Os Fenomenais Xenomix

O que é?
Gibi digital publicado no site Núcleo Quadrinhos com roteiro e arte de Leo Laino.

Comento...

A Arte: Talvez o maior ponto fraco do gibi. A impressão que temos é que Leo Laino fez a HQ para sair preto e branco e depois colorizou relaxadamente por cima do traço a lápis, sem sequer artefinalizá-la. Infelizmente tal decisão comprometeu todo o resultado final. Uma pena.

O Roteiro: Este é um numero de apresentação então se espera que o roteiro apresente os personagens de forma eficiente. E ele quase consegue!
Após o prólogo (ainda voltarei a ele) somos apresentados a Ilha Mor (sede dos Xenomix), sua tutora (?) e aos próprios Xenomix: o problema aqui é que a legenda enumera seis integrantes, mas temos sete “carinhas” flutuando em torno da doutora (só descobrimos que a sétima “carinha” pertence a Alfa-psi na pagina dez, onde aliás descobrimos a existência de outro integrante dos Xenomix (Punho Trovejante). Contesto a utilidade de se usar as “carinhas”, dissociadas dos nomes, para identificar os personagens. Nada garante que o leitor, numa primeira olhada, vá ligar o nome a “carinha” correspondente. Teria sido melhor colocar legendas com os nomes acompanhando os personagens quando eles aparecessem pela primeira vez.
A seguir somos apresentados aos poderes dos personagens, numa seqüência batida de treinamento, mas de eficiência comprovada. Bola dentro. Mas, outra vez, Laino, esquece de um personagem: Gavião Furtivo. Qual é seu poder mesmo? Sem contar que não sabemos quais são os poderes de Alfa-psi e Punho Trovejante – apesar de seus nomes parecerem alto explicativos.
E voltamos ao prólogo. Ele é eficiente em apresentar um incidente motivador, que faça os heróis se moverem. Além de ser um gancho eficiente para a próxima edição. Só há um porém: ele é perfeito e eficiente como EPILOGO não como prólogo. E a pagina 12 seria um ótimo prólogo da edição seguinte!

Os Dialogos: Laino usa os diálogos para apresentar os nomes de alguns poderes e até mesmo as personalidades dos personagens de forma satisfatória.

Os Xenomix: Somos apresentados a 10 personagens (e tem mais um chegando, de acordo com o epilogo) por isso não é possível analisar cada um individualmente. Apenas o básico do básico (e alguns nem isso) de cada um foi apresentado. Mesmo assim podemos identificar alguns arquétipos comuns ao gênero e outros inusitados (um casal lesbo-masoquista?). Resta saber como Laino ira trabalhar cada um.

Encerrando: A estrutura do roteiro mostra-nos que Leo Laino é um bom roteirista, conhecendo as regras do gênero superaventura e trabalhando-as eficientemente. Ele só precisa ficar mais atento a preparação do mesmo para evitar as falhas aqui apresentadas. Na presente HQ atrapalhou-o a grande quantidade de personagens. Uma rápida observação mostra que outras equipes costumam operar com, no máximo, um cast de cinco personagens fixos. Talvez, Leo Laino devesse repensar a formação de sua equipe. Infelizmente, ao ficar enrolado com a grande quantidade de xenomix(es?) ele não respondeu a pergunta mais importante: Quem são os Xenomix?

É isso!

Nenhum comentário:

Postar um comentário