Parlenda

PARLENDA [ou parlanda ou parlenga] tem origem em "parolar", "parlar", que
significam "falar muito", "tagarelar", "conversar bobagens", "conversar sem
compromisso". Falatório, palavreado, declamação infantil.


Em Portugal é chamada de "cantilena", "lengalenga", embora esses nomes também signifiquem "narração monótona, cantiga enfadonha, ladainha".

É um conjunto de palavras com pouco ou nenhum nexo e importância, de caráter lúdico, muito usadas em rimas infantis, em versos curtos, ritmo fácil, com a função de divertir, ajudar na memorização, compor uma brincadeira. Pode ser destinada à fixação de números, dias da semana, cores,dentre outros
assuntos.
Exemplos:

"Jacaré foi ao mercado
não sabia o que comprar
comprou uma cadeirinha
para comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira esborrachou
Jacaré chorou, chorou
O dinheiro que gastou";

"Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.";

""Hoje é Domingo,
pede cachimbo
O cachimbo é de ouro,
Bate no touro,
O touro é valente,
Bate na gente,
A gente é fraco,
Cai no buraco,
O buraco é fundo,
acabou-se o mundo.";

"Um, dois, feijão com arroz
Três, quatro, feijão no prato
Cinco, seis, falar inglês
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis";

"Cadê o toucinho que estava aqui?
- O rato comeu.
Cadê o rato?
- O gato comeu.
Cadê o gato?
- Fugiu pro mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
- Cadê o fogo?
- A água apagou.
Cadê a água?
- O boi bebeu.
- Cadê o boi?
- Está moendo trigo.
Cadê o trigo?
- O padre comeu.
Cadê o padre?
- Está rezando missa.
Cadê a missa?
- A missa acabou.";

"Lá na rua 24,
a mulher matou um gato,
com a sola do sapato.
O sapato estremeceu,
a mulher morreu,
o culpado não fui eu."

" Uni, duni, tê,
Salamê, minguê.
O sorvete é colorê,
O escolhido foi você!"

Para Nunca Mais Ter Medo

Para Nunca Mais Ter Medo



O autor Fabio Fernandes liberou para download seu conto 'Para Nunca Mais Ter Medo', escrito em 1994 e publicado uma unica vez no Dragao Brasil em 1995.

Este conto marca uma das primeiras incursoes de autores brasileiros no genero hoje conhecido como 'ficcao alternativa', em q personagens literarios sao apropriados para protagonizarem novas tramas nao pensadas por seus criadores originais.

URL para download:

http://www.overmundo.com.br/banco/para-nunca-mais-ter-medo



Sem mais,

SBB 404 EDF Tamoyo

SBB 404 EDF TAMOYO

COMENTÁRIOS:
Penultima nave classe andromeda a ser construída o EDF Tamoyo - SBB 404 - entrou em serviço logo após a destruição da Gatlantis por parte da Patrulha Estelar. É desta época seu batismo de fogo quando ajudou a debelar os ultimos focos de resistência cometina. Durante a Guerra Golba participou do assalto final contra as forças de ocupação sendo seriamente avariada. Após os reparos tornou-se nau-capitanea da Esquadra de Defesa de Alfa-Centauri. Lá permaneceu até ser recolhida, no inicio de 2205 aos estaleiros da EDF para atualizações de seus sistemas. Os eventos daquele ano levaram o Tamoyo a integrar a Força de Exploração. Durante esta missão é digno de nota o fato do SBB 404 ter resgatado e protegido Lorde Wendern e sua filha contra diversos ataques das forças da Federação Polar. Em 2206 o Tamoyo participou ativamente da escolta dos comboios de evacuação travando diversos combates contra unidades dinguils no processo. Enviado para a reserva da EDF em 2208 lá permaneceu até ser convocado para levar a Patrulha Estelar para as Exéquias de Deslock em 2212. Data desta época seu ultimo confronto contra naves hostis. Novamente recolhido a reserva lá permaneceu até ser sucateado em 2215.

CARACTERISTICAS
FILIAÇÃO: Federação dos Governos da Terra COMISSIONADO: 2201 AD TIPO: Encouraçado Espacial - SBB CLASSE: AndromedaMASSA: 98.000 tons COMPRIMENTO: 275 m LARGURA: 45.8 m

RESISTENCIA
BLINDAGEM: 0 INTEGRIDADE: 11

TRIPULAÇÃO
OFICIAIS: 20 MARINHEIROS: 100 FUZILEIROS: 20 ALA AEREA: 90 PASSAGEIROS: 30

SISTEMAS DE ENERGIA E PROPULSÃO
MAQUINA DE MOVIMENTO DE ONDAS REATOR DE FUSÃO

VELOCIDADES
VELOCIDADE DE CRUZEIRO: 10.5 NÓS ESPACIAIS (Cada nó espacial equivale a 150.000.000.km/h )
REVERSÃO : 7.2 AL/6 MINUTOS ( Logo após cada reversão os tripulantes devem fazer um cheque normal de saude para se recuperar do choque da transição, se falhar deve-se proceder como se fosse um dano menor. Para reversões que ultrapassem 100 al deve se aplicar um redutor de -1, cumulativo, no teste para cada 10 ano-luz a mais )
SISTEMA DE VÔO ATMOSFÉRICO: MACH 3

SENSORES
COMUNICADOR DE LONGA DISTANCIA SUBESPACIAL: baseado na tecnologia que permite a reversão este equipamento permite a comunicação entre as naves e bases da EDF. Infelizmente o sistema não é perfeito e a comunicação não é instantanea e o envio de Audio/ Video é feito a velocidade de 5 segundos por ano luz.
SONAR DE SUBESPAÇO: Este sistema permite a identificação de objetos em movimento no subespaço num raio de 5.000 km.
RADAR TAQUIONICO DE LONGA DISTANCIA: rastreia e identifica até 200 belonaves num raio de 20.000 km.

ARMAMENTOS
ARMAMENTO ESPECIAL
2x ARMAS DE MOVIMENTO DE ONDA: A arma suprema das forças terrestres, Seu poder de destruição é espantoso, tendo contra apenas o fato de que sua recarga é demorada. E que para carrega-la toda a energia da nave deve ser desviada para o mecanismo - deixando-a nave vulneravel por longos, e perigosos, 5 minutos.
RDF: 1 ALCANCE PADRÃO: 60.000 km ALCANCE MAXIMO: 70.000 km EQUIVALENTE EM EXPLOSIVOS: 185.000 kg

ARMAMENTO PRINCIPAL
12x CANHÕES DE IMPACTO PESADOS; dispostos em três reparos triplos: subistituindo os ultrapassados canhões laser pesados os canhões de impacto dispoem de uma grande gama de munição sendo a mais comum os Cartuchos de Plasma.
RDF: 20 ALCANCE PADRÃO: 10.000 km ALCANCE MAXIMO: 15.000 km EQUIVALENTE EM EXPLOSIVOS: 1.300 kg

ARMAMENTO SECUNDARIO
6x TUBO DE LANÇAMENTO DE TORPEDOS PESADOS: última linha de defesa num embate entre belonaves os torpedos são armas muito eficientes. Eficiencia esta derivada de sua guiagem feita desde o veiculo lançador até o alvo.
RDF: 3 ALCANCE MAXIMO: 1.928 km OGIVA: 2.250 kg

ARMAMENTO DEFENSIVO
20x CANHÕES LASERS, dispostos em baterias duplas: o sistema antiaereo das Andromedas e operado por um computador dedicado. As naves desta classe foram as primeiras a receber este sistema que depois foi incorporado em todas as naves da EDF.
RDF: 50 ALCANCE PADRÃO: 5 km ALCANCE MAXIMO: 7 km EQUIVALENTE EM EXPLOSIVOS: 30 kg

10x LANÇADORES DE MISSEIS: A velocidade reduzida e a falta de sistemas eficientes tem limitado em muito atuação dos misseis no espaço sideral sendo que eles foram relegados a função de armas de defesa; tarefa que tem cumprido satisfatóriamente.
RDF: 10 ALCANCE MAXIMO: 804 km OGIVA: Variavel/ Tipicamente 253 kg

2x LANÇADORES DE CARGAS SUBESPACIAIS: o confronto com submarinos de subespaço originou o desenvolvimente desta arma que tem a função de combater seu alvo no mesmo ambiente em que se esconde, fora do alcance das armas convencionais.
RDF: 10 ALCANCE MAXIMO: 10 km (subespaço) OGIVA: 280 kg

GRUPO AEREO EMBARCADO
Astro-Caças : 30 Cosmo Tigers. Barco Torpedo: 2 Cosmo Jaguar. Shuttle: 1 Cosmo HoundAWACS: 2 Cosmo VisionOutras Naves: 10



Pela Legalização do Furto

Pela legalização do furto! (sátira!!)


O artigo 5º da Constituição Federal diz que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". Assim, é inconstitucional discriminar alguém por ser branco ou preto, homem ou mulher, brasileiro ou estrangeiro, honesto ou ladrão. Lamentavelmente, o Código Penal, já obsoleto por ser datado de 1940, dedica todo o seu título III aos chamados "crimes contra o patrimônio", entre eles o furto, o roubo, a extorsão, a fraude, a usurpação, o dano, a apropriação indébita, o estelionato, a fraude e a receptação.

Tal lei proibicionista e incriminista , além de ultrapassada , é hipócrita. Pois o furto existe e isto é um fato. Não adianta proibir, pois ele permeia toda a vida social. De que vale o estardalhaço das CPIs criadas para descobrir e punir eventuais fraudes e corrupções em nossos governantes? Por que não dar a todos o direito de furtar dignamente, ao invés de às escondidas e sem o amparo legal?
A incriminação do furto é altamente discriminatória . Pois para os ricos, o direito de furtar, na prática, já existe. Com facilidade eles podem subornar os fiscais e contratar advogados qualificados que o auxiliem na tarefa de apropriação do bem alheio. Os ladrões pobres, porém, são discriminados : vêem-se obrigados a furtar com os meios mais rudimentares. Com freqüência são apanhados pela polícia e sofrem duras penas. Onde está a igualdade de todos perante a lei ? Não é revoltante ver os pequenos assaltarem com canivete enquanto os grandes usam potentes armas de fogo?

Pessoalmente, prefiro adquirir dinheiro através do trabalho, mas não posso discriminar aqueles que optaram por uma outra forma de aquisição pecuniária. Cada cidadão tem o direito inalienável de ter respeitada sua "orientação aquisitiva". Os ladrões — é bom que se recorde — têm um papel fundamental na distribuição das riquezas. Graças a eles, os poderosos são muitas vezes impedidos de acumular bens indefinidamente. Além disso, segundo informações oficiais da AAA (Associação de Amigos do Alheio), anualmente morrem cerca de 1.589.764 brasileiros em virtude de furtos ou roubos mal feitos. A mesma entidade informa que, nos países onde o furto foi legalizado, o índice total de furtos foi reduzido em até 54,6 por cento. Legalizar o furto é a melhor forma de diminuir sua incidência!

No Brasil o furto já é legal (ou "não punido", é a mesma coisa) quando for praticado em prejuízo de um ascendente, descendente ou cônjuge (ver art. 181 do Código Penal). Ou seja, todo filho tem o direito assegurado por lei de furtar de seus pais. No entanto, apenas as escolas das principais capitais ensinam os alunos a praticarem o "furto legal". O Ministério da Educação parece alheio a este problema. Lamentavelmente, a maioria das crianças ainda não aprendeu as técnicas mais higiênicas e seguras de surrupiar coisas de seus progenitores, o que faz com que sejam apanhadas em flagrante e sofram tremendos castigos.

Quero deixar claro que a descriminalização do furto de maneira alguma obrigaria o cidadão a furtar. A lei seria facultativa, e não obrigatória. Apenas se estaria reconhecendo o direito legítimo de furtar, ao invés de considerar tal prática doentia (com o nome discriminatório de "cleptomania") ou criminosa.

Nota: a semelhança entre a argumentação acima e a usada pelos defensores da legalização do aborto não é mera coincidência. Quanto à confiabilidade dos dados estatísticos da AAA, ela é a mesma da dos dados fornecidos pelos abortistas.

Ficção Científica "Pulp" - Uma Visão Geral

Ficção Científica "Pulp" - Uma Visão Geral

Por Dr. John L. Flynn

Hoje, quando muitos de nós se voltam nostalgicamente para a ficção científica "pulp", o que vemos freqüentemente é uma agregação de cada clichê e elemento melodramático das revistas baratas dos anos 1930 e 1940, bem como dos filmes de má ficção científica dos anos 1950 e
1960. O que nós não percebemos ou costumamos negligenciar, é que quando estas histórias foram publicadas originalmente, muitas das idéias sobre viagem interestelar, mundos alienígenas, cientistas loucos, capitães intrépidos e suas aguerridas tripulações eram bastante recentes. Há uma razão pela qual este período é chamado de Idade de Ouro da Ficção Científica. Tudo o que lemos hoje deve algo às tradições e convenções das obras que estavam sendo produzidas neste período. Ignorar escritores como Ray Cummings ou L. Ron Hubbard
é ignorar os gigantes sobre cujos ombros se erguem os escritores de hoje. As primitivas histórias de FC "pulp" tiveram um efeito explosivamente libertador em suas primeiras audiências jovens,
especialmente aquelas que chegavam à maturidade em cidadezinhas ou fazendas através dos Estados Unidos... e mudaram para sempre o gênero que conhecemos e amamos hoje.

HISTÓRIA DOS PULPS

A Idade de Ouro da Ficção Científica é geralmente reconhecida como um período de vinte anos entre 1926 e 1946 quando um punhado de escritores, incluindo Clifford Simak, Jack Williamson, Isaac Asimov, John W. Campbell, Robert Heinlein, Ray Bradbury, Frederick Pohl e L. Ron Hubbard, estavam publicando histórias de ficção científica altamente originais em revistas "pulp". Embora o formato da primeira revista "pulp" remonte a 1896, quando Frank A. Munsey criou "The Argosy", foi somente em 1926, quando Hugo Gernsback publicou o primeiro número de "Amazing Stories" que a ficção científica ganhou seu fórum próprio. Outras revistas de ficção científica "pulp", incluindo "Astounding Science Fiction", "Startling Stories", "Weird Tales", "Unknown" e "The Magazine of Fantasy & Science Fiction", logo se seguiriam. As revistas "pulp" floresceram porque podiam ser manufaturadas de modo econômico a partir da polpa de madeira quimicamente tratada, e vendidas à baixo custo para audiências famintas por diversão e aventura. As histórias "pulp" enfatizavam ação, romance, heroísmo, mundos exóticos, aventuras fantásticas e quase invariavelmente, finais bem humorados e otimistas. Hoje, estas histórias são relembradas com grande afeto e nostalgia pelos fãs de ficção científica por conta de sua abordagem simples e direta.
As histórias clássicas dos "pulps" dos anos 1930 e 40, contavam com elementos familiares de enredo para narrar histórias interessantes e mandatórias. Convenções populares como viagem mais rápida que a luz, cientistas loucos, robôs e monstros, civilizações perdidas, e "space opera", formavam a base da história.

CIVILIZAÇÕES ALIENÍGENAS PERDIDAS

Civilizações alienígenas perdidas contendo muitas maravilhas, incluindo um tipo de energia nuclear, e a evidência de que teriam visitado a Terra muitos milhares de anos antes da ascensão do homem, eram parte destas histórias. Os alienígenas em "Creator" (1935) de Clifford Simak e "The Sentinel" (1951) de Arthur C. Clarke (*) distanciaram-se tanto de suas contrapartes humanas que aparecem quase como deuses. Mas no limiar de sua maior realização - o controle de máquinas unicamente com o pensamento - foram ceifados em uma única noite como os altivos alienígenas em "The Star" (1955) de Clarke. A vasta e misteriosa civilização retira-se do planeta e permanece sepultada por meio milhão de anos. Histórias similares nas revistas "pulp" de ficção científica, falaram de vastas e misteriosas civilizações alienígenas e dos intrépidos homens do espaço que as encontraram, incluindo "First Men in the Moon" (1901) de H.G. Wells
e "Voyage of the Space Beagle" (1951) de A.E. van Vogt.

SPACE OPERA

Comandantes intrépidos e suas incansáveis tripulações 100% masculinas eram basicamente os recortes de papelão de cada homem do espaço que procurava por aventura nas "space operas" da ficção científica "pulp". "Space opera", um termo cunhado por Wilson Tucker em 1941, referia-se a histórias espaciais de aventura nas quais heróis intrépidos e desbravadores do espaço iam "audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve", encarando perigos em um milhar de mundos alienígenas diferentes. Tão longe quanto 1900, com "The Struggle for
Empire" de Robert William Cole, aventuras espaciais consistiam em carregar armas, matar monstros enfurecidos e tornar a galáxia um lugar mais seguro para o resto de nós, mais ou menos do mesmo modo que os caubóis limparam o velho oeste com seus revólveres. As
histórias mais populares, incluindo as séries "Skylark" e "Lensman" de E. E. "Doc" Smith e os romances do "Captain Future" de Edmund Hamilton, eram direcionadas ao mercado juvenil e atraíam principalmente adolescentes do sexo masculino. Mais tarde, vemos evidências disto nos filmes e na televisão dos anos 1950. [Por exemplo: em "Planeta Proibido" o comandante J. J. Adams (segundo a interpretação do canastrão Leslie Nielsen) é o modelo do verdadeiro homem do espaço moderno, com seu comportamento forte, enfático, e boa aparência; cria da mesma ninhada que Tom Corbett e Buzz Corey (**), ele representava o capitão de astronave de queixo quadrado, unidimensional. Ao seu lado, Doc Ostrow (Warren Stevens), o oficial de ciências lógico, e o Tenente Jerry Farman (Jack Kelly), o primeiro oficial convencido e sentimental, completam um triunvirato familiar que tem suas raízes nas aventuras espaciais juvenis de Robert A.
Heinlein e que mais tarde formariam o trio de personagens centrais em "Jornada nas Estrelas". A idéia básica de Adams e sua tripulação 100% masculina de caubóis do espaço já era velha em termos de ficção científica no tempo em que "Planeta Proibido" foi feito, e parece agora ainda mais fora-de-moda e antiquada.]

O CIENTISTA LOUCO E A DONZELA EM PERIGO

Bem mais fora-de-moda eram o cientista louco e sua filha ingênua e inocente. O arquétipo do cientista louco não mais carrega o peso literário de indiferença moral e ética que tinha outrora, e agora é considerado um clichê ou piada de mau gosto. Cada cientista louco era um descendente direto de Aylmer, o alquimista de "The Birthmark" (1840) de Nathaniel Hawthorne; de Jack Griffin, o cientista com ideais elevados n'"O Homem Invisível"(1897) de Wells, e do cientista
louco quintessencial e símbolo do racionalismo científico, Dr. Victor Frankenstein. Não importa quão objetivo e bem intencionado o grande doutor pudesse ser, ele ainda estava inclinado a produzir um monstro.
Nas revistas "pulp" dos anos 1930 e 1940, o cientista louco tornou-se o equivalente literário do vilão bigodudo do melodrama barato. As primeiras revistas "pulp" apresentaram mais do que sua cota média de mulheres seminuas que precisavam ser resgatadas das garras de cientistas loucos, alienígenas predadores e robôs descontrolados; de fato, as edições mais bem sucedidas eram geralmente aquelas com ilustrações sensacionalistas de mulheres peitudas em perigo, criadas por Earle Bergey e outros, porque apelavam para os interesses lúbricos das audiências juvenis.

O ROBÔ OU HOMEM MECÂNICO

Robôs nos "pulps" ou eram descontrolados, ou gentis e benevolentes, os medos e sonhos da ciência concretizados. Antes de 1940, robôs eram vistos como trabalhadores escravos, como no "Rossum's Universal Robots" (1921) de Karel Capek, ou monstros descontrolados, do "Frankenstein" (1818) de Mary Shelley ao "Plus and Minus" (1929) de Franz Harper. Nos anos 1940, por determinação expressa do editor John W. Campbell, Isaac Asimov compilou uma lista de regras ou mandamentos, os quais se imaginava serem gravados nos cérebros positrônicos de cada robô, e explorou como esses mandamentos afetavam o comportamento dos robôs em "Robbie" (1940), "Liar" (1940), e outros contos. Estas regras ou mandamentos tornaram-se conhecidas posteriormente como as Três Leis da Robótica: 1) Um robô não pode ferir um ser humano ou por inação, permitir que um ser humano venha a se ferir; 2) Um robô deve obedecer as ordens dadas por um ser humano exceto quando tais ordens conflitarem com a Primeira Lei; 3) Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não conflite com a Primeira ou Segunda Leis. Alguns robôs encararam os mesmos dilemas morais que os robôs de Asimov. Como o Adam Link de Eando Binder, os robôs da "City" (1952) de Clifford Simak, e tantos outros homens de metal da era "pulp", os robôs subseqüentes são amáveis e valiosos servos do homem e de modo algum monstros descontrolados.

MONSTROS

Os monstros das revistas "pulp" não seguiam mandamentos ou leis, exceto a lei da sobrevivência. Depois que o Frankenstein de Mary Shelley criou o primeiro homem artificial e o rejeitou por causa de sua feiúra e natureza decaída, monstros feitos pelo homem têm sido um
produto básico da ficção científica. Nos primeiros "pulps", os monstros provaram ser uma tarefa fácil para o herói intrépido, e eram abundantes, quando não inteiramente críveis ou detalhados. O primeiro monstro invisível apareceu em "The Thing from—Outside" (1926) de George Allan England, publicado no próprio primeiro número de "Amazing Stories". Muitos outros monstros se seguiram, dos de olhos esbugalhados (como em "Dark Moon" [1931], de Charles Diffin)
aos transmorfos (como em "Who Goes There?" [1938], de John W. Campbell). O monstro é um produto dos sombrios desejos do cientista louco de bancar Deus, e eventualmente é destruído por ele, numa repetição da história de Frankenstein.

VIAGEM MAIS RÁPIDA QUE A LUZ

A velocidade mais rápida que a luz de muitas espaçonaves e veículos espaciais nas revistas "pulp" era um artifício necessário à trama. Com as vastas distâncias entre as várias estrelas (e planetas), muitas histórias de ficção científica "pulp" se escoravam em tecno-baboseiras para explicar como as espaçonaves atingiam a velocidade da luz ou próxima dela e ainda conseguiam chegar ao destino decorridas somente umas poucas semanas. Conceitos como portais de salto,
velocidade "warp" e hiperdrive foram usados para esclarecer a viagem mais rápida que a luz. E.E. "Doc" Smith engajou-se na "inércia menos impulso" nos romances Lensman, e Asimov apoiou-se no "stardrive" nos livros da "Fundação". O primeiro autor a invocar o conceito de
hiperespaço - um tipo de quarta dimensão onde naves poderiam viajar em altíssimas velocidades - foi John W. Campbell em "The Mightiest Machine" (1934), enquanto Robert Heinlein contentou-se em usar a viagem mais rápida que a luz para levar seus personagens de um lado a outro da galáxia sem um monte de explicações dispensáveis em seus livros juvenis.

VIAGEM NO TEMPO E PARADOXOS TEMPORAIS

Uma vez que H. G. Wells instituiu "A Máquina do Tempo" (originalmente publicada como "The Chronic Argonauts" no "Science Schools Journal", 1888; expandido e revisado em 1895), o homem tornou-se subitamente capaz de controlar suas jornadas para trás e para frente no tempo. Ao levar seu anônimo viajante do tempo numa viagem ao futuro distante, e depois trazê-lo de volta em segurança ao presente, Wells estabeleceu o padrão para a maioria das histórias modernas de viagem no tempo. O autor de "pulps" Raymond Cummings foi o primeiro a expandir as teorias de Wells com "The Man Who Mastered Time" ("Argosy", 1924), "The Shadow Girl" ("Argosy", 1929) e "The Exile of Time" ("Argosy", 1931). Como suas contrapartes do século dezenove, eles estavam mais interessados em usar a máquina do tempo como um
artifício de enredo para colocar seus protagonistas em mundos exóticos do que em documentar suas características tecnológicas. Por exemplo, os viajantes do "Twilight" (1932) e Night" (1935) de John W. Campbell, confrontam um futuro distante no qual o homem há muito deixou de existir, enquanto o herói de P. Schuyler Miller descobre-se milhões de anos no passado, testemunhando uma invasão alienígena em "The Sands of Time" (1937). Outras histórias, notadamente "Legion of Time" (1938) de Jack Williamson, introduziram a noção de patrulhas
do tempo e guerra temporal, com a possibilidade de paradoxos temporais e mundos alternativos.

"PULPS" DE LEITURA OBRIGATÓRIA ("ARGONAUTA" QUANDO EXISTENTE)

Ray Cummings – "The Girl in the Golden Atom" ("All-Story Weekly", 1919) – primeira história sobre aventuras num universo microscópico.

Jack Williamson – "The Legion of Space" ("Astounding Science Fiction", 1934) – "space opera" sobre quatro soldados bucaneiros e suas várias aventuras no vasto universo; "The Legion of Time" ("Astounding Science Fiction", 1938) – primeiro e mais engenhoso conto sobre mundos alternativos e paradoxos temporais com mundos futuros potenciais batalhando através do tempo.

E.E. "Doc" Smith – "The Skylark of Space" ("Amazing Stories", 1928) – primeira "space opera", e também a primeira a apresentar um cientista inventor como o herói da ação; histórias da série
(como "Triplanetária", Argonauta 259) "Lensman" ("Amazing Stories", 1934) – patrulha galática, telepatia e a batalha pelo controle do universo são a base das histórias.

A. Merritt – "The Ship of Ishtar" ("Argosy", 1924) – homem viaja para um mundo mágico, se apaixona pela bela capitã do navio "Ishtar" e tem um monte de aventuras fantásticas.

A. E. Van Vogt – "Slan" ("Astounding Science Fiction", 1940 - "Slan", Argonauta 23) – raça mutante criada originalmente para ajudar a humanidade; "The Weapon Shops of Isher" ("Astounding Science Fiction", 1941) – super-herói transcendente que criou as lojas de
armas para conter uma Terra imperial, é escolhido como um dos líderes do universo; "The World of Null A" ("Astounding Science Fiction", 1945 - "Xadrez Cósmico", Argonauta 31) – uma versão primitiva da clonagem e um debate sobre o pensamento anti-aristoteliano.

L. Ron Hubbard – "Final Blackout" ("Astounding Science Fiction", 1940) – descreve impiedosamente um mundo devastado por guerras demais, na qual um jovem oficial do exército torna-se o ditador da Inglaterra e acautela-se contra uma América decadente; "Slaves of
Sleep" ("Unknown", 1939) and "Ole Doc Methuselah" ("Astounding Science Fiction", 1947) são outros trabalhos importantes dele.

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(*) - conto que daria origem ao filme "2001", de Stanley Kubrick.(N. do T.)
(**)- Corbett e Corey eram heróis de séries televisivas de FC nos anos 1950.(N. do T.)

Falando de Coisa Antiga

Falando de coisa Antiga


Depois do grande lançamento de ontem deixe-me falar de algumas séries que andei vendo na época em que acompanhava teve, leia-se Animax e Cartoon Network.

O primeiro de todos é Hellsing: Posso dizer que meu conceito sobre a série não mudou muito, acho-a superficial e com pontos que poderiam ser melhor trabalhados se não se preocupassem em mostrar o quanto Alucard é fodão. Na minha opinião os cinco primeiros episódios são os melhores pois há um aprofundamento na única personagem interessante do anime: Ceres Victoria. Infelizmente a partir do "Irmandade Sangue" ela é jogada para escanteio. Integra? Entendo a infância sofrida dela e tudo mas o anime nos passa a impressão de que é uma fanática. Apenas isso. Um episódio onde isso fica evidente é no episódio onde aparece o Padre Anderson, naquele episódio Integra deixa a mostra todo seu preconceito e fanatismo. "Este é um pais protestante, não deixarei que o Vaticano faça o que bem entender", foram suas palavras rancorosas e preconceituosas.
Isso não é muito mas ao ver a palavra que ela usa ao repreender Alucard por ter perdido para o Padre - Viva o Vaticano!!!, desculpe não resisti - utiliza o mesmo termo que era usado pelos protestantes na época da Reforma para se referir aos católicos: "Degenerado".
Pobre Integra Hellsing, que decepção, pois você era a personagem que mais me chamava atenção antes de ver a série.
Há um outro episódio em que os Católicos aparecem, mas não me lembro direito o que
acontece, só me lembro das expressões dos emissários do Vaticano: loucos homicidas. Podem me chamar de encanado mas isso me ofendeu.
Não irei falar nada sobre Alucard? Falar o que? O cara e fodão e adora dar moral nos
vampiros - bem merecidas - que aparecem.
Se eu gostei do fim da série? Não gostei. Deixou muita coisa em aberto. Prefiro séries redondinhas; com começo, meio e fim. Não séries que dizem; "Para saber o final leia o mangá".
Muita gente tem reclamado da dublagem / cortes de Love Hina no Cartoon; pessoalmente vi apenas um episódio para dar minha opinião mas acho que está dentro da média das ultimas dublagens de Anime do Cartoon - tirando o excelente Nadja - e sinceramente não me importo; afinal perto do mangá o anime e tosco no urtimo!!!
No mais domingo é o dia em que me dedico a acompanhar a séries da noite no Animax:
Last Exile, que continua indo bem e a Al começa a se revelar que é algo mais que uma menina bonitinha. A Tatiana parece que perdeu a navegadora, etc...
Hack/Sign, continua indo. Já virão um anime de Fantasia onde não há lutas? E que raio de jogo de rpg online é este que as pessoas entram apenas para socializar?
Stratos 4, alienigenas tentando invadir Terra? Invasores de corpos? Já vi isso num monte de lugar. Mas os aviões compensam. Interessante que apesar de ser um amine do Studio Fantasy ele não tem a profusão de calcinhas a mostra das outras produções do estúdio. Ah, que saudade de Aika e Labirinto de Fogo.
Burts Angel, sem novidades até agora porque já assisti até o episódio quatro em evento.
Steel Angel Kurumi, sem grandes pretensões por isso mesmo bom de assistir; o tipico produto feito apenas para distrair, sem grande guinadas em com doses de fetiches otakus. Pelo menos até agora...
S.cry.Ed, até que enfim o primeiro episódio. Fiquei com vontade de ver está série desde que vi o episódio onde a Charrice morre. Parece ser bem comunzão; anime de luta e talz, mas vale como distração.
Estou ouvindo "Watashi no Taiyou", o terceiro final de Hungry Heart. Não gosto muito de anime de esportes - com excessão de Dear Boys - mas curti esta musíca desde a primeira vez que a ouvi quando peguei o pacote com o Animax. Infelizmente tive que esperar a série recomeçar e chegar até o momento em que muda o encerramento para pegar o nome da música, então foi só correr no Gendou e voi-lá! Desde ontem ouço-a incessantemente...he...he...
Neste fim de semana terminei também o "Ragnarok- The animation" - do episódio 20 ao 26 um atrás do outro. Terminou do jeito que eu esperava mas simpatizei com as cenas finais com os personagens - enquanto passavam os créditos- foram bacanas. Talvez o ponto alto da série. Agora, vem cá, o visual das magias divinas da Yuufa é fenomenal. Aquela ultima que ela usou - Grande Exorcismo, na tradução do fanssuber - é animal. Sem contar que todos os nomes delas são em latim.
Alguém por acaso percebeu que a religião no mundo de Ragnarok é o cristianismo? Seria isto uma influência direta do fato da Coreia ser o pais asiático que mais cresce em números de católicos?
E para encerrar dei uma passada nos sebos, eu não acabo encontrando um livro sobre Teresa de Lisieux?! Pois é, encontrei logo de cara o "História de Uma Vida", autobiografia desta Doutora da Igreja... realmente um grande achado!!! Pois, é! Pois, é!
"Eu já não tenho mais grandes desejos, a não ser amar até morrer de amor", é uma de suas muitas frases. Realmente uma grande mulher. Da mesma estirpe que Catarina de Sena e Teresa de Avila, Teresa de Lisieux é daquelas mulheres que nos faz sentir orgulho de sermos cristãos e católicos.

É isso...

E-book "Sailor Moon"

Lançamento do e-book de Sailormoon

Acaba de ser lançado o meu segundo e-book contendo os dois fanfics que escrevi com as guerreiras da lua há alguns anos. Áqueles que já leram as histórias no site do Guaruhara notaram que fiz algumas mudanças em dialogos e acrescentei algumas descrições e cenas. Espero que gostem.

O download pode ser feito clicando-se na imagem da capa ai do lado --->

Sobre a série:

Sailor Moon (Bishōjo Senshi Sērā Mūn) traduzido como Graciosa Guerreira Marinheira da Lua ou Linda Guerreira Sailor Moon e conhecido como Navegante da Lua em Portugal é uma série de mangás do gênero shojo, mais especificamente, mahou shoujo. A série principal foi publicada na revista Nakayoshi (Kodansha) de 1992 a 1997. As histórias paralelas foram publicadas na revista Run Run da mesma editora.
A criadora, Naoko Takeuchi, teve a idéia por que queria criar uma série sobre garotas do espaço. Seu editor pediu-lhe para colocá-las em sailor fuku, tradicional uniforme escolar japonês do início do século XX, o que resultou em Codename wa Sailor V, que é considerado uma prévia de Sailor Moon. Quando esse mangá foi escolhido para se tornar um anime, Takeuchi decidiu fundi-lo com elementos do gênero sentai, particularmente o conceito de um time de cinco heróis, transformando o mangá em Bishoujo Senshi Sailor Moon, com uma nova personagem principal. Assim, Usagi e suas amigas surgiram.

Originalmente, o mangá abarcava 18 volumes, mas em 2003 Naoko o relançou em 12 volumes, em uma versão chamada "Renewal". A história é a mesma, só que a arte e algumas falas foram alteradas.

O anime possui 200 episódios distribuídos em cinco fases: Sailor Moon, Sailor Moon R ("Return"), Sailor Moon S (Super), Sailor Moon SS (Super Senshi) e Sailor Moon Stars. Foi criado pela Toei Animation e distribuído pela DIC e pela ADV Films, as mesmas empresas de Os Cavaleiros do Zodíaco.

Em 1993, a série foi adaptada para o teatro em um musical, Sailor Moon Musical, mais conhecido como Sera Myu pelos japoneses. Esse musical durou até o inverno de 2005. E em 2003, a série foi adaptada para o formato live-action, chamado Pretty Guardian Sailor Moon. Teve 49 episódios para televisão e dois especiais em vídeo.

A Primeira Abertura do Anime:



É isso, fico no aguardo dos comentários.

Planejando suas histórias

Planejando suas histórias

"Ser perigoso é o negócio do futuro" - A N Whitehead

Então você já tem um esboço de uma história de FC? Agora só falta você desenvolver os
últimos detalhes e escrevê-la.

As aventuras no espaço sideral se transformam com freqüência em histórias de fantasia nas quais as espadas mágicas são substituídas por espadas de luz, os cavalos são substituídos por espaçonaves e a magia é substituída pelas engenhocas e pelo psiquismo.
Trata-se da mesma coisa, não importa se o objetivo é derrotar o imperador mais perverso do universo ou preservar a pacifica Federação contras as hordas escravagistas de mongóis do espaço.Transforme as pistolas iônicas em revólveres e você estará no velho oeste. Coloque velas nos cargueiros espaciais e você estará na costa setentrional da América do Sul.

Então, o que é que existe de diferente na ficção cientifica? Uma aventura não é uma aventura independente dos acessórios?

Não é bem assim.
A ficção cientifica oferece uma coisa que a humanidade quase perdeu: a
chance de ser o primeiro a estar em algum lugar, de ver alguma coisa realmente nova. E uma aventura no espaço, mais do que qualquer outra, pode ter uma variedade infinita. Numa sociedade galáctica, você nunca fica sem pessoas, lugares e coisas nova. Você pode visitar sociedades com tecnologia avançada, sem tecnologia e qualquer coisa no meio do caminho... e você não é capaz de conhecê-la completamente.
Além disso, o futuro ainda não aconteceu. Nós sabemos como era a vida na Idade Média: pobre, desagradável, brutal e curta. Se você era rico, a coisa era um pouco melhor mas não havia dinheiro que pudesse comprar mais do que a medicina mais simples. Nada de espadas mágicas; nada de magia e ponto final.
O futuro pode ser tão opressivo quanto isso, ou ainda pior. Mas ele não tem de ser obrigatoriamente dessa maneira. A tecnologia pode ocupar o lugar do campesinato. Os recursos do sistema solar podem deixar todo mundo rico - sem despojar nenhum nativo. E os efeitos da alta tecnologia na humanidade podem parecer literalmente miraculosos.A maior parte da ficção cientifica pode ser qualquer coisa menos conservadora.
A ficção cientifica é sobre a solução de problemas humanos com as ferramentas do mundo real. A ficção cientifica assume que não há "mistérios" - apenas quebra-cabeças que ainda não foram resolvidos. O universo é um lugar perigoso mas apenas para as pessoas que não o entendem e não tentam compreendê-lo. Faça um esforço para aprender e você será capaz de viver em qualquer lugar e sobreviver a qualquer coisa. Não se pode discutir com as leis da física - mas elas não amam nem odeiam, não mentem nem trapaceiam e não planejam nem guardam rancor.

As pessoas fazem todas essas coisas, é claro. E, a propósito disso conta-se um caso. Você,
como escritor, pode contá-lo.

Adaptado de: Gurps Viagem Espacial - Coluna Lateral - pag. 20