Feiticeiros #1

O que é?
Gibi publicado em formato digital no site Núcleo Quadrinhos. Com roteiro e arte de Valdo Reis.

Comento...

A Arte: com nível de fanzine, mas percebe-se que Valdo Reis pode evoluir desde que não pare. Recomendaria apenas uma atenção maior na diagramação de pagina. A opção de não colorir ajudou a valorizá-la.

O Roteiro: Podemos dividir o roteiro em duas partes: Max criança e Max adolescente. Na primeira parte o roteiro flui de forma satisfatória mantendo o clima de mistério e introduzindo os personagens na medida certa, com destaque para a primeira pagina. O único adendo é na caracterização do ambiente: ninguém desce no porto de Salvador usando roupas pesadas de inverno típicas de regiões frias, não importando a época do ano.
Mesmo erro “climático” é percebido em São Paulo. A cena ocorre realmente numa noite de natal em São Paulo ou em Nova York? A impressão que fica é que o autor fez a história pensando numa ambientação “mais ao norte”, mas após ter as páginas feitas resolveu fazer a mudança geográfica. Erro primário e lamentável.
E, chegamos à segunda parte do roteiro onde somos introduzidos a versão adolescente do herói e um possível interesse romântico. Temos também o retorno da garota misteriosa da primeira parte, agora adolescente (dãã). Aliás, ela é reintroduzida através de uma cena clichê, mas plenamente satisfatória e isso deve ser salientado positivamente.

Os Diálogos: Na primeira parte ele cumpre sua função ainda que ache a fala de seu Quincas repetitiva. Já na segunda o dialogo se mostra fraco e dúbio e o que é pior Valdo Reis “deixou no teclado” uma informação: Max tem pressa para ir a algum lugar, mas o leitor não é informado de qual lugar é esse. E saber o destino de nosso amigo ajudaria o leitor decidir se sua pressa era genuína ou ele simplesmente estava se livrando da garota. Ajudaria a definir seu próprio caráter.

Max: o único personagem constante neste primeiro numero e, creio eu, herói da história. Max foi construído em cima do estereótipo de herói para este tipo de história: órfão, ou seja, sem qualquer amarra com o mundo que lhe traga impedimentos. Nada demais ai, é uma abordagem totalmente válida.
Dois adendos: como um garoto órfão que cresceu nas ruas de Sampa recebe o nome de Max? O normal seria receber algum apelido. E, seria bom se o roteirista explicasse em edições futuras, como um menino de rua consegue freqüentar uma escola particular?

Encerrando: Como primeiro numero Feiticeiros cumpre seu papel: apresenta os personagens e os mistérios da trama. Feiticeiros têm tudo para ser uma serie interessante para se acompanhar desde que Valdo Reis evite “deixar no teclado” várias informações como ocorreu neste numero.

É isso.

3 comentários:

  1. grande marius!
    tem como add eu no msn? nucleohq@hotmail.com

    ou mande e-mail: nucleohq@gmail.com

    entre em contato, to adorando as resenhas!

    somos de americana e percebi q vc é d limeira, aki pertinho... e pelo visto domina roteiros.

    abrazzz

    ResponderExcluir
  2. Fala Marius...

    Legal memso alguem fazendo resenhas mais completas das HQS do NHQ.. o NHQ tem muito material e poucos fazem avaliações mais completas dos assunto.. Parabéns pela iniciativa!

    ResponderExcluir
  3. Novamente agradeço aos comentários. Estas "opiniões" fazem parte de meus estudos para roteirista.

    ResponderExcluir