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Bolacha e Azeitona

Bolacha e Azeitona são amigos de longa data. Azeitona é um entusiasta dos quadrinhos brasileiros ao passo que Bolacha é um cético então, vez ou outra, esse assunto vem a baile quando se encontram.

Bolacha: Super-heróis não funcionam no Brasil.

Azeitona: Se fosse assim não existiriam gibis da Marvel e DC nas bancas. Sem falar nos mangas.

Bolacha: Quis dizer super-heróis brasileiros.

Azeitona: Defina o que é um herói brasileiro. Seria um herói de identidade brasileira? Ou um herói criado por brasileiros?

Bolacha: É claro que não me refiro a heróis etnicamente brasileiros. Flama Verde, da DC, e Mancha Solar, da Marvel, são brasileiros.

Azeitona: Como foram criados por estrangeiros, você não os considera super-heróis brasileiros?

Bolacha: É!

Azeitona: Então seriam heróis criados por brasileiros?

Bolacha: Claro! Os brasileiros só fazem decalque dos heróis americanos. Posso citar vários exemplos.

Azeitona: Não precisa. Só me responde se é possível, após um século se criando heróis, inventar um herói totalmente novo e original que não lembre qualquer outro já existente?

Bolacha: Admito que deve ser impossível!

Azeitona: Admitindo que todas as origens de heróis e super-heróis já foram inventadas, assim como todos os tipos de poderes, uniformes e fraquezas, você concorda que a originalidade de um personagem estará em sua personalidade, no seu modo de resolver os problemas?

Bolacha: Concordo! Mas você deve admitir que os super-heróis brasileiros são americanizados demais, pensam e agem como super-heróis americanos.

Azeitona: Isso não ocorre porque os autores recebem influencia direta dos comics americanos?

Bolacha: Claro, eles ficam requentando histórias que viram nos gibis americanos criando histórias mal-feitas que ninguém lê.

Azeitona: Podemos concluir, então, que o problema com os heróis brasileiros se deve ao comodismo criativo de seus autores e não sua origem, visual ou influencia?

Bolacha: Com certeza!

Azeitona: Então para os heróis brasileiros darem certo bastaria que os autores tivessem em mente que estão escrevendo para brasileiros?

Bolacha: É um ponto. Americanos escrevem para americanos, japoneses escrevem para japoneses, assim brasileiros devem escrever para brasileiros.

Azeitona: Assim, seria possível fazer um super-herói brasileiro, pois independente da origem, roupa ou poderes, o que conta é como o autor conta essa história e é exatamente isso que vai fazer o super-herói ter uma personalidade brasileira. Não concorda?

Bolacha: Diacho! Sou obrigado a concordar contigo.

Os Fenomenais Xenomix

O que é?
Gibi digital publicado no site Núcleo Quadrinhos com roteiro e arte de Leo Laino.

Comento...

A Arte: Talvez o maior ponto fraco do gibi. A impressão que temos é que Leo Laino fez a HQ para sair preto e branco e depois colorizou relaxadamente por cima do traço a lápis, sem sequer artefinalizá-la. Infelizmente tal decisão comprometeu todo o resultado final. Uma pena.

O Roteiro: Este é um numero de apresentação então se espera que o roteiro apresente os personagens de forma eficiente. E ele quase consegue!
Após o prólogo (ainda voltarei a ele) somos apresentados a Ilha Mor (sede dos Xenomix), sua tutora (?) e aos próprios Xenomix: o problema aqui é que a legenda enumera seis integrantes, mas temos sete “carinhas” flutuando em torno da doutora (só descobrimos que a sétima “carinha” pertence a Alfa-psi na pagina dez, onde aliás descobrimos a existência de outro integrante dos Xenomix (Punho Trovejante). Contesto a utilidade de se usar as “carinhas”, dissociadas dos nomes, para identificar os personagens. Nada garante que o leitor, numa primeira olhada, vá ligar o nome a “carinha” correspondente. Teria sido melhor colocar legendas com os nomes acompanhando os personagens quando eles aparecessem pela primeira vez.
A seguir somos apresentados aos poderes dos personagens, numa seqüência batida de treinamento, mas de eficiência comprovada. Bola dentro. Mas, outra vez, Laino, esquece de um personagem: Gavião Furtivo. Qual é seu poder mesmo? Sem contar que não sabemos quais são os poderes de Alfa-psi e Punho Trovejante – apesar de seus nomes parecerem alto explicativos.
E voltamos ao prólogo. Ele é eficiente em apresentar um incidente motivador, que faça os heróis se moverem. Além de ser um gancho eficiente para a próxima edição. Só há um porém: ele é perfeito e eficiente como EPILOGO não como prólogo. E a pagina 12 seria um ótimo prólogo da edição seguinte!

Os Dialogos: Laino usa os diálogos para apresentar os nomes de alguns poderes e até mesmo as personalidades dos personagens de forma satisfatória.

Os Xenomix: Somos apresentados a 10 personagens (e tem mais um chegando, de acordo com o epilogo) por isso não é possível analisar cada um individualmente. Apenas o básico do básico (e alguns nem isso) de cada um foi apresentado. Mesmo assim podemos identificar alguns arquétipos comuns ao gênero e outros inusitados (um casal lesbo-masoquista?). Resta saber como Laino ira trabalhar cada um.

Encerrando: A estrutura do roteiro mostra-nos que Leo Laino é um bom roteirista, conhecendo as regras do gênero superaventura e trabalhando-as eficientemente. Ele só precisa ficar mais atento a preparação do mesmo para evitar as falhas aqui apresentadas. Na presente HQ atrapalhou-o a grande quantidade de personagens. Uma rápida observação mostra que outras equipes costumam operar com, no máximo, um cast de cinco personagens fixos. Talvez, Leo Laino devesse repensar a formação de sua equipe. Infelizmente, ao ficar enrolado com a grande quantidade de xenomix(es?) ele não respondeu a pergunta mais importante: Quem são os Xenomix?

É isso!

Lançamento: Cometa 09

Já pode ser adquirida a nona edição da revista Cometa, personagem criado por Samicler Gonçalves, que estava afastado das atividades devido a sua luta contra o câncer, há 1 ano e 6 meses.

A revista independente Cometa nº9 é publicada pela SG Arte Visual, editora do próprio autor e quem comprar a revista entre os dias 14 de junho a 24 de julho concorre ao sorteio de brindes autografados.

Nesta edição a grande aventura de Cometa é enfrentar algo que desafia a lógica. Um monstro que é fruto da imaginação de um escritor, que teve contato com uma estranha entidade, e que agora tem o poder de tornar suas histórias na mais pura e perigosa realidade. Poucas são as ações em que temos total liberdade, dentre elas está a nossa imaginação. Ninguém pode impor limites a isso.

A revista pode ser adquirida pelo e-mail: vendas@sgarte.com.br.

Saiba mais sobre os trabalhos de Samicler Gonçalves nos sites: sgartevisual.blogspot.com / samicler.deviantart.com / samiclercometa.blogspot.com

Cometa nº9 (duas opções de capa simples e pôster)
Samicler Gonçalves
Editora SG Arte Visual
Colorida
17 x 26 cm
32 páginas
R$ 5,90

Thunderman 01



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A Arte das Capas Criativas

"Então essas capas antigas da Abril fazem muito sentido: elas recortavam imagens, faziam composições gráficas e usavam textos chamativos ("A Volta do Motoqueiro Fantasma!" "Macabra! Aterradora! A Origem do Homem-Coisa" "Os X-Men encontram o Som e a Luz de CRISTAL!" "132 páginas com o Demolidor!"). Elas chamavam a atenção e ao mesmo tempo informavam o que havia lá dentro. Esse é o espírito das capas japonesas – que tem que vender um calhamaço com vinte séries e garantir espaço para todas elas – e sempre deu certo. E não vejo porque não iria funcionar de qualquer modo por aqui. Já era funcional antes e continua funcional aonde é usado".

LEIA MAIS NO MAXIMUM COSMO

Escorpião de Prata


Deu Nisso?! #08


Aline & Pastor da Noite

O que é?
Digital Gibi publicado no site Núcleo Quadrinhos. Com roteiro de Haeckel Almeida, arte de Tony Brandão e cores de Tony Brandão e Célio Cardoso.

Comento...

A Arte: O traço de Tony Brandão é competente. Os cenários são pouco detalhados e às vezes têm-se a impressão de que foram inseridos digitalmente, mas cumprem a função de situar a ação. As cores claras usadas por Brandão e Cardoso não deixam duvidas de que lemos uma história da Aline e não do Pastor da Noite.

O Roteiro: O roteiro pode ser dividido em duas partes: a História propriamente dita, da pagina 3 à 7, e o Epilogo, da pagina 8 à 10.
Na primeira parte o roteiro flui adequadamente, enxuto e eficiente. Temos até o emprego da regra não escrita para encontro entre heróis: “Quando dois heróis se encontram pela primeira vez, sempre devem lutar entre si!”. A agressão do Pastor pode parecer excessiva num primeiro momento, mas é totalmente condizente com o tipo de personagem: o anti-herói, justiceiro e solitário. Há um encerramento digno: a lição de moral na mocinha ingênua.
E então chegamos a ultima parte do roteiro, o epilogo. Lembram quando disse que esta é uma história da Aline, até porque seu nome vem na frente do titulo, então ela precisa terminar por cima em sua própria história e o Epilogo existe para cumprir essa função.
Primeiramente há que se notar que é um epilogo muito longo: 3 paginas! Lembre-se: a história acabou na pagina 7 com o ultimo quadro e a lição de moral do Pastor da Noite. Perceba que o Epilogo nada mais é do que um monólogo da Aline passando seu ponto de vista. Algo que ela poderia ter feito na própria história, talvez num clássico: discutem seus pontos de vista enquanto se esmurram! Ou apenas numa pagina a mais.
E a seqüência de quadros iniciais da pagina 8 serviriam perfeitamente para um epilogo, digamos, a contento ou até mesmo soberbo.
Mas esse nem é o problema com o epilogo; o problema é que, para fazer a visão de mundo de Aline prevalecer o roteiro precisou torcer a personalidade do Pastor da Noite, para que ele concordasse com ela ou formulasse algum tipo de desculpa. Imperdoável!

O Diálogo: Eles são econômicos e, o que é mais importante, todos os diálogos cumprem a função de avançar a narrativa. Nenhuma palavra ou frase é desperdiçada. Haeckel Almeida mostrou-se um excelente criador de diálogos, sabendo até mesmo quando não usá-los como na, já citada, seqüência inicial da pagina 8.

Aline: A personagem-titulo. Aline é uma adolescente de 16 anos que se parece com uma adolescente de 16 anos, ponto pro Brandão, e age com a inocência idealista de uma menina da mesma idade, ponto pro Almeida. Mas Aline não é apenas inocente ela é também sensual, uma sensualidade natural que apesar das roupas curtas, apelativas diriam alguns, não é vulgar. E esse é um ponto que deve ser ressaltado e valorizado, porque sensualidade é diferente de vulgaridade.

Pastor da Noite: Conduzido com esmero na primeira parte da HQ foi imensamente prejudicado no “Epilogo”. Onde seu arquétipo – o anti-herói justiceiro solitário - foi torcido, deixado de lado mesmo, para que a visão colorida da realidade de Aline prevalecesse. Justiceiros não conversam numa boa com garotinhas e não arrumam desculpas esfarrapadas para fazer o que fazem apenas para conseguir colo de uma menina de 16 anos (Epa!!). São ações atípicas e antinaturais para este tipo de personagem. Isso esta no próprio conceito do arquétipo anti-herói justiceiro.

Encerrando: Numa primeira leitura Aline & Pastor da Noite é um bom gibi, tanto pelos desenhos quanto pela história. A sensação de que alguma coisa não se encaixa só vem depois. Seria uma ótima HQ se não fosse o deslize no “epilogo”. Um epilogo deve ser breve, não mais que uma pagina numa HQ de 12 paginas. Como o desfecho foi muito longo, Haeckel Almeida deveria ter repensado a estrutura da história. Porque no fim a pergunta que fica é: Pastor da Noite deixara de ser um justiceiro a partir de agora?
Acredito que reescrever a essência do personagem não era a intenção do roteirista. Se era, conseguiu!

É isso!