Libertas #1

O que é?
Gibi publicado em formato digital no site NHQ, de Adriano Gon. Ao longo de suas edições, a série vai reunir alguns super-heróis dos quadrinhos nacionais - Velta, Homem de Preto, Gralha, Penitência e o novato Serpente - sob a insígnia do Libertas, uma antiga força-tarefa ligada ao Governo. Esta primeira parte - que promove o encontro de Velta e do Gralha a partir de uma série de assassinatos numa escola em Curitiba.

Comento...
A Arte:
Regular, mas dentro do padrão para este tipo de publicação. Ricardo Santos se mostra melhor desenhista de “mascarados” do que pessoas comuns, mas conta a seu favor a habilidade de sempre mudar o ângulo da cena. Geraldo Filho, o colorista, fez uma boa escolha de cores.

O Roteiro: Aqui está o calcanhar de Aquiles do gibi. Talvez Gabriel Billy, o roteirista, devesse ter maturado mais o roteiro, porque a sensação que temos é que falta coerência interna ao roteiro, e a estrutura da história é muito frágil. Sem falar que por vezes a própria “Suspensão de Descrença” do leitor fica ameaçada por alguns instantes, algo essencial para este tipo de história: leia-se, ataque de dinossauros no centro de Curitiba. Esse tipo de situação poderia ser evitado se o roteirista tivesse guardado o roteiro por alguns dias dentro de uma gaveta e então passá-lo por uma releitura crítica.
E, o calcanhar de Aquiles do roteiro são os diálogos. Partindo do pressuposto de que “Cada diálogo deve ter como função avançar a narrativa”, percebemos que vários diálogos não cumprem essa função.

Velta: Dos personagens apresentados Velta parece ser a mais desenvolvida. Isso, apesar de pessoalmente de “não ir muito com a cara” da Velta por causa de seu visual sexista: Deus, qual é a de fazê-la sempre lutar de tanga/calcinha? Porque ela não pode usar um simples colant por baixo da roupa? Uma peça clássica que lhe daria um ar mais heróico e menos “puta”. O que foi aquela babação de ovo na luta contra (argh!) os dinossauros, média com criador da personagem?

O Gralha: O personagem mais inconsistente da história e o menos desenvolvido. Gustavo, Milton e O Gralha também foram os protagonistas das cenas e falas mais constrangedoras do roteiro. “Que mulher!”, “Que bunda!”, que raios de dialogo é esse? Deixar uma personagem bonita ou não é obrigação do desenhista. Não compreendi porque o roteirista quis enfatizar tanto os dotes físicos da personagem Para fazer uma média com o criador dela, talvez? A fraca participação, as cenas e os dialogos vexatórios do Gralha levam a crer que Gabriel Billy não soube trabalhar com o personagem.

Homem de Preto: Assim como o Gralha, não conheço mas sua aparição foi pontual e estritamente dentro do necessário – ponto pro roteirista. Talvez sua cena de luta devesse ter sido incrementada e usada para substituir a luta (argh!) dos dinossauros. Pelo menos ficaria mais verossímil.

Serpente: Mesmo caso do homem de preto, mas não sabemos se ele é herói ou apenas um bêbedo recrutado aleatoriamente.

Penitencia: E Penitencia...? Cadê a Penitencia? Este foi talvez a maior falha do roteiro: não apresentou todos os personagens principais ao publico leitor... Falha grave. Um desrespeito aos fãs da personagem que baixaram a revista porque ela estava na capa.
Ao invés de vermos Penitencia de corpo e habito temos, ao fim da edição, um relatório mixuruca que a cita e a outros heróis nacionais. A citação a estes outros heróis soou como um pedido de desculpas a seus autores por eles não estarem no gibi. Totalmente desnecessário. Soou, inclusive, como ranço corporativista.

Encerrando:
Pelo que se propunha, esperava muito mais de Libertas, mas os problemas detectados revelam a inexistência de um editor, que poderia ter apontado as falhas ao roteirista e o ajudado a solucioná-los.

É isso.


Fanart: Estrela Branca dos Vigilantes


Lançamento: Penitência #6

Visto no Nucleo Quadrinhos

Após um período sem novidade, retorna à Núcleo Quadrinhos a criação máxima de Marcos Franco: Penitência!

Em sua 6ª edição, você vai ver o julgamento de um político que se desviou do caminho correto e com isso sofrerá as consequências nas mãos da anti-heroína.

Acessem agora mesmo e boa leitura

www.nhq.com.br

Editora Online reimprime arco de Star Wars

Visto no HQMANIACS

A Editora Online colocou nas bancas e livrarias o primeiro volume de Star Wars - Knights of the Old Republic. Intitulado O Começo, o álbum, impresso em papel especial, republica o primeiro arco de histórias da série Knights of the Old Republic, que saiu nas primeiras seis edições da revista mensal (que se encontra na 15ª edição). A história tem roteiro de John Jackson Miller, arte de Brian Ching e Travel Foreman. A capa é de Travis Charest.

Neste volume, centenas de anos antes que Luke Skywalker destruísse a Estrela da Morte numa batalha fatídica sobre Yavin 4, um único padawan viria a se tornar um fugitivo caçado pelos próprios mestres, acusado de assassinar todos os seus colegas estudantes. Escondendo-se como um criminoso pela cidade de Taris e na companhia de um misterioso droide na desolada paisagem das crateras da lua, o padawan Zayne Carrick irá cruzar com surpreendentes aliados, o que será fundamental para limpar seu nome antes que as impiedosas autoridades lancem uma dura retaliação sobre ele.

Star Wars - Knights of the Old Republic: O Começo tem formato americano, 140 páginas em cores, papel couché e custa R$ 23,90. Como feito neste volume, a Editora Online promete outros volumes, com o mesmo acabamento de luxo, trazendo também as outras séries já publicadas na revista mensal.

Editora publicara gibi da Intempol

Visto no: Universo HQ

Mais uma editora deve estrear no mercado de quadrinhos em breve. Trata-se da Draco, de São Paulo, que lançará em agosto o álbum Para tudo se acabar na quarta-feira (formato 21 x 28 cm, 48 páginas em preto e branco), escrito por Octavio Aragão e desenhado por Manoel Ricardo - confira algumas páginas ao lado e abaixo.

Na trama, Guido Mateus Renhe é um chefe de boca no morro do Estácio em processo de ascensão. Sua quadrilha, apesar de pequena, é eficiente e funciona como um relógio, graças ao treinamento severo e à rígida hierarquia.

Numa terça-feira gorda, enquanto a escola de samba Estácio de Sá adentra a avenida, Guido e sua trupe tentam dar o grande salto de suas carreiras como traficantes, enfrentando rivais perigosos.

Mas há outras forças em conflito e uma proposta de trabalho da poderosa Megiddo Incorporações força Guido a enxergar sua vida, o tempo e talvez o Universo por outro ângulo.

O carioca Octavio Aragão é o criador do universo ficcional Intempol, ao qual pertence esta história e que já rendeu o ótimo álbum The Long Yesterday.

O desenhista Manoel Ricardo, do Espírito Santo, criou um blog sobre a produção do álbum.

Em 2008, Aragão chegou a produzir um clipe com algumas cenas da HQ, que na época era colorida (veja aqui) - agora, o álbum será publicado em preto e branco.

Originalmente, Para tudo se acabar na quarta-feira foi publicada em Portugal, em 2007, em forma de conto, na antologia Por universos nunca dantes navegados.

Ichigo 100% chega ao Brasil

Visto na: Animepro

Mais um mangá da Shonen Jump aportará em nosso Brasil. Ichigo 100% é a nova aposta da Editora Panini para o Brasil, suprindo o gênero de comédia romântica meio erótica que falta por aqui.

Junpei Manaka é um garoto normal que estuda no Japão que sonha em ser diretor de filmes. Ele se apaixona por uma garota misteriosa que usa calcinha de morango. Suas desventuras amorosas envolvendo garotas e a busca da misteriosa menina da calcinha de morango durou 19 volumes no Japão, sendo publicado de 2002 até 2005.

A autora é Mizuki Kawashita, a mesma do recente Ane Doki, e a série ganhou um animê de 13 capítulos. O mangá sairá com o preço tradicional da Panini de 9,90.