a pessoa que estava que estava na minha frente usava o mesmo uniforme que o meu mas, o corte era diferente; lembrava o de Lola, só que com as cores dos pilotos de astrocaça.

- Yousseff...

- O senhor permite, comandante? - a piloto de cabelos rosas ondulados, sorriu olhando para o assento em frente. Apenas fiz um sinal de assentimento e ela se sentou.

- Ahh!! Estou um prego... - resmungou ao depositar a bandeja que trazia -Estou louca para me enrolar nas cobertas...

Limitei-me a olhar para a bandeja que ela depositara sobre a mesa: havia um pouco de tudo da cantina.

- Se comer tudo isso...vai ter uma indigestão.

- Se não comer isso morro de fome - ela sorriu e concentrou-se na refeição.

Samira Yousseff. Terceira-tenente recém formada na Academia Aeroespacial de Sidney. Transferida para os Tigres Negros duas semanas antes de desertarmos da Estação Energética Lunar. Portanto a garota não era, técnicamente, um membro da Patrulha Estelar e eu me indagava do por que dela ter desertado conosco.

- Que foi?! - os olhos da jovem encararam-me de maneira divertida - Estou com o rosto sujo?! - perguntou passando o quardanapo pelos lábios.

O constrangimento devia ser visível em meu rosto: sem perceber eu a encarara desde o momento que ela começara a comer. Yousseff parecia ter percebido meu acanhamento e se divertia com a situação.

- O senhor tem familia, comandante? - a pergunta foi tão inesperada que parecia ter pego a própria Yousseff de surpresa pois, sua reação imediata foi voltar os olhos para a bandeja; encabulada - Desculpe meu excesso de liberdade, senhor...

- Não foi nada tenente e, respondendo a sua pergunta, eu não tenho familia. Meus pais e minha esposa morreram quando um ataque gamilon varreu Los Angeles.

- Sinto muito... eu não queria...

- Não foi nada, Yousseff. Isso já foi a muito tempo.

- Mas... - ela titubeou, como se fosse pisar em terreno escorregadio - Foi por isso que o senhor se voluntariou para a Patrulha Estelar na viagem para Iscandar?

Olhei para os cachos cor de rosa de Samira, aquele tipo de cabelo era raro, pelo menos eu me lembrava de ter visto apenas uns dois iguais àquele, e eles emolduravam o rosto da jovem de uma forma quase angelical. Apesar da aparência aquela garota possuia um sorriso ousado.

- Você está certa!! - respondi sem desviar os olhos dela - Pelos menos no começo: sentia que deveriamos ir a forra pelo que fizeram com a Terra. E, que forma melhor de dar o troco, do que explodir umas cidades gamilons? -Yousseff permanecia com os olhos baixos - Mas, depois de ver tanta morte e sofrimento me peguei perguntando se realmente valia a pena?

Youssef levantou a face e encarou-me; havia um brilho diferente em seu olhar. Não emitia mais aquele brilho divertido de antes, mas uma chama rubra queimava dentro dele. A chama rubra do ódio.

- Mas como o senhor pode dizer uma coisa dessas: claro que vale a pena - disse encolarizada - Aqueles desgraçados devem pagar por tudo...".

- Tente se acalmar Yousseff... - eu jamais imaginei que aquele rosto angelical pudesse esconder tamanho ressentimento.

- Não consigo entender porque o capitão Avatar não deu cabo de toda a maldita raça gamilon quando teve chance - os olhos da jovem piloto faiscavam -Durante os bombardeios, tudo o que queria era poder por minhas mãos na garganta de um daqueles smoorfs e esganá-lo até a morte...

- Talvez, por que ele tenha tido compaixão...

- Compaixão!? Não pensei que Avatar fosse tão fraco!! - a piloto escarneceu -Me responda uma coisa, comandante? Eles tiveram compaixão quando bombardearam nossas cidades, sem aviso?

- Yousseff! Controle-se!! - percebi que a furia de minha subordinada começava a sair do controle, então decidi dar um basta naquela conversa; mais tarde teria uma conversa com ela. Num local mais apropriado que o refeitório.

O tom de comando de minha voz fez com que Youssef se calasse imediatamente, assumindo uma rígida posição militar.

- Desculpe-me senhor. Não acontecerá de novo - disse após uns segundos, sua respiração começava a se normalizar, se levantando - Se o senhor me der licença?!

Nada respondi e ela se levantou.

- Só me responda uma pergunta Yousseff - falei, quando ela passou por mim - Por que se juntou a Patrulha Estelar?

- Pelo mesmo motivo que o senhor teve, ao se voluntariar pela primeira vez.

Vingança.Este fora o motivo que me levara a bordo do Yamato àquele dia.

- Mas não estamos enfrentando os gamilons desta vez...

- O senhor tem certeza disso?

Olhei a xícara de café; não havia mais vapor d`água. Não!! eu não tinha certeza. Talvez ela tivesse razão e aquilo tudo não passasse de um plano dos gamilons para conquistar a Terra.

- Mas, mesmo se não forem eles - ela continuou após alguns segundos - Não deixarei ninguém fazer o que fizeram com meu planeta de novo. Isso eu juro!

E, ignorando, o protocolo militar, retirou-se do refeitório.

O líquido negro da xícara brilhava sob a luminosidade do refeitório. Eu já havia sido como ela. Jovem, mas com o coração conspurgado pelo rancor e pelo ódio. Tendo como único objetivo a desforra contra aqueles que tiraram a minha felicidade. E, não me importaria em dar a própria vida se pudesse satisfazer aquele desejo ignóbil.

Felizmente, naquela viagem, havia alguém que pensava diferente. Alguém que mostrou a sua jovem tripulação que havia algo mais que a vingança cega.

Mas, agora, não havia mais um capitão Avatar para mostrar, aos novos patrulheiros, que proteger a vida e aqueles que amamos era mais importante, que satisfazer uma emoção vazia e desesperada.

Eu e todos a bordo daquele encouraçado deviam muito ao velho capitão, veterano de inúmeras batalhas, patrono da Marinha de Guerra Espacial da Terra. Infelizmente não tinhamos como agradece-lo a não ser preservando seus ideais e ensinando-os as novas gerações de patrulheiros.

Levantei os olhos e olhei a porta. Um pensamento cortou-me o cérebro; a oportunidade de honrar a memória de meu capitão tinha acabado de sair por aquela porta.

Levantei-me num átimo. Talvez ainda conseguisse alcançar, Yousseff, antes dela chegar aos alojamentos.

Dei três passos e parei, voltei-me para a xícara que havia esquecido sobre a mesa. Eu viera até o refeitório para tomar uma xicara de café e não sairia dali sem toma-la.

Peguei-a e tomei todo seu conteúdo de um só gole. Meu rosto se contorceu numa careta...

- Tá gelado! - resmunguei.

ENDE

Hadrian Marius: Trago-lhes um antigo fanfiction de Patrulha Estelar convertido para o ponto de vista do Narrador-Personagem. Já faz algum tempo que tenho me interessado por esse foco narrativo. Haveram mais textos a caminho.

Lançamento Mundo HQB



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Editora Jambô lança Ledd Volume 1

Neste mês, a editora Jambô lança a edição Ledd Volume 1 (144 páginas, formato 13,5 x 20 cm, R$ 22,90), de J. M. Trevisan e Lobo Borges.

A série contínua - baseada no cenário Tormenta (o mesmo de Holy Avenger, O Inimigo do Mundo e diversos outros títulos) vem sendo publicada online gratuitamente, desde o início do ano, em episódios de 24 páginas. Agora, a versão impressa reúne os quatro primeiros episódios, com extras - como páginas coloridas e informações de bastidores.

Ledd conta a jornada do personagem título que está na prisão mais temida do mundo, mas não faz ideia de seus próprios crimes. Não sabe quem é, nem lembra de seu passado. Uma misteriosa tatuagem em sua mão direita brilha com estranhos poderes. Com o mago Ripp, a bela e corajosa Drikka e o ogro Horlogh, o jovem guerreiro buscará a verdade sobre si mesmo e suas origens. Mas, em seu caminho, está o violento reino de Yuden e seus odiosos militares - dentre eles, o implacável Coronel Barba Branca.

Zine 3D&T2 propõe crossover entre Animes com temática sobrenatural em sua sexta edição!

Já imaginou misturar Bleach, Bucky, Death Note, Shaman King e Soul Eater em um único universo de RPG? Pois esta é a proposta da sexta edição do e-zine 3D&T² , que, em suas módicas 08 páginas, apresenta 03 novas vantagens, 06 novas vantagens únicas e 05 kits! É claro que para unir esses conceitos, foram necessárias algumas adaptações, mas será que todos esses animes combinam entre si?

Corra, baixe a sua e confira!




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Elementos do Guião

Como prometido estou retornando o assunto sobre o uso do guião cinematográfico para o roteiro de quadrinhos.
Em termos gerais, o roteiro de cinema pode ser basicamente dividido em quatro partes: Cabeçalho de Cena, Ação, Diálogos e Transições. Vamos começar a analisá-las através de um exemplo (sempre a melhor forma de aprender):
INT. QUARTO DE HOTEL DE CHARLOTTE - NOITE Cabeçalho de Cena
De costas, Charlotte olha a grande janela. Ação
John chega e lhe dá um beijo. Mais Ação
CHARLOTTE Personagem que faz o diálogo
Como foi hoje? Diálogo
JOHN
Bom...Eu estou cansado.
Ele a abraça por um momento, inclinando-se.
JOHN (CONT)
Eu tenho que encontrar Kelly para um drinque lá embaixo. Ela quer conversar sobre algo de foto.
CHARLOTTE
Ok. Talvez eu desça com você.
JOHN
Você quer vir?
CHARLOTTE
Claro.
JOHN
(não quer que ela vá) Parenthetical
Ok.
CUT TO:Transição
Importante: a escrita do roteiro só deve ser iniciada após o autor ter estabelecido toda a estrutura de sua história e de ter preparado uma descrição resumida de cada cena e personagem. A escrita do roteiro é o penúltimo passo para a elaboração de uma obra, sendo a revisão do roteiro o último passo. Nada de se apressar e iniciar a escrita do script sem planejamento.
1. Cabeçalho de Cena
Serve para introduzir uma nova cena. Na grande maioria das vezes teremos uma nova cena quando ocorrer uma mudança no espaço e/ou tempo no roteiro. Escrito sempre em maiúsculas, o cabeçalho é composto por três elementos:
* Tipo de Localidade: INT. (Interior) ou EXT. (Exterior). Serve para a equipe de produção determinar a logística e os locais de filmagem. Se a câmera percorrer o ambiente, podemos ter algo como INT./EXT., mas esse tipo de escrita não é recomendado, deixando a escolha para o diretor.
* A localidade: O nome do local. Por exemplo: CASA DE VERANEIO. Em alguns casos devemos especificar um local dentro de outro: CASA DE VERANEIO - COZINHA.
* O tempo: Aqui o autor irá usar na grande maioria dos casos ou DIA ou NOITE, mesmo se o tipo de localidade for interior. Em raras ocasiões veremos termos como ENTARDECER ou AMANHECER. Só se for necessário para o andamento da história. Se a cena precisar do uso do relógio, poderemos usar o tempo exato: 1:15, MEIA-NOITE, 1984.
Muitos escritores numeram as suas cenas. A numeração aparece antes e depois do cabeçalho:
1 EXT. ESTÁDIO - DIA 1
2. Ação
É o que basicamente ocorre na cena. O autor pode introduzir a ação com uma pequena descrição, caso seja a primeira vez que o local apareça no roteiro. Seja sutil na escrita, e não exagere nas descrições.Um roteiro de cinema não é escrito da mesma forma que um romance literário! Devemos descrever apenas o necessário para o andamento e entendimento da história.
Deve-se evitar ao máximo dar ordens diretas para o diretor sobre posicionamento de câmera e ângulos de filmagem. Devemos notar que muitos autores não respeitam muito essa recomendação e acabam às vezes querendo agir como diretores.
Ao invés de escrever um largo bloco de texto, divida a ação em pequenas partes com uma linha de espaço. Dessa forma, até ângulos de filmagem podem ser sutilmente sugeridos ao diretor, sempre com cuidado.
INT. QUARTO DE NEO - DIA
Neo acorda de um sono profundo, se sentindo melhor. Ele começa a se auto-examinar. Há um cabo futurista conectado em seu antebraço. Ele o retira, observando a tomada enxertada em sua pele.
Ele passa a mão sobre a cabeça, sentindo um curto cabelo que agora a cobre. Seus dedos acham e exploram uma larga tomada na base do seu crânio.
Logo que ele começa a se descolar, Morpheus abre a porta.
É aconselhável o escritor escrever sempre no tempo presente.
Os personagens são primeiramente introduzidos na ação, e toda vez que um novo personagem for introduzido ele deve aparecer em LETRAS MAIÚSCULAS. A maioria dos personagens também devem ser descritos de forma resumida quando aparecem pela primeira vez. Essa descrição deve ser basicamente uma descrição física:
No ringue temos dois pesos pesados. Um branco e o outro negro. O lutador branco é ROCKY BALBOA. Ele tem trinta anos. Sua face tem cicatrizes e é rígida em torno do nariz. Seu cabelo preto brilha e pende sobre seus olhos.
Além da introdução de personagens, as letras maiúsculas na Ação algumas vezes são utilizadas ao se referirem a um som (um GRITO, um ASSOBIO) , a objetos utilizados (um REVOLVER, um MARTELO), e qualquer outra coisa que o escritor queira chamar a atenção. Fica a critério do autor, mas é bom não exagerar.
Quando uma cena é interrompida devido ao fim de uma página, alguns escritores utilizam o termo (CONTINUA), com alinhamento justificado na direita, onde era para ser a transição. Na página seguinte escrevem CONTINUA, com alinhamento justificado para a esquerda, no lugar do cabeçalho de cena.
3. Diálogos
O bloco de diálogo é composto de dois componentes obrigatórios, Personagem e Diálogo, e um opcional, o Parenthetical.
Os blocos de diálogos mais comuns usam apenas o nome do personagem e o que ele diz:
ALVY
Oh, você é uma atriz.
ANNIE HALL
Bem, eu faço comerciais, algo
assim...
O Parenthetical deve ser utilizado somente para indicar algo que não tem como escrevermos de outra forma no script. O Parenthetical deve indicar uma ação ou emoção de um personagem, ou a direção de sua fala:
ANNIE
(sorrindo)
Bem, eu...
(uma pausa)
Você é o que vovó Hall chamaria de verdadeiro judeu.
ALVY
(Limpando sua garganta)
Oh, obrigado.
Evite dizer para o ator como ele deve fazer o seu trabalho. Por isso tenha muito cuidado com os Parentheticals. Nenhum ator gosta de receber ordens do escritor. A escrita do roteiro deve ser boa o suficiente para o ator entender a expressão facial que ele deverá utilizar sem precisar toda hora ler um Parenthetical.
Se uma ação é colocada entre os diálogos de um mesmo personagem, devemos indicar que o diálogo continua, escrevendo (CONT) após o nome do personagem.
Se um diálogo é interrompido pelo final da página, escrevemos (MAIS) embaixo do diálogo com a mesma margem do nome do personagem. Na página seguinte escrevemos (CONT) ao lado do nome do personagem.
Quando o escritor precisa do diálogo de um narrador, ele deve usar o termo V.O., de Voice Over ao lado do nome do personagem:
LESTER (V.O.)
Meu nome é Lester Burnham. Este é meu bairro. Esta é minha rua. Esta é...minha vida. Tenho quarenta e dois anos. Em menos de um ano eu estarei morto.
Quando um personagem está falando em uma cena mas não aparece na tela, usamos o termo O.S. de Off Screen ao lado do seu nome:
CLOSE em um rádio de madeira, tocando uma música quieta. A visão é a de um quarto escuro, com cortinas impedindo a luz do sol.
MICHAEL (O.S.)
Teremos uma quieta cerimônia civil no salão da cidade, sem agitação, sem família, apenas alguns amigos como testemunhas.
4. Transições
Assim que a primeira imagem aparecer na tela temos que escrever FADE IN no roteiro, dar duas linhas de espaço e começar a primeira cena. Na esmagadora maioria das obras, FADE IN é a primeira coisa que o autor escreve. Quando a imagem desaparece da tela, como no fim de um filme, escrevemos FADE OUT. Após a última transição do filme, dar três linhas de espaço e escrever com alinhamento centralizado THE END.
A transição mais comum é CUT TO (CORTAR PARA), que significa cortar para uma outra cena. Muitos escritores não utilizam mais o CUT TO entre as cenas, pois presume-se que a própria introdução de um novo cabeçalho de cena já seja suficiente para indicar a mudança. Além disso, para muitos é papel do diretor fazer a passagem de uma cena para a outra, e não do roteirista.

Visto no: Não faço idéia. Se alguém souber a origem, por favor, informe-me que terei o prazer de creditar!

“Dez Regras Para Escrever Ficção”: Michael Moorcock

1. Minha primeira regra foi dada a mim por T.H. White, autor de A Espada na Pedra e de outras fantasias arturianas, e foi: Leia. Leia tudo aquilo em que você puder por as mãos. Eu sempre aconselho as pessoas que querem escrever uma fantasia ou ficção científica ou romance a pararem de ler tudo desses gêneros e começarem a ler todo o resto, de Bunyan a Byatt.

2. Encontre um autor que você admire (o meu era Conrad) e copie os seus enredos e personagens, a fim de contar a sua própria história, assim como as pessoas aprendem a desenhar e pintar, copiando os mestres.

3. Apresente os seus personagens principais e temas no primeiro terço do seu romance.

4. Se você estiver escrevendo um romance do gênero que é conduzido pelo enredo, certifique-se de que todos os seus principais temas/elementos do enredo sejam apresentados no primeiro terço, o que você pode chamar de introdução.

5. Desenvolva os seus temas e personagens no seu segundo terço, o desenvolvimento.

6. Resolva os seus temas, mistérios e assim por diante no terço final, a resolução.

7. Para um bom estudo de melodrama, o famoso "Fórmula de enredo principal, de Lester Dent", que você pode encontrar online. Foi escrito para mostrar como escrever um conto para as revistas pulp [N.T.: Revistas com papel de baixa qualidade, publicadas a partir do início da década de 1900, geralmente dedicadas a histórias de fantasia e ficção científica. Nos Estados Unidos é que as revistas pulp tiveram maior expressão.], mas pode ser adaptado com sucesso para a maioria das histórias de qualquer tamanho ou gênero.

8. Se possível, tenha alguma coisa acontecendo enquanto os seus personagens estão apresentando explicações ou filosofando. Isso ajuda a manter a tensão dramática.

9. Cenoura e vara – tenha protagonistas perseguidos (por uma obsessão ou por um vilão) e perseguindo (ideia, objeto, pessoa, mistério).

10. Ignore todas as regras apresentadas e crie as suas próprias, adequadas para aquilo que você quer dizer.

Visto no: Dicas de Roteiro

Como entender o Beisebol em 3 minutos

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Post 279!

Opa!

Sei que andei um tempo desaparecido e o blog ficou entregue as moscas, mas este entrevero já são águas passadas (Assim espero!) e pouco a pouco o blog ira retornar a sua rotina normal (Ou quase!).

Transformarei o blog em algo mais “pessoal” comentando assuntos que achar interessante (alguns podem achar legal, outros não!). Pretendo comentar e não apenas, somente, postar notícias e talz.

Ainda não decidi se continuarei com a HQ do Baldios, mas ele é um personagem bom demais para ser descartado e, muito provavelmente, ele retornara como um personagem literário.

Obviamente continuarei fazendo as divulgações e pretendo voltar com as resenhas. Também estou estudando a possibilidade de voltar a mexer com fanzines. Apenas estou indeciso se serão impressos ou digitais (uma questão intrigante).

Pretendo voltar com os contos e, para os rpgista, uma nova edição do Interstella RPG (planos! planos! muitos planos!)

É isso!