Download: Manual 3D&T

Download: Manual 3D&T

Este é para aqueles que não tem o Manual 3D&T Turbinado tão necessário para jogar em Galáxia Trafalgar:

http://www.4shared.com/file/7245294/b4f25d6e/Manual_3DT_-_RPG.html


É só baixar e divertir-se.

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Galaxia Trafalgar 3D&T

GALAXIA TRAFALGAR 3D&T

Galáxia Trafalgar é um cenário para uso em jogos de RPG, um lugar imaginário onde jogadores e Mestres podem basear suas aventuras. Ao contrario da maioria dos cenários de RPG Galáxia Trafalgar é ambientado no futuro indeterminado de uma galáxia distante.
Trafalgar é uma galáxia de heróis e aventureiros. Eles estão em toda parte, nos planetas, nas colônias, nas cidades. Há companhias de aventureiros, caçadores de tesouros, matadores de monstros e mercenários que lutam para preservar as coisas mais queridas e para eliminar os inimigos capazes de destruí-los. Independente da raça ou posição as criaturas mais notáveis que vagam pela galáxia são os heróis e seus inimigos.
Galáxia Trafalgar surgiu pela primeira vez há um ano atrás como um cenário de campanha para outro sistema ele retorna agora mais ou menos reformulado.

Faça o Download agora, é só clicar na capa ai do lado -------->>>

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Somnium 101

Somnium 101 - Chamada para submissões

Meu caros. O Natal está chegando e o lançamento da próximo número do Fanzine Somnium – Especial de fim de ano, está chegando também. Mas ainda há tempo para submeter seus trabalhos à nossa editoria.

Estamos buscando contos e artigos de Ficção Científica e Fantasia, histórias originais e inovadoras para completar nossa edição.

Daremos preferência para contos de até 3000 palavras (artigos, a princípio, poderão ser mais extensos) a serem enviados para o email: somnium@clfcbr.org até o dia 10 de Dezembro.

Contamos com sua participação e se possível, divulguem em seus blogs e enviem mensagens para amigos interessados. Qualquer dúvida pode ser encaminhada para o mesmo email acima e será prontamente respondida por mim. Desde já lhes agradeço.


Gabriel Boz
Editor Somnium


“Se você gosta de ficção científica, seu lugar é no CLFC - Clube de Leitores de Ficção Científica!”
“A maior e mais antiga associação do gênero no Brasil!”

Zagor

Zagor


Nascimento do personagem: O primeiro número de Zagor saiu há mais de 40 anos, em 15/06/1961, na Itália. Seus pais são o roteirista Guido Nolitta ( pseudônimo de Sergio Bonelli ) e o desenhista Gallieno Ferri. Ambos criaram, em 1975, outra série de sucesso: Mister No.

Quem é?

O nome Zagor é uma abreviação de Za-gor-te-nay, ou seja, "O espírito da machadinha". Ao perder seus pais passou a dedicar sua vida à defesa da paz e da ordem na imaginária floresta de Darkwood, situada na parte oriental dos Estados Unidos. Zagor possui extraordinários reflexos e dotes atléticos e é extremamente hábil no uso de sua machadinha. Os seus feitos, além da impressão causada por suas vestes e por seu grito de guerra (um característico "AAHHYAAKK!") o fazem ser considerado pelos índios como uma espécie de semi-deus enviado por Manitú. O ambiente das histórias é o velho oeste, mas Nolitta inseriu alguns elementos fantásticos, assombrações, ficção científica, e coisas do gênero. O verdadeiro nome de Zagor é Patrick Wilding (conforme os leitores italianos puderam constatar ao ler o Zagor Speciale n.7 (A Lenda de Wandering Fitzy), Zagor n.5 pela Mythos Editora).

Quem são seus amigos?

Seu inseparável parceiro é o pequeno, gorducho, faminto e simpaticíssimo mexicano Don Chico Felipe Cayetano Lopez y Martinez y Gonzales, conhecido por todos apenas como Chico. Além dele há Tonka, sakem dos Mohawk e seu irmão de sangue. E ainda o feiticeiro de óculos "Muitos Olhos", o detetive Bat Batterton, o violeiro-pistoleiro Guitar Jim e muitos outros.

Quem são seus inimigos?

Centenas e centenas de foras-da-lei, mais ou menos perigosos, que Zagor entregou à Justiça. Talvez o mais perigoso de seus adversários seja o genial cientista louco Hellingen, cujos planos de conquistar o mundo foram várias vezes obstruídos por Zagor. Entre os demais estão o vampiro Rakosi, o druida Kandrax, a sua "nêmesis" SuperMike e o espírito do mal Wendigo.

Na itália:

São publicadas atualmente 5 edições: Zagor Gigante ( série normal ), Almanaque do Zagor (publicação anual), Zagor Especial (anual), Maxi-Zagor (anual) e Chico (anual). A edição TuttoZagor (reedição) foi cancelada em 1998 no número 235.

No Brasil:

A Editora Vecchi publicou Zagor pela primeira vez no Brasil, em agosto de 1978, até o número 55 ( julho/1983). A partir de janeiro de 1985 Zagor foi editado novamente pela Rio Gráfica Editora, que mudou sua denominação para Editora Globo, e continuou a publicar a revista até o número 38 (fev/1988) e lança o especial "Satko - A Saga de um Guerreiro" (junho/1988). A revista Zagor voltou às bancas novamente em agosto de 1989 por meio da Editora Record, que publicou o maior número de edições, são 64 edições normais, 7 Zagor Extra, 7 Zagor especial e 2 Zagor anual. A Record publicou seu último número em set/1994. E para a felicidade dos leitores Zagor retornou com a Editora Mythos em junho de 1999, mas apenas em 3 edições mensais e uma edição encadernada dos 2 últimos números. Em junho/2001 a Mythos continuou a série publicando zagor n.4 para comemorar os 40 anos do personagem, mantendo a publicação até o momento.

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Gostaria de ver seu conto, seja fanfic ou original, publicado nas páginas da Horizonte Vertical E-zine?Então fique atento para estas regrinhas básicas de envio:

Envie um e-mail para admarius2000-zine@yahoo.com.br, informando no CORPO DO E-MAIL, o título do contos/fanfics, a Categoria (se é fanfic ou original),o gênero(Ação, Aventura, Drama, suspense,etc.). Os contos/fanfics em si deve vir como arquivo anexo em formato doc.

Obs.: Os contos/fanfics COMPLETOS tem maior chance de serem publicados. Daremos preferencia para contos/fanfics que não contenham cenas de sexo e/ou violência explicita. Não estamos publicando, ainda, contos/fanfics de conteudo yaoi/yuri explícito.

Obs nº2: Escrever bem não é um dom, mas uma técnica que desenvolvemos aos poucos. Uma revisada - seja de sua parte, seja da parte de outra pessoa - nos textos antes de enviar não custa nada e não faz mal a ninguém.

Mas você não escreve contos/fanfics, mas têm um artigo?Não tem problema, entre em contato conosco pelo e-mail já citado e conversaremos.

Demais dúvidas, entrem em contato.

Sem mais,

Surpresa! A Internet beneficiou o mercado de livros

Surpresa! A Internet beneficiou o mercado de livros

GAVIN HAYCOCK - REUTERS

LONDRES - As previsões pessimistas de que a Internet iria esmagar o setor de publicação de livros através dos leitores digitais e das vendas online de livros usados não se concretizaram.

A editora Penguin anunciou esta semana que a explosão no varejo online e nas vendas de livros usados não causou os prejuízos que ela havia previsto e que, de muitas maneiras, a Internet acabou beneficiando as livrarias, funcionando como ferramenta de marketing, experimentação e
aproximação com a próxima geração de leitores.

A editora, cujos autores incluem Alan Greenspan (ex-diretor do Federal Reserve), o romancista Nick Hornby e o chef Jamie Oliver, sentiu-se ameaçada pelas gigantescas casas de leilão online como a eBay, mas descobriu que, diferentemente do que acontece com a música, no caso dos
livros as pessoas ainda querem os livros físicos.

"Muita coisa está acontecendo na indústria musical que não se repete no setor dos livros. Os consumidores não querem álbuns inteiros, apenas faixas. Mas querem livros inteiros, e não capítulos", disse a jornalistas esta semana o presidente e executivo-chefe da Penguin, John
Makinson.

Ele disse que embora as vendas de livros usados, anunciados em sites de leilão online pouco após o lançamento dos títulos, ameacem as vendas das edições em capa dura e também das edições subsequentes em capa mole, o impacto não tem sido tão grande quanto se previa.

http://www.camera2.com.br

Sem mais,

Sukiyaki Western Django

Sukiyaki Western Django

Originalmente iria falar de minhas impressões em relação ao livro "Despertar dos Deuses" de Issac Asimov - sim, terminei de le-lo - mas mudei de idéia ao encontrar o video abaixo em uma de minhas navegações pelo youtube à procura de inspiração para meu novo conto/noveleta.






Realizado pelo japonês Takashi Miike (Audition, Gozu). O filme intitula-se “Sukiyaki Western Django” e foi rodado inteiramente em inglês. Para além do elenco asiático composto por Hideaki Ito, Masanobu Ando, Koichi Sato, Kaori Momoi, Yusuke Iseya, Renji Ishibashi e Yoshino Kimura, conta ainda com um cameo especial, nada mais nada menos de... Quentin Tarantino. A estreia prevista de “Sukiyaki Western Django” e estrou dia 15 de setembro no Japaão e, uma semana antes, no festival de veneza.

É deveras algo interessante.


Sem mais,




Che

Che
Há quarenta anos morria o homem e nascia a farsa

"Não disparem. Sou Che. Valho mais vivo do que morto." Há quarenta anos, no dia 8 de outubro de 1967, essa frase foi gritada por um guerrilheiro maltrapilho e sujo metido em uma grota nos confins da Bolívia. Nunca mais foi lembrada. Seu esquecimento deve-se ao fato de que o pedido de misericórdia, o apelo desesperado pela própria vida e o reconhecimento sem disfarce da derrota não combinam com a aura mitológica criada em torno de tudo o que se refere à vida e à morte de Ernesto Guevara Lynch de la Serna, argentino de Rosário, o Che, que antes, para os companheiros, era apenas "el chancho", o porco, porque não gostava de banho e "tinha cheiro de rim fervido".

Diogo Schelp e Duda Teixeira

Essa é a realidade esquecida. No mito, sempre lembrado, ecoam as palavras ditas ao tenente boliviano Mário Terán, encarregado de sua execução, e que parecia hesitar em apertar o gatilho: "Você vai matar um homem". Essas, sim, servem de corolário perfeito a um guerreiro disposto ao sacrifício em nome de ideais que valem mais que a própria vida. Ambas as frases foram relatadas por várias testemunhas e meticulosamente anotadas pelo capitão Gary Prado
Salmón, do Exército boliviano, responsável pela captura de Che. Provenientes das mesmas fontes, merecem, portanto, idêntica credibilidade. O esquecimento de uma frase e a perpetuação da outra resumem o sucesso da máquina de propaganda marxista na elaboração de seu maior e até então intocado mito.
Che tem um apelo que beira a lenda entre os jovens dos cinco continentes. Como homem de carne e osso, com suas fraquezas, sua maníaca necessidade de matar pessoas, sua crença inabalável na violência política e a busca incessante da morte gloriosa, foi um ser desprezível. "Ele era adepto do totalitarismo até o último pêlo do corpo", escreveu sobre ele o jornalista
francês Régis Debray, que por alguns meses conviveu com Che na Bolívia.

Por suas convicções ideológicas, Che tem seu lugar assegurado na mesma lata de lixo onde a história já arremessou há tempos outros teóricos e práticos do comunismo, como Lenin, Stalin, Trotsky, Mao e Fidel Castro. Entre a captura e a execução de Che na Bolívia, passaram-se 24 horas. Nesse período, o governo boliviano e os americanos da CIA que ajudaram na operação
decidiram entre si o destino de Guevara. Execução sumária? Não para os padrões de Che. Centenas de homens que ele fuzilou em Cuba tiveram sua sorte selada em ritos sumários cujas deliberações muitas vezes não passavam de dez minutos.

VEJA conversou com historiadores, biógrafos, antigos companheiros de Che na guerrilha e no governo cubano na tentativa de entender como o rosto de um apologista da violência, voluntarioso e autoritário, foi parar no biquíni deGisele Bündchen, no braço de Maradona, na barriga de Mike Tyson, em pôsteres e camisetas. Seu retrato clássico - feito pelo fotógrafo cubano Alberto Korda em 1960 - é a fotografia mais reproduzida de todos os tempos. O mito é
particularmente enganoso por se sustentar no avesso do que o homem foi, pensou e realizou durante sua existência. Incapaz de compreender a vida em uma sociedade aberta e sempre disposto a eliminar a tiros os adversários - mesmo os que vestiam a mesma farda que ele -, Che é, paradoxalmente, visto como um símbolo da luta pela liberdade. Guevara é responsável direto pela morte de 49 jovens inexperientes recrutas que faziam o serviço militar obrigatório na Bolívia. Eles foram mobilizados para defender a soberania de sua pátria e expulsar os invasores cubanos, sob cujo fogo pereceram. Tendo ajudado a estabelecer um sistema de penúria em Cuba, Che agora é apresentado como um símbolo de justiça social. Politicamente dogmático, aferrado com unhas e dentes à rigidez do marxismo-leninismo em sua vertente mais totalitária, passa por livre-pensador.

O regime policialesco de Fidel Castro não permite que aqueles que conviveram com Che e permanecem em Cuba possam ir além da cinzenta ladainha oficial. Por isso, apesar do rancor que pode apimentar suas lembranças, os exilados cubanos são vozes de maior credibilidade. O movimento que derrubou o ditador Fulgencio Batista, em 1959, não foi uma ação de comunistas, como pretende Fidel Castro. Boa parte da liderança revolucionária e dos comandantes
guerrilheiros tinha por objetivo a instauração da democracia em Cuba. Mas foi surpreendida por um golpe comunista dentro da revolução. Acabaram presos, fuzilados ou deportados. Desde o início, Che representou a linha dura pró-soviética, ao lado do irmão de Fidel, Raul Castro. Na versão mitológica, Che era dono de um talento militar excepcional. Seus ex-companheiros, no entanto, lembram-se dele como um comandante imprudente, irascível, rápido em ordenar execuções e mais rápido ainda em liderar seus camaradas para a morte, em guerras sem futuro no Congo e na Bolívia.

Huber Matos, que lutou sob as ordens do argentino em Cuba, falou a VEJA sobre o fracasso de Che como comandante: "A luta foi difícil na primavera de 1958. A frente de comportamento mais desastroso foi a de Che. Mas isso não o afetou, porque era o favorito de Fidel, que nos impedia de discutir abertamente o trabalho pífio de seu protegido como guerrilheiro". Pouco
depois do triunfo da guerrilha, ao perceber os primeiros sinais de tirania, Huber renunciou a seu posto no governo revolucionário e informou que voltaria a ser professor. Preso dois dias depois, passou vinte anos na cadeia. Vive hoje em Miami. À moda soviética, sua imagem foi removida das fotos feitas durante a entrada solene em Havana, em que aparecia ao lado de Fidel e Camilo Cienfuegos, outro comandante não comunista desaparecido em circunstâncias misteriosas nos primórdios da revolução.

Nomeado comandante da fortaleza La Cabaña, para onde eram levados presos políticos, Che Guevara a converteu em campo de extermínio. Nos seis meses sob seu comando, duas centenas de desafetos foram fuzilados, sendo que apenas uma minoria era formada por torturadores e outros agentes violentos do regime de Batista. A maioria era apenas gente incômoda.

Napoleon Vilaboa, membro do Movimento 26 de Julho e assessor de Che em La Cabaña, conta agora ter levado ao gabinete do chefe um detido chamado José Castaño, oficial de inteligência do Exército de Batista. Sobre Castaño não pesava nenhuma acusação que pudesse produzir uma sentença de morte. Fidel chegou a ligar para Che para depor a favor de Castaño. Tarde demais.
Enquanto dava voltas em torno de sua mesa e da cadeira onde estava o militar, Che sacou a pistola 45 e o matou ali mesmo com balaços na cabeça. Em outra ocasião, Che foi procurado por uma mãe desesperada, que implorou pela soltura do filho, um menino de 15 anos preso por pichar muros com inscrições contra Fidel. Um soldado informou a Che que o jovem seria
fuzilado dali a alguns dias. O comandante, então, ordenou que fosseexecutado imediatamente, "para que a senhora não passasse pela angústia de uma espera mais longa".

Em seu diário da campanha em Sierra Maestra, Che antecipa o seucomportamento em La Cabaña. Ele descreve com naturalidade como executouEutímio Guerra, um rebelde acusado de colaborar com os soldados de Batista:"Acabei com o problema dando-lhe um tiro com uma pistola calibre 32 no lado direito do crânio, com o orifício de saída no lobo temporal direito. Ele
arquejou um pouco e estava morto. Seus bens agora me pertenciam". Em outro momento, Che decidiu executar dois guerrilheiros acusados de ser informantes de Batista. Ele disse: "Essa gente, como é colaboradora da ditadura, tem de ser castigada com a morte". Como não havia provas contra a dupla, os outros rebeldes presentes se opuseram à decisão de Che. Sem lhes dar ouvidos, ele executou os dois com a própria pistola. Essa frieza e a crueldade sumiram atrás da moldura romântica que lhe emprestaram, construída pelos mesmos ideólogos que atribuíram a ele a frase famosa - "Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás". Frase criada pela propaganda esquerdista.

Como o jovem aventureiro que excursionou de motocicleta pelas Américas se tornou um assassino cruel e maníaco? O jornalista americano Jon Lee Anderson, autor da mais completa biografia de Che, escreveu que ele era um fatalista - e esse fatalismo aguçou-se depois que se juntou aos guerrilheiros cubanos. "Para ele, a realidade era apenas uma questão de preto e branco. Despertava toda manhã com a perspectiva de matar ou morrer pela causa", afirma Anderson.

Ernesto Guevara Lynch de la Serna nasceu em 14 de maio de 1928, em uma família de esquerdistas ricos na Argentina. Sofreu de asma a vida inteira. Antes de se formar em medicina, profissão que nunca exerceu de fato, viajou pela América do Sul durante oito meses. Depois de terminada a faculdade, saiu da Argentina para nunca mais voltar. Encontrou-se com Fidel Castro no México, em 1955, onde aprendeu técnicas de guerrilha. No ano seguinte, participou do desembarque em Cuba do pequeno contingente de revolucionários. Depois de dois anos de combates na Sierra Maestra, Fidel tomou o poder em Havana. Che ocupou-se primeiro dos fuzilamentos e, depois, da economia, assunto do qual nada entendia. José Illan, que foi vice-ministro de Finanças antes de fugir de Cuba, contou a VEJA que o argentino "desprezava os
técnicos e tratava a nós, os jovens cubanos, com prepotência". No comando do Banco Central e depois do Ministério da Indústria, Che começou a nacionalizar a indústria e foi o principal defensor do controle estatal das fábricas. "Che era um utópico que acreditava que as coisas podiam ser feitas usando-se apenas a força de vontade", diz o historiador Pedro Corzo, do
Instituto da Memória Histórica Cubana, em Miami. Como resultado de sua "força de vontade", a produção agrícola caiu pela metade e a indústria açucareira, o principal produto de exportação de Cuba, entrou em colapso. Em 1963, em estado de penúria, a ilha passou a viver da mesada enviada pela então União Soviética.

Não havia mais o que Che pudesse fazer em Cuba. Era ministro da Indústria, mas divergia de Fidel em questões relativas ao desenvolvimento econômico. De maneira simplista, ele acreditava que incentivos morais tinham maiores probabilidades de estimular o trabalho. Che também se tornou crítico feroz da União Soviética, da qual o regime cubano dependia para sobreviver. Não
por discordar do Kremlin, mas porque julgava os soviéticos tímidos na promoção da revolução armada no Terceiro Mundo. Para se livrar dele, Fidel o mandou como delegado à Assembléia-Geral das Nações Unidas em 1964. No ano seguinte, Che foi secretamente combater no Congo, à frente de soldados cubanos. Ali, paralisado por incompreensíveis rivalidades tribais, derrotado
no campo de batalha e abatido pela diarréia, Che propôs a seus comandados lutar até a morte. Mas foi demovido do propósito pela soldadesca, que não aceitou o sacrifício numa guerra sem sentido.

Daí em diante o argentino tornou-se uma figura patética. Em Havana, Fidel divulgara a carta em que ele renunciava à cidadania cubana e anunciava sua disposição de levar a guerra revolucionária a outras plagas. Pego de surpresa pela leitura prematura do documento, Che ficou no limbo, sem ter para onde voltar. "Sua vida foi uma seqüência de fracassos", disse a VEJA o
historiador cubano Jaime Suchlicki, da Universidade de Miami. "Como médico, nunca exerceu a profissão. Como ministro e embaixador, não conseguiu o que queria. Como guerrilheiro, foi eficiente apenas em matar por causas sem futuro." Na falta de opções, Che escolheu a Bolívia para sua nova aventura guerrilheira. Ele lutaria em território montanhoso e inóspito, imerso na
selva, sem falar o dialeto indígena dos camponeses bolivianos. O plano original era adentrar, pela fronteira, a província argentina de Salta. Mas um contigente exploratório foi aniquilado rapidamente pelo exército daquele país. A missão boliviana era, de todos os pontos de vista, suicida. Ainda assim, Fidel a apoiou, a ponto de designar alguns soldados de seu exército
para o destacamento guerrilheiro. O ditador cubano também equipou e financiou a expedição, com a qual manteve contato até que seu fracasso se tornou evidente.

Além da falta de apoio do povo boliviano, que tratou os cubanos chefiados por Che como um bando de salteadores, a expedição fracassou também pela traição do Partido Comunista Boliviano. VEJA perguntou a um de seus mais altos dirigentes dos anos 60, Juan Coronel Quiroga: "O PCB traiu Che Guevara?". Resposta de Quiroga: "Sim". A explicação? "Nosso partido era afinado com Moscou, onde a estratégia de abrir focos de guerrilha como a de
Che estava há muito desacreditada." Quiroga era amigo pessoal do então ministro da Defesa da Bolívia e conseguiu que as mãos do cadáver de Che Guevara fossem decepadas, mantidas em formol e entregues a ele. "Por anos guardei as mãos de Che debaixo da minha cama em um grande pote de vidro. Um dia meu filho deparou com aquilo e quase entrou em pânico", conta Quiroga. Anos mais tarde, coube a Quiroga a missão de entregar o lúgubre pote com as
mãos de Guevara à Embaixada de Cuba em Moscou.

A morte de Che foi central para a estabilização do regime cubano nos anos 60, de acordo com o polonês naturalizado americano Tad Szulc, na sua celebrada biografia de Fidel. O fim do guerrilheiro argentino ajudou o ditador a pacificar suas relações com Moscou e ainda lhe forneceu um ícone de aceitação mais ampla que a própria revolução. O esforço de construção do
mito foi facilitado por vários fatores. Quando morreu, Che era uma celebridade internacional. Boa-pinta, saía ótimo nas fotografias. A foto do pôster que enfeita quartos de milhões de jovens foi tirada num funeral em Havana, ao qual compareceram o filósofo francês Jean-Paul Sartre - que exaltou Che como "o mais completo ser humano de nossa era" - e sua mulher, a escritora Simone de Beauvoir. A foto de 1960 só ganhou divulgação mundial sete anos depois, nas páginas da revista Paris Match. Dois meses mais tarde, Che foi morto na selva boliviana e Fidel fez um comício à frente de uma enorme reprodução da imagem, que preenchia toda a fachada de um prédio público cubano. Nascia o pôster.

Três fatos ajudaram a consolidar o mito. O primeiro foi a morte prematura de Che, que eternizou sua imagem jovem. Aos 39 anos, ele estava longe de ser um adolescente quando foi abatido, mas a pinta de galã lhe garantia um aspecto juvenil. O fim precoce também o salvou de ser associado à agonia do comunismo. A decadência física e política de Fidel Castro, desmoralizado pela responsabilidade no isolamento e no atraso econômico que afligem o povo
cubano, dá uma idéia do que poderia ter acontecido com Che, que era apenas dois anos mais jovem que o ditador.

O segundo fato foi a ajuda involuntária de seus algozes. Preocupados em reunir provas convincentes de que o guerrilheiro célebre estava morto, os militares bolivianos mandaram lavar o corpo e aparar e pentear sua barba e seu cabelo. Também resolveram trocar sua roupa imunda. Tudo isso para poder tirar fotos em que ele fosse facilmente identificado. O resultado é um retrato com espantosa semelhança com as pinturas barrocas do Cristo morto de expressão beatificada. A terceira contribuição recebida pelos esquerdistas na construção do mito veio do contexto histórico. Che morreu às vésperas dos grandes protestos em defesa dos direitos civis, da agitação dos movimentos estudantis e da revolução de costumes da contracultura - turbulências que marcaram o ano de 1968. Era um personagem perfeito para ser símbolo da
juventude de então, que se definia pela "determinação exacerbada e narcisista de conseguir tudo aqui e agora", como escreveu o mexicano Jorge Castañeda, em sua biografia de Che. A história, no entanto, mostra que o homem era muito diferente do mito. Mas quem resiste? Neste mês, nos Estados Unidos, o cubano Gustavo Villoldo, chefe da equipe da CIA que participou da
captura do guerrilheiro, vai leiloar uma mecha de cabelo de Che.

Se houve um ganhador da Guerra Fria, foi Che Guevara. Ele morreu e foi santificado antes que seu narcisismo suicida e os crimes que decorreram dele pudessem ser julgados com distanciamento, sob uma luz mais civilizada, que faria aflorar sua brutalidade com nitidez. Pobre Fidel Castro. Enquanto Che foi cristalizado na foto hipnótica de Alberto Korda, ele próprio, o supremo comandante, aparece cada dia mais roto, macilento, caduco, enquanto se desmancha lentamente dentro de um ridículo agasalho esportivo diante das lentes das câmeras da televisão estatal cubana. O método de luta política que Guevara adotou já era errado em seu tempo. No rastro de suas concepções de revolução pela revolução, a América Latina foi lançada em um banho de sangue e uma onda de destruição ainda não inteiramente avaliada e, pior, não
totalmente assentada. O mito em torno de Che constitui-se numa muralha que impediu até agora a correta observação de alguns dos mais desastrosos eventos da história contemporânea das Américas. Está passando da hora de essa muralha cair.

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A FRASE MAIS FAMOSA ATRIBUÍDA A GUEVARA É...
"Há que endurecer-se, mas sem jamais perder a ternura."

...OUTRAS MENOS CONHECIDAS REVELAM SUA REAL PERSONALIDADE:
"Estou na selva cubana, vivo e sedento de sangue."
Carta à esposa, Hilda Gadea, em janeiro de 1957

"Fuzilamos e seguiremos fuzilando enquanto for necessário. Nossa luta é uma
luta até a morte."
Discurso na Assembléia-Geral da ONU, em 11 de dezembro de 1964

"O ódio intransigente ao inimigo (...) converte (o combatente) em uma
efetiva, seletiva e fria máquina de matar. Nossos soldados têm de ser
assim."
Revista cubana Tricontinental, em maio de 1967

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O mundo tomou outro rumo

CUBA
Apesar de tentar exportar sua revolução, a ilha tornou-se a vitrine de seu fracasso. Sem liberdade política nem econômica, o país é um museu de prédios, carros e dirigentes decrépitos, onde comida, combustíveis e energia são racionados.

BOLÍVIA
O foco guerrilheiro de Guevara foi derrotado pela população pobre da Bolívia, que negou ajuda e ainda delatou o grupo.

CONGO
Guevara e um contingente de cubanos lutaram ao lado do chefe tribal Laurent Kabila contra o coronel Mobutu. Em 1997 Kabila finalmente derrubou Mobuto, mas foi assassinado em 2001. Em seu curto governo, 3 milhões de pessoas foram mortas em guerras tribais.

CHINA
A ideologia de Mao Tsé-tung, que Guevara citava como modelo de comunismo, foi sepultada pelos chineses.

COMUNISMO
Depois da queda do Muro de Berlim, a ideologia será lembrada sobretudo como a responsável pela morte de 100 milhões de pessoas.

VIETNÃ
Na frase famosa, Guevara propôs criar "dois, três, muitos Vietnãs". Acertou.
A globalização da economia está criando Vietnãs pelo mundo - países adeptos da economia de mercado, com rápido crescimento econômico e aliados dos Estados Unidos.

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"A ordem de execução veio pelo rádio"

Felix Rodríguez foi uma das últimas pessoas a conversar com Che Guevara. Mais do que isso, foi ele quem recebeu e transmitiu a ordem para que o guerrilheiro fosse executado. Cubano exilado nos Estados Unidos, ele era o operador de rádio enviado à Bolívia pela CIA para auxiliar na caçada e, também, para ajudar a identificar Guevara. Veterano da fracassada invasão da
Baía dos Porcos, em 1961, Rodríguez vive hoje em Miami, aos 66 anos. Ele falou ao repórter Duda Teixeira.

COMO CHEGOU A ORDEM PARA MATAR CHE?
As instruções que recebi nos Estados Unidos eram para poupar sua vida. A CIA sabia da divergência de idéias entre Che e Fidel e acreditava que, a longo prazo, ele poderia cooperar com a agência. A ordem para sua execução veio por rádio, de uma alta autoridade boliviana. Era uma mensagem em código: "500, 600". O primeiro número, 500, significava Guevara. O segundo, que ele deveria ser morto. Tentei em vão convencer os militares bolivianos a permitir que ele fosse levado para ser interrogado no Panamá. Eles negaram meu pedido e me deram um prazo. Eu deveria entregar o corpo de Guevara até as 2 horas da tarde. Perto das 11h30, uma senhora aproximou-se de mim e perguntou quando iríamos matá-lo, pois ouvira no rádio que Che havia morrido em combate. Naquele momento compreendi que a decisão de executá-lo era
irrevogável.

COMO FOI SUA ÚLTIMA CONVERSA COM ELE?
Fui até o local de seu cativeiro e disse a ele que lamentava, mas eram ordens superiores. Che ficou branco como um papel. "É melhor assim. Eu nunca deveria ter sido capturado vivo", falou. Tirou o cachimbo da boca e me pediu para que o desse a um dos soldados. Ofereci-me para transmitir mensagens à sua família. "Diga a Fidel que esse fracasso não significa o fim da
revolução, que logo ela triunfará em alguma parte da América Latina", ele falou em tom sarcástico. Aí lembrou da esposa. "Diga a minha senhora que se case outra vez e trate de ser feliz." Foram suas últimas palavras. Apertou a minha mão e me deu um abraço, como se pensasse que eu seria o carrasco. Saí dali e avisei a um tenente armado com uma carabina M2, automática, que a ordem já tinha sido dada. Recomendei a ele que atirasse da barba para baixo,
porque se supunha que Che havia morrido em combate. Eram 13h10 quando escutei o barulho de tiros. Che Guevara tinha sido morto.

COMO FOI O SEU PRIMEIRO CONTATO COM CHE GUEVARA?
Cheguei a La Higuera de helicóptero em 9 de outubro, um dia depois da captura de Che Guevara. Eu o encontrei com os pés e as mãos amarrados, ao lado dos corpos de dois cubanos. Sangrava de uma ferida na perna. Era um homem totalmente arrasado. Parecia um mendigo.

COMO FORAM SUAS CONVERSAS COM CHE?
Nós nos tratamos com respeito. Eu o chamava de comandante. Falamos de Cuba e de outras coisas, mas ele permanecia calado quando as perguntas eram de interesse estratégico. Houve momentos em que não consegui prestar atenção ao que ele dizia. Ao olhar aquele homem derrotado, vinha-me à mente sua imagem no passado, sempre altiva e arrogante.

COMO FORAM AS RELAÇÕES DE CHE COM A POPULAÇÃO NA BOLÍVIA?
Para sobreviver, é essencial que uma força guerrilheira conte com o apoio da população local. A aventura de Che na Bolívia foi um caso único em que uma guerrilha não conseguiu recrutar um único morador da área onde atuou. Só um agricultor ganhou a confiança dos guerrilheiros, e mesmo esse acabou por passar informações que permitiram ao Exército armar uma emboscada. Os poucos bolivianos que participaram da guerrilha eram dissidentes do Partido Comunista. Nenhum camponês.

POR QUE O SENHOR FOI ENVIADO À BOLÍVIA?
O Exército boliviano estava totalmente despreparado para enfrentar uma guerrilha. A maior parte dos soldados trabalhava na construção de estradas e provavelmente jamais dera um tiro de fuzil. Nos primeiros embates, os guerrilheiros aprisionavam os soldados, tiravam suas roupas e os soltavam. Foi então que o governo boliviano pediu ajuda aos Estados Unidos.

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Limparam Che para a foto

No dia de sua morte, amarrado ao esqui de um helicóptero militar, Che Guevara foi levado do local da execução para um vilarejo chamado Vallegrande. A brasileira Helle Alves, repórter, e o fotógrafo Antonio Moura, então trabalhando para o Diário da Noite, de São Paulo, viram a
chegada do corpo, que foi levado para a lavanderia do hospital local. Ali, Moura foi o único jornalista a fotografar o corpo de Guevara ainda sujo, vestido de trapos e calçado com o que sobrou de uma botina artesanal de couro. Moura conseguiu fotografar o corpo antes da limpeza e da arrumação. "Che usava um calço em um dos calcanhares, provavelmente para corrigir uma
diferença de tamanho entre uma perna e outra", lembra Helle. Ela contou pelo menos dez marcas de tiro no corpo do argentino. "Os moradores tinham raiva dele e invadiram a lavanderia, mas, quando viram o corpo, passaram a dizer que ele parecia Jesus Cristo." Começara o mito.

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Ele está em toda parte

O retrato de Che feito por Alberto Korda em 1960 é agora uma imagem de múltiplos significados: é pop no biquíni da Cia. Marítima vestido por Gisele Bündchen e uma manifestação de truculência e mau humor nas tatuagens de Maradona e Mike Tyson.


http://veja.abril.com.br/031007/p_082.shtml

DIVULGAÇÃO: A FANTÁSTICA VIAGEM...

DIVULGAÇÃO
Marília, 23 de setembro de 2007

Acabo de lançar meu livro:

SMANIOTTO, Edgar Indalecio. A FANTÁSTICA VIAGEM IMAGINÁRIA DE AUGUSTO EMÍLIO ZALUAR: ensaio sobre a representação do outro na antropologia e na ficção científica brasileira. Editora Corifeu: Rio de Janeiro, 2007.

Interessante para os interessados em conhecer a obra do primeiro escritor brasileiro de ficção científica.

Para adquirir: http://www.corifeu.com.br/comprar.asp?CODIGO=282.

Segue abaixo: descrição da obra e 3 trechos.
Edgar Indalecio Smaniotto
edgarsmaniotto@gmail.com

Descrição da obra:

Prefácio da doutora Christina de Rezende Rubim.
Introdução: ... encontramos no Brasil a figura do português naturalizado brasileiro Augusto Emílio Zaluar (1825–1882), era médico, tradutor, poeta, jornalista e autor do primeiro romance científico brasileiro O Dr. Benignus. (Benignus" = benigno), refletindo a sua visão de que a Ciência e a Tecnologia tinham vindo exclusivamente para fazer o bem ao ser humano. Foi este homem, com seu incrível entusiasmo pela ciência que deu o primeiro passo para constituir uma ficção científica brasileira.

1. Cap. Biografia de Augusto Emílio Zaluar.
2. Cap. Entre o relato de Viagem e a moderna antropologia: o papel que Zaluar teve nos anos em que os relatos de viagem (destaque dado para a viagem científica de Humboldt), e o surgimento da antropologia moderna.
3. Cap. Origem do homem: Para responder a estas questões, Zaluar se envolveu no debate existente entre duas correntes distintas de pensamento: poligenismo e monogenismo. Dominante até meados do século XIX, a corrente monogenista baseava-se na idéia de
uma humanidade una, sendo as diferenças fruto de uma maior ou menor degeneração da raça humana. Já os poligenistas, que marcam os finais do século XIX, pressupõem vários centros de criação, justificando assim as diferenças raciais observáveis. Apresentação dos debates entre as duas correntes de pensamento e a contribuição original de Zaluar que pretende, através da ciência, provar a origem do homem no continente americano (no Brasil), e daí sua posterior migração para outros continentes.
4. Cap. Pluralidade dos mundos habitados: ensaio histórico e analítico sobre a filosofia da pluralidade dos mundos habitados, as obras de diferentes autores são citadas e comentadas: Tales de Mileto, Epicuro, Lucrécio, Plutarco e etc.; com especial atenção para Giordano Bruno e Nicolas Camille Flammarion. Apresentamos também as principais idéias astrobiológicas de Augusto Emílio Zaluar.
5. O DOUTOR BENIGNUS DIANTE DO ROMANCE CIENTÍFICO EUROPEU:
análise comparativa da obra de Zaluar para com seus similares europeus: Júlio Verne e H. G. Wells.
6. O ALIENÍGENA NA LITERATURA BRASILEIRA : análise de obras recentes da ficção científica brasileira tendo por enfoque o personagem do alienígena, a partir do referencial teórico por Axel Honneth e Mary Elizabeth Ginway.
7. Conclusão e Bibliografia.

Trecho 1:
Outra critica dirigida ao romancista seria em relação ao personagem M. James Wathon, engenheiro-maquinista, estabelecido em uma importante fábrica de ferro na Filadélfia, nos Estados Unidos, uma vez que é este personagem quem constrói o dirigível, e não o brasileiro Doutor Benignus.
Podemos ver nesta crítica de Carvalho um certo nacionalismo. Afinal, Zaluar se mostrava conhecedor do progresso científico e das descobertas tecnológicas mais recentes em várias nações. Como já afirmamos (p. 29), ele era sócio da Sociedade Auxiliadora da Indústria Nacional (SAIN), sediada no Rio de Janeiro, que na década de 1820, foi constituída por mais de duzentos sócios, que se reuniam com o intuito de incentivar o uso de máquinas e inventos na agricultura e difundir conhecimentos técnicos, por meio do periódico O Auxiliador, a partir de 1833. Participava, como já salientamos, da "Exposição Nacional Brasileira", dedicada a inovações, e tinha farta leitura no assunto.
Zaluar, assim como o próprio Júlio Verne, viu nos Estados Unidos o país onde seriam realizadas as grandes inovações tecnológicas. O escritor francês Michel Butor, especialista na obra de Verne, salienta que "os EUA, para ele, são uma das regiões na qual se observam melhor os avanços e o desenvolvimento do progresso técnico". Vale lembrar que, em todas as obras de Verne, o grande produtor de tecnologia são os E.U.A e não a França, sua pátria.
Aqui temos dois casos, Verne e Zaluar, em que a verossimilhança com a realidade suplanta desejos nacionalistas. A crítica de Carvalho se mostra, assim, infundada.

Trecho 2:

As novas pesquisas apresentadas acima, revelam que o debate sobre a origem do homem americano ainda não terminou. Entretanto, teorias como aquelas defendidas por Ameghino, Ladislau de Souza Mello e Netto, e Augusto Emílio Zaluar são definitivamente relegadas à
história da ciência.
Mas o estudos dos debates entre as teorias monogenista e poligenista ainda podem nos trazer informações valiosas sobre a história das idéias na América do Sul. Ameghino, Ladislau de Souza Mello e Netto, e Augusto Emílio Zaluar, ao postularem a origem do homem na América do Sul, e apenas nesta, estavam confrontando tanto o poligenismo
autoctonista de Agassiz quanto o monogenismo de Darwin, tentando, assim, criar um monogenismo autoctonista sul americano.

Trecho 3:

A ficção do século XIX, e mais tarde a do século XX, buscou no personagem do alienígena uma forma de representar aqueles outros que não podia nomear. Neste capítulo, enfatizamos sobretudo como o alienígena, este personagem representativo do conceito antropológico do "outro", é utilizado de forma distinta pelo autor inglês H. G. Wells e pelo brasileiro Augusto Emílio Zaluar. Cada um representa neste personagem a forma com que sua cultura interage com o "outro": uma ameaça no caso do inglês, ou um salvador no caso do brasileiro.
Verificamos que Zaluar foi um defensor da pluralidade dos mundos habitados, dando vida em sua ficção à forma com que via o alienígena (no caso, habitante do Sol), um ser evoluído e espiritual. Se Zaluar foi o criador de uma tradição que iria nortear a forma com que a cultura brasileira iria se apropriar do mito do alienígena, ele não foi o único ficcionista a dar uma nova forma a este mito.

COMENTANDO 001

COMENTANDO 001

Estou realmente impressionado com a repercussão do lançamento do e-book d´A Jornada do Tamoyo. Já sabia que este era meu fic mais conhecido mas nem tanto; seu lançamento serviu até pra retirar alguns pessoas do anonimato - né Souryu-san?, para quem não sabe o Souryu-san é um dos fundadores do saudoso Arquivos de Fanfics Ayanami-Souryu. Agradeço a todos os e-mails de congratulações.

O e-book d´A Jornada do Tamoyo é o ultimo da fase "Fanfics que merecem ser e-books" ou que eu acho que são bons o bastante para serem e-books.Meu próximo passo é lançar um e-book de algum original; se será uma noveleta ou coletânia de contos ainda não decidi.

Atualmente ando vendo Stargate SG-1, uma série que via uns pedaços na época de Directv e sempre tive curiosidade em ve-la de forma completa. Devo dizer que vale a pena assisti-la; fazia tempo que não acompanhava uma série de Sci-Fi tão boa como esta.Para aqueles que quizerem dar uma bisbilhotada estou baixando-a em formado rmvb, com legenda embutida, do site Series Free - http://seriesfree.blogspot.com/ - Stargate SG-1 possui 10 temporadas e gerou um spin-off: Stargate Atlantis.

Pelo lado do sol nascente vi alguns episodios do live "Nobuta wa Produce" e recomendo;
interessante história entre três amigos de escola. Ainda no ramo dos live indico Gransazer; sci-fi produzido pela Toho numa mistura de cibercops e supersetai, é meio antigo – acho que é de 2002 - mas muito bom, assim como dekaranger, supersentai de 2002. que trata do tema policiais espaciais.

Nos ultimos tempos tenho trabalhado num projeto de Universo Compartilhado - nos moldes da Intempol e do SLEv - que deve substituir "Trafalgar - Cenário de Campanha", ainda que
apresente muitos dos elementos deste ultimo. Fiquem atentos a novidades pois o escopo está quase pronto.

Para os fans de Galaxy Rangers - como eu - tem uma alma caridosa que está postando a série no youtube - www.youtube.com - além de séries como Starcom e Starblazers. A qualidade não é lá estas coisas, mas para matar a saudade é perfeito. Alias, que idéia maravilhosa é este tal de Youtube, quem o projetou tá de parabéns.

Estou lendo meu segundo livro do Asimov - o primeio, As Correntes do Espaço, foi alguns anos atrás - "Desperta dos Deuses" e ainda não me empolguei, mas continuo firme e forte pois o autor é muito conceituado na comunidade Sci-Fi. Mas, sempre preferi o estilo ação e aventura ao estilo folosófico, mas enfim, a leitura de Asimov sempre valoriza seu currículo; para alguns seus livros são considerados obras essenciais do gênero. Qualquer dia volto a comentar este tema "Obras essenciais do gênero".

Ontem terminei de ler o numero 22, A Fuga de Thora, da série Perry Rhodan - esta sim, uma série que agrada leitores com meu perfil. Gosto da série Perry Rhodan, e isso não é segredo pra mim,e a considero superior a muitos Asimovs e Bradburys da vida. Isso apesar de muitos nem a considerarem Ficção Científica; mas aqui cairíamos naquela definição de "O que é Ficção Cientifica?" e de gosto pessoal. Ainda voltarei neste assunto.

E já que estamos falando de livros, há algum tempo li "Um estranho numa terra estranha" de Robert Reinlein e ele até que seria um livro legal se o autor tivesse encerrado ele no meio - mais precisamente quando o marciano foge. Alias este é o mesmo autor de Tropas Estelares, que está no meu comp somente esperando eu tomar animo para começar a ler - O livro em questão está escrito em primeira pessoa e sempre tive ojeriza para este tipo de escrita. Pra quem curte ler Space Opera como eu recomendo Titan A.E e Legião do Espaço.

Sem mais,

E-book d´A Jornada do Tamoyo

Lançamento do e-book d´A Jornada do Tamoyo

Acaba de ser lançado o meu terceiro e-book com o fanfic de Patrulha Estelar "A Jornada do Tamoyo".

Aqueles que acompanharam a saga do encouraçado pelo site da REDERPG notaram que o final é diferente - falta um capitulo; esta aparente falta se deve ao fato de ter optado por usar o final original, de quando o fic foi publicado na Biblioteca de Guaruhara, no e-book. Como autor da obra considero este capitulo extra como um final alternativo, brilhantemente sugerido pelo meu amigo Mestre Mágico, exclusivo do site REDERPG. Para aqueles que somente leram o original e tiverem curiosidade sobre este novo capitulo acessem o site da REDERPG: www.rederpg.com.br

No mais, espero que gostem.

O download pode ser feito clicando-se na imagem da capa ai do lado --->

Sobre a série e o e-book:

“O Ano é 2203. Uma violenta guerra eclode na imensidão do espaço e mais uma vez, a Terra encontra-se em perigo. Para assegurar sua neutralidade neste conflito, a Força de Defesa Terrestre (EDF – Earth Defense Force) envia sua frota para realizar patrulhas regulares nas fronteiras do Sistema Solar ao mesmo tempo em que mantém uma série de viagens com o intuito de realizar pesquisas científicas.

A valente Patrulha Estelar, como é chamada a galante tripulação a bordo do Encouraçado Espacial Yamato, sob o comando do Capitão Derek Wildstar, decola secretamente e ás pressas tendo, em missão de pesquisa, seu destino completamente desconhecido. Contudo,parece que algo mais esta acontecendo e novas naves são comissionadas para realizar uma missão semelhante a da Yamato. Uma missão que pode decidir o destino de toda a Raça Humana.

A Tamoyo, sob o comando do Capitão André Romanov, é uma destas naves e tem sua história contada nestas crônicas. Esta é saga do Encouraçado Espacial Tamoyo, uma nave construída na Base do Rio Grande do Norte, no setor do Governo Unido da Terra que outrora, era chamado de Brasil.

***

Tamoyo’s Journey é uma história inspirada na terceira temporada do anime Patrulha Estelar, exibida pela Rede Manchete no inicio da década de 80. Hadrian Marius, autor desta envolvente saga espacial e de muitas outras histórias de ficção, com um domínio preciso da Saga Yamato, narra nesta história o que teria acontecido com as outras naves que teriam sido enviadas ao espaço durante a saga: A Crise do Sol. A fidelidade dada à iconografia de Yamato, aliado ao fato desta ser uma expedição com personagens naturalizados no Brasil, agrada a qualquer saudoso fã da Patrulha Estelar, assim como aos fãs de Ficção Cientifica.”


Introdução escrita para o site REDERPG por Adriano "Mágico" Cleber e presente no e-book


Abertura da série Patrulha Estelar / Yamato:


Morre o pai da cultura underground

Morre na França o pai da cultura underground

Da Ansa

PARIS, 10 SET (ANSA) - A França perdeu hoje um dos pais da cultura underground, Jean-Francois Bizot, jornalista e fundador da revista Actuel e da Rádio Nova. Ele morreu no último sábado, aos 63 anos, após uma longa luta contra um câncer.

Em seu livro "Un moment de faiblesse" (2003) ele havia nomeado sua doença como "Jack o estripador".

Engenheiro econômico de formação, de família burguesa, maoísta e integrante do movimento estudantil de 1968, Bizot havia sido jornalista da revista L'Express, antes de fundar com alguns amigos, entre os quais o atual ministro das Relações Exteriores francês, Bernard Kouchner, a revista Actuel, publicação da esquerda militar, nascida com a explosão do free jazz.

Hoje Koucher fez uma homenagem a Bizot lembrando dele como um "amigo e companheiro de aventuras", mas também "um homem das contra-culturas de onde desponta a vida".

Nascido em 19 de agosto de 1944, Bizot foi um dos "profetas da contra-cultura" para o jornal Le Monde, sempre ligado nas novas tendências.

Universo punk, homossexualidade, feminismo, ecologia, pirataria informática, sexo livre e utopias entraram em seu jornal, revolucionário para a época. Rapidamente Actuel começou a vender 50 mil cópias a cada nova edição.

Autor de diversos livros, romances e ensaios, em 2001 em "Underground, l'histoire", Bizot definiu assim a contra-cultura: "ser capaz de não estar na linha, ter a coragem de fazer aquilo que sai dos esquemas da época".

Em 1981, ano em que François Miterrand foi eleito presidente da França, Bizot fundou a "Radio Nova", uma espécie de extensão do jornal, onde se mesclavam todos os ritmos musicais, mesmo os mais alternativos, do reggae ao rap, dos hippies ao hip hop.

Depois ocorreu o lançamento da revista "Nova Mag" e de alguns filmes como "Get up stand up: l'histoire du reggae" (1995) e "Gimme my money back" (1996).

Bizot foi também descobridor de talentos. Entre suas descobertas estão os atores Jamel Debbouze e Edouard Baer.

Em 2003 ele costumava dizer de si próprio: "me tornei fora da moda. As modas me dão nos nervos, em qualquer caso, elas voltam sempre". (ANSA)

http://noticias.bol.uol.com.br/entretenimento/2007/09/10/ult89u7969.jhtm

Titan A.E. por Kim Silva

Titan A.E. por Kim Silva

Prazer... para os sentidos!

Quanto a mim este é um dos melhores filmes exibidos este ano em Portugal, junto com Magnolia, O Sexto Sentido e A Lenda de 1900 (do realizador de Cinema Paradiso)!
TITAN A.E. recupera brilhantemente todo o genero de space-opera original criado nos anos 30 pelo escritor E.E.DOC.SMITH, algo que George Lucas nunca mais conseguiu fazer desde O Império Contra Ataca e que falhou redondamente em SW-Episódio I.
Muitos classificam TITAN de mau filme, principalmente por causa da sua história e dos seus erros cientificos, não conhecendo talvez as regras do género space-opera, além daquilo que viram em Star Wars.
TITAN é um autêntico prazer para os sentidos, para alguém que seja um apreciador de literatura de ficção-cientifica, admire e conheça as primeiras obras do género na sub-area da space-opera e falo dos classicos bem velhinhos, particularmente os imaginados por Doc.Smith durante os anos 30 e 40, como Lord Tedric ou a série de novelas Lensmen em que ele criou tudo o que George Lucas mais tarde veio a remisturar e utilizar no seu Star Wars, inclusive a Death Star, Darth Vader, a Força, a cantina dos aliens, as espadas laser, os cavaleiros Jedis e muito mais, (tudo com nomes diferentes, claro!). Isto só para dar um exemplo...
Leiam por exemplo o romançe o Cavaleiro Negro da série Lord Tedric escrito entre os anos 30 e 40, e espantem-se com o autentico "plágio" de conceitos que Lucas fez a este autor para criar a sua saga Star Wars. Na realidade foi no fundo uma autêntica homenagem ao genero clássico mas em "imagem real". O que volta a acontecer, agora com TITAN A.E., só que desta vez em animação, por isso acho injusto ter falhado nas bilheteiras e mais injusta ainda será qualquer comparação depreciativa com Star Wars pois ambos foram beber da mesma fonte!
Na realidade TITAN A.E. acaba por ser bem mais original que Star Wars, pois no caso da saga do Jedis, a cópia de referencias directas e de elementos chega quase a ser inacreditavel. 9 ago excluir Hadrian Desenganem-se pois aqueles que pensam que George Lucas inventou um género. Ele apenas o devolveu de novo á sua velha popularidade, mas desta vez para o grande publico.
TITAN A.E. limita-se a seguir também a linha clássica...
Nada falta em TITAN, um argumento cientificamente incoerente que na realidade não deverá ser classificado como tal, ,mas sim como uma história espacial ingénua bem dentro da tradição clássica, uma raça alienigena quase abstracta e extremamente ameaçadora, um jovem heroi, um mercenário do espaço, grandes naves espaciais, traições, planetas estranhos, romançe, muita fantasia e aventura!
Se há algo pelo qual deveria ser impossivel apontar uma falha é o argumento deste filme, que não poderia ser mais fiel a todas as suas origens!
Talvez o problema esteja no facto de que as audiências de hoje, não tenham qualquer referência para este gênero de fantasia espacial, além de Star Wars, pois na realidade após os filmes de George Lucas ninguém mais tentou criar uma nova space-opera no cinema, tirando alguns esforços de estudios de série B e Z.
Devido a esta falta de referências parece que as pessoas sempre que vêm um filme com naves espaciais, esperam que tudo seja muito cientifico, esquecendo que uma space-opera não passa de uma história de fantasia no espaço em que o que importa é a espectacularidade e a extravagância na acção.
TITAN é um filme brilhante por tudo isso, infelizmente parece que o que falhou aqui foi um desconhecimento total das audiencias sobre as regras do jogo.
Talvez tenha sido mesmo um grande risco terem feito tudo isto em desenho animado, pois as pessoas ainda pensam que os desenhos animados são para as crianças e lógicamente que este filme vai mais para além de um filme do género. 9 ago excluir Hadrian Das trés vezes que vi este filme, haviam sempre crianças aborrecidas a meio do filme, pois não tinham nada para achar engraçado ou que apelasse directamente á idade delas! Pois não existem personagens fofinhas ou assumidadmente cómicas entre os herois como é habitual em filmes de animação Hollywood! Então, nas voltas e reviravoltas que acontecem nas relações entre os personagens, a maior parte das crianças estava completamente baralhada... estavam todos a tentar perceber quem era o mau!!!
Na realidade o argumento deste filme tem muitas mais surpresas e reviravoltas do que muitos filmes ditos de imagem real saidos de Hollywood actualmente.
O que provocou a sua queda, pois o público hoje em dia prefere os clichés ás boas ideias ou adaptações!
Além de que muitos adultos, mesmo admiradores de ficção cientifica, devem ter tido receio de que TITAN A.E. seria mais um filme Disney.
Não é, tomara a Disney algum dia conseguir fazer um filme assim !
Tomara muitos filmes de imagem "real" serem assim !
Portanto, antes de criticarem negativamente este filme, procurem dar uma olhada nos romançes clássicos da era de ouro da ficção cientifica, e garanto-vos que se gostarem de os ler, vão olhar para TITAN A.E. com outros olhos.
A série Lord Tedric e a série Lensman-Patrulha Galáctica está editada em portugues, apesar de ser um bocado dificil de encontrar. Se não tiverem problemas em inglés, mandem vir do estrangeiro, pois vale bem a pena. E surpreendam-se com as origens das epadas laser, da estrela da morte, dos Jedis, etc. Tudo criado há mais de 50 anos pelo génio e ingenuidade de escritores como Doc Smith, e sem os quais nem existiria hoje Star Wars!
Fiquem bem e vejam TITAN sem medo pois é um filme excelente e uma das melhores space-operas em cinema actualmente!
Atentamente,
Joaquim Silva

Parlenda

PARLENDA [ou parlanda ou parlenga] tem origem em "parolar", "parlar", que
significam "falar muito", "tagarelar", "conversar bobagens", "conversar sem
compromisso". Falatório, palavreado, declamação infantil.


Em Portugal é chamada de "cantilena", "lengalenga", embora esses nomes também signifiquem "narração monótona, cantiga enfadonha, ladainha".

É um conjunto de palavras com pouco ou nenhum nexo e importância, de caráter lúdico, muito usadas em rimas infantis, em versos curtos, ritmo fácil, com a função de divertir, ajudar na memorização, compor uma brincadeira. Pode ser destinada à fixação de números, dias da semana, cores,dentre outros
assuntos.
Exemplos:

"Jacaré foi ao mercado
não sabia o que comprar
comprou uma cadeirinha
para comadre se sentar
A comadre se sentou
A cadeira esborrachou
Jacaré chorou, chorou
O dinheiro que gastou";

"Dedo Mindinho
Seu vizinho,
Maior de todos
Fura-bolos
Cata-piolhos.";

""Hoje é Domingo,
pede cachimbo
O cachimbo é de ouro,
Bate no touro,
O touro é valente,
Bate na gente,
A gente é fraco,
Cai no buraco,
O buraco é fundo,
acabou-se o mundo.";

"Um, dois, feijão com arroz
Três, quatro, feijão no prato
Cinco, seis, falar inglês
Sete, oito, comer biscoito
Nove, dez, comer pastéis";

"Cadê o toucinho que estava aqui?
- O rato comeu.
Cadê o rato?
- O gato comeu.
Cadê o gato?
- Fugiu pro mato.
Cadê o mato?
O fogo queimou.
- Cadê o fogo?
- A água apagou.
Cadê a água?
- O boi bebeu.
- Cadê o boi?
- Está moendo trigo.
Cadê o trigo?
- O padre comeu.
Cadê o padre?
- Está rezando missa.
Cadê a missa?
- A missa acabou.";

"Lá na rua 24,
a mulher matou um gato,
com a sola do sapato.
O sapato estremeceu,
a mulher morreu,
o culpado não fui eu."

" Uni, duni, tê,
Salamê, minguê.
O sorvete é colorê,
O escolhido foi você!"

Para Nunca Mais Ter Medo

Para Nunca Mais Ter Medo



O autor Fabio Fernandes liberou para download seu conto 'Para Nunca Mais Ter Medo', escrito em 1994 e publicado uma unica vez no Dragao Brasil em 1995.

Este conto marca uma das primeiras incursoes de autores brasileiros no genero hoje conhecido como 'ficcao alternativa', em q personagens literarios sao apropriados para protagonizarem novas tramas nao pensadas por seus criadores originais.

URL para download:

http://www.overmundo.com.br/banco/para-nunca-mais-ter-medo



Sem mais,

SBB 404 EDF Tamoyo

SBB 404 EDF TAMOYO

COMENTÁRIOS:
Penultima nave classe andromeda a ser construída o EDF Tamoyo - SBB 404 - entrou em serviço logo após a destruição da Gatlantis por parte da Patrulha Estelar. É desta época seu batismo de fogo quando ajudou a debelar os ultimos focos de resistência cometina. Durante a Guerra Golba participou do assalto final contra as forças de ocupação sendo seriamente avariada. Após os reparos tornou-se nau-capitanea da Esquadra de Defesa de Alfa-Centauri. Lá permaneceu até ser recolhida, no inicio de 2205 aos estaleiros da EDF para atualizações de seus sistemas. Os eventos daquele ano levaram o Tamoyo a integrar a Força de Exploração. Durante esta missão é digno de nota o fato do SBB 404 ter resgatado e protegido Lorde Wendern e sua filha contra diversos ataques das forças da Federação Polar. Em 2206 o Tamoyo participou ativamente da escolta dos comboios de evacuação travando diversos combates contra unidades dinguils no processo. Enviado para a reserva da EDF em 2208 lá permaneceu até ser convocado para levar a Patrulha Estelar para as Exéquias de Deslock em 2212. Data desta época seu ultimo confronto contra naves hostis. Novamente recolhido a reserva lá permaneceu até ser sucateado em 2215.

CARACTERISTICAS
FILIAÇÃO: Federação dos Governos da Terra COMISSIONADO: 2201 AD TIPO: Encouraçado Espacial - SBB CLASSE: AndromedaMASSA: 98.000 tons COMPRIMENTO: 275 m LARGURA: 45.8 m

RESISTENCIA
BLINDAGEM: 0 INTEGRIDADE: 11

TRIPULAÇÃO
OFICIAIS: 20 MARINHEIROS: 100 FUZILEIROS: 20 ALA AEREA: 90 PASSAGEIROS: 30

SISTEMAS DE ENERGIA E PROPULSÃO
MAQUINA DE MOVIMENTO DE ONDAS REATOR DE FUSÃO

VELOCIDADES
VELOCIDADE DE CRUZEIRO: 10.5 NÓS ESPACIAIS (Cada nó espacial equivale a 150.000.000.km/h )
REVERSÃO : 7.2 AL/6 MINUTOS ( Logo após cada reversão os tripulantes devem fazer um cheque normal de saude para se recuperar do choque da transição, se falhar deve-se proceder como se fosse um dano menor. Para reversões que ultrapassem 100 al deve se aplicar um redutor de -1, cumulativo, no teste para cada 10 ano-luz a mais )
SISTEMA DE VÔO ATMOSFÉRICO: MACH 3

SENSORES
COMUNICADOR DE LONGA DISTANCIA SUBESPACIAL: baseado na tecnologia que permite a reversão este equipamento permite a comunicação entre as naves e bases da EDF. Infelizmente o sistema não é perfeito e a comunicação não é instantanea e o envio de Audio/ Video é feito a velocidade de 5 segundos por ano luz.
SONAR DE SUBESPAÇO: Este sistema permite a identificação de objetos em movimento no subespaço num raio de 5.000 km.
RADAR TAQUIONICO DE LONGA DISTANCIA: rastreia e identifica até 200 belonaves num raio de 20.000 km.

ARMAMENTOS
ARMAMENTO ESPECIAL
2x ARMAS DE MOVIMENTO DE ONDA: A arma suprema das forças terrestres, Seu poder de destruição é espantoso, tendo contra apenas o fato de que sua recarga é demorada. E que para carrega-la toda a energia da nave deve ser desviada para o mecanismo - deixando-a nave vulneravel por longos, e perigosos, 5 minutos.
RDF: 1 ALCANCE PADRÃO: 60.000 km ALCANCE MAXIMO: 70.000 km EQUIVALENTE EM EXPLOSIVOS: 185.000 kg

ARMAMENTO PRINCIPAL
12x CANHÕES DE IMPACTO PESADOS; dispostos em três reparos triplos: subistituindo os ultrapassados canhões laser pesados os canhões de impacto dispoem de uma grande gama de munição sendo a mais comum os Cartuchos de Plasma.
RDF: 20 ALCANCE PADRÃO: 10.000 km ALCANCE MAXIMO: 15.000 km EQUIVALENTE EM EXPLOSIVOS: 1.300 kg

ARMAMENTO SECUNDARIO
6x TUBO DE LANÇAMENTO DE TORPEDOS PESADOS: última linha de defesa num embate entre belonaves os torpedos são armas muito eficientes. Eficiencia esta derivada de sua guiagem feita desde o veiculo lançador até o alvo.
RDF: 3 ALCANCE MAXIMO: 1.928 km OGIVA: 2.250 kg

ARMAMENTO DEFENSIVO
20x CANHÕES LASERS, dispostos em baterias duplas: o sistema antiaereo das Andromedas e operado por um computador dedicado. As naves desta classe foram as primeiras a receber este sistema que depois foi incorporado em todas as naves da EDF.
RDF: 50 ALCANCE PADRÃO: 5 km ALCANCE MAXIMO: 7 km EQUIVALENTE EM EXPLOSIVOS: 30 kg

10x LANÇADORES DE MISSEIS: A velocidade reduzida e a falta de sistemas eficientes tem limitado em muito atuação dos misseis no espaço sideral sendo que eles foram relegados a função de armas de defesa; tarefa que tem cumprido satisfatóriamente.
RDF: 10 ALCANCE MAXIMO: 804 km OGIVA: Variavel/ Tipicamente 253 kg

2x LANÇADORES DE CARGAS SUBESPACIAIS: o confronto com submarinos de subespaço originou o desenvolvimente desta arma que tem a função de combater seu alvo no mesmo ambiente em que se esconde, fora do alcance das armas convencionais.
RDF: 10 ALCANCE MAXIMO: 10 km (subespaço) OGIVA: 280 kg

GRUPO AEREO EMBARCADO
Astro-Caças : 30 Cosmo Tigers. Barco Torpedo: 2 Cosmo Jaguar. Shuttle: 1 Cosmo HoundAWACS: 2 Cosmo VisionOutras Naves: 10



Pela Legalização do Furto

Pela legalização do furto! (sátira!!)


O artigo 5º da Constituição Federal diz que "todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza". Assim, é inconstitucional discriminar alguém por ser branco ou preto, homem ou mulher, brasileiro ou estrangeiro, honesto ou ladrão. Lamentavelmente, o Código Penal, já obsoleto por ser datado de 1940, dedica todo o seu título III aos chamados "crimes contra o patrimônio", entre eles o furto, o roubo, a extorsão, a fraude, a usurpação, o dano, a apropriação indébita, o estelionato, a fraude e a receptação.

Tal lei proibicionista e incriminista , além de ultrapassada , é hipócrita. Pois o furto existe e isto é um fato. Não adianta proibir, pois ele permeia toda a vida social. De que vale o estardalhaço das CPIs criadas para descobrir e punir eventuais fraudes e corrupções em nossos governantes? Por que não dar a todos o direito de furtar dignamente, ao invés de às escondidas e sem o amparo legal?
A incriminação do furto é altamente discriminatória . Pois para os ricos, o direito de furtar, na prática, já existe. Com facilidade eles podem subornar os fiscais e contratar advogados qualificados que o auxiliem na tarefa de apropriação do bem alheio. Os ladrões pobres, porém, são discriminados : vêem-se obrigados a furtar com os meios mais rudimentares. Com freqüência são apanhados pela polícia e sofrem duras penas. Onde está a igualdade de todos perante a lei ? Não é revoltante ver os pequenos assaltarem com canivete enquanto os grandes usam potentes armas de fogo?

Pessoalmente, prefiro adquirir dinheiro através do trabalho, mas não posso discriminar aqueles que optaram por uma outra forma de aquisição pecuniária. Cada cidadão tem o direito inalienável de ter respeitada sua "orientação aquisitiva". Os ladrões — é bom que se recorde — têm um papel fundamental na distribuição das riquezas. Graças a eles, os poderosos são muitas vezes impedidos de acumular bens indefinidamente. Além disso, segundo informações oficiais da AAA (Associação de Amigos do Alheio), anualmente morrem cerca de 1.589.764 brasileiros em virtude de furtos ou roubos mal feitos. A mesma entidade informa que, nos países onde o furto foi legalizado, o índice total de furtos foi reduzido em até 54,6 por cento. Legalizar o furto é a melhor forma de diminuir sua incidência!

No Brasil o furto já é legal (ou "não punido", é a mesma coisa) quando for praticado em prejuízo de um ascendente, descendente ou cônjuge (ver art. 181 do Código Penal). Ou seja, todo filho tem o direito assegurado por lei de furtar de seus pais. No entanto, apenas as escolas das principais capitais ensinam os alunos a praticarem o "furto legal". O Ministério da Educação parece alheio a este problema. Lamentavelmente, a maioria das crianças ainda não aprendeu as técnicas mais higiênicas e seguras de surrupiar coisas de seus progenitores, o que faz com que sejam apanhadas em flagrante e sofram tremendos castigos.

Quero deixar claro que a descriminalização do furto de maneira alguma obrigaria o cidadão a furtar. A lei seria facultativa, e não obrigatória. Apenas se estaria reconhecendo o direito legítimo de furtar, ao invés de considerar tal prática doentia (com o nome discriminatório de "cleptomania") ou criminosa.

Nota: a semelhança entre a argumentação acima e a usada pelos defensores da legalização do aborto não é mera coincidência. Quanto à confiabilidade dos dados estatísticos da AAA, ela é a mesma da dos dados fornecidos pelos abortistas.

Ficção Científica "Pulp" - Uma Visão Geral

Ficção Científica "Pulp" - Uma Visão Geral

Por Dr. John L. Flynn

Hoje, quando muitos de nós se voltam nostalgicamente para a ficção científica "pulp", o que vemos freqüentemente é uma agregação de cada clichê e elemento melodramático das revistas baratas dos anos 1930 e 1940, bem como dos filmes de má ficção científica dos anos 1950 e
1960. O que nós não percebemos ou costumamos negligenciar, é que quando estas histórias foram publicadas originalmente, muitas das idéias sobre viagem interestelar, mundos alienígenas, cientistas loucos, capitães intrépidos e suas aguerridas tripulações eram bastante recentes. Há uma razão pela qual este período é chamado de Idade de Ouro da Ficção Científica. Tudo o que lemos hoje deve algo às tradições e convenções das obras que estavam sendo produzidas neste período. Ignorar escritores como Ray Cummings ou L. Ron Hubbard
é ignorar os gigantes sobre cujos ombros se erguem os escritores de hoje. As primitivas histórias de FC "pulp" tiveram um efeito explosivamente libertador em suas primeiras audiências jovens,
especialmente aquelas que chegavam à maturidade em cidadezinhas ou fazendas através dos Estados Unidos... e mudaram para sempre o gênero que conhecemos e amamos hoje.

HISTÓRIA DOS PULPS

A Idade de Ouro da Ficção Científica é geralmente reconhecida como um período de vinte anos entre 1926 e 1946 quando um punhado de escritores, incluindo Clifford Simak, Jack Williamson, Isaac Asimov, John W. Campbell, Robert Heinlein, Ray Bradbury, Frederick Pohl e L. Ron Hubbard, estavam publicando histórias de ficção científica altamente originais em revistas "pulp". Embora o formato da primeira revista "pulp" remonte a 1896, quando Frank A. Munsey criou "The Argosy", foi somente em 1926, quando Hugo Gernsback publicou o primeiro número de "Amazing Stories" que a ficção científica ganhou seu fórum próprio. Outras revistas de ficção científica "pulp", incluindo "Astounding Science Fiction", "Startling Stories", "Weird Tales", "Unknown" e "The Magazine of Fantasy & Science Fiction", logo se seguiriam. As revistas "pulp" floresceram porque podiam ser manufaturadas de modo econômico a partir da polpa de madeira quimicamente tratada, e vendidas à baixo custo para audiências famintas por diversão e aventura. As histórias "pulp" enfatizavam ação, romance, heroísmo, mundos exóticos, aventuras fantásticas e quase invariavelmente, finais bem humorados e otimistas. Hoje, estas histórias são relembradas com grande afeto e nostalgia pelos fãs de ficção científica por conta de sua abordagem simples e direta.
As histórias clássicas dos "pulps" dos anos 1930 e 40, contavam com elementos familiares de enredo para narrar histórias interessantes e mandatórias. Convenções populares como viagem mais rápida que a luz, cientistas loucos, robôs e monstros, civilizações perdidas, e "space opera", formavam a base da história.

CIVILIZAÇÕES ALIENÍGENAS PERDIDAS

Civilizações alienígenas perdidas contendo muitas maravilhas, incluindo um tipo de energia nuclear, e a evidência de que teriam visitado a Terra muitos milhares de anos antes da ascensão do homem, eram parte destas histórias. Os alienígenas em "Creator" (1935) de Clifford Simak e "The Sentinel" (1951) de Arthur C. Clarke (*) distanciaram-se tanto de suas contrapartes humanas que aparecem quase como deuses. Mas no limiar de sua maior realização - o controle de máquinas unicamente com o pensamento - foram ceifados em uma única noite como os altivos alienígenas em "The Star" (1955) de Clarke. A vasta e misteriosa civilização retira-se do planeta e permanece sepultada por meio milhão de anos. Histórias similares nas revistas "pulp" de ficção científica, falaram de vastas e misteriosas civilizações alienígenas e dos intrépidos homens do espaço que as encontraram, incluindo "First Men in the Moon" (1901) de H.G. Wells
e "Voyage of the Space Beagle" (1951) de A.E. van Vogt.

SPACE OPERA

Comandantes intrépidos e suas incansáveis tripulações 100% masculinas eram basicamente os recortes de papelão de cada homem do espaço que procurava por aventura nas "space operas" da ficção científica "pulp". "Space opera", um termo cunhado por Wilson Tucker em 1941, referia-se a histórias espaciais de aventura nas quais heróis intrépidos e desbravadores do espaço iam "audaciosamente onde nenhum homem jamais esteve", encarando perigos em um milhar de mundos alienígenas diferentes. Tão longe quanto 1900, com "The Struggle for
Empire" de Robert William Cole, aventuras espaciais consistiam em carregar armas, matar monstros enfurecidos e tornar a galáxia um lugar mais seguro para o resto de nós, mais ou menos do mesmo modo que os caubóis limparam o velho oeste com seus revólveres. As
histórias mais populares, incluindo as séries "Skylark" e "Lensman" de E. E. "Doc" Smith e os romances do "Captain Future" de Edmund Hamilton, eram direcionadas ao mercado juvenil e atraíam principalmente adolescentes do sexo masculino. Mais tarde, vemos evidências disto nos filmes e na televisão dos anos 1950. [Por exemplo: em "Planeta Proibido" o comandante J. J. Adams (segundo a interpretação do canastrão Leslie Nielsen) é o modelo do verdadeiro homem do espaço moderno, com seu comportamento forte, enfático, e boa aparência; cria da mesma ninhada que Tom Corbett e Buzz Corey (**), ele representava o capitão de astronave de queixo quadrado, unidimensional. Ao seu lado, Doc Ostrow (Warren Stevens), o oficial de ciências lógico, e o Tenente Jerry Farman (Jack Kelly), o primeiro oficial convencido e sentimental, completam um triunvirato familiar que tem suas raízes nas aventuras espaciais juvenis de Robert A.
Heinlein e que mais tarde formariam o trio de personagens centrais em "Jornada nas Estrelas". A idéia básica de Adams e sua tripulação 100% masculina de caubóis do espaço já era velha em termos de ficção científica no tempo em que "Planeta Proibido" foi feito, e parece agora ainda mais fora-de-moda e antiquada.]

O CIENTISTA LOUCO E A DONZELA EM PERIGO

Bem mais fora-de-moda eram o cientista louco e sua filha ingênua e inocente. O arquétipo do cientista louco não mais carrega o peso literário de indiferença moral e ética que tinha outrora, e agora é considerado um clichê ou piada de mau gosto. Cada cientista louco era um descendente direto de Aylmer, o alquimista de "The Birthmark" (1840) de Nathaniel Hawthorne; de Jack Griffin, o cientista com ideais elevados n'"O Homem Invisível"(1897) de Wells, e do cientista
louco quintessencial e símbolo do racionalismo científico, Dr. Victor Frankenstein. Não importa quão objetivo e bem intencionado o grande doutor pudesse ser, ele ainda estava inclinado a produzir um monstro.
Nas revistas "pulp" dos anos 1930 e 1940, o cientista louco tornou-se o equivalente literário do vilão bigodudo do melodrama barato. As primeiras revistas "pulp" apresentaram mais do que sua cota média de mulheres seminuas que precisavam ser resgatadas das garras de cientistas loucos, alienígenas predadores e robôs descontrolados; de fato, as edições mais bem sucedidas eram geralmente aquelas com ilustrações sensacionalistas de mulheres peitudas em perigo, criadas por Earle Bergey e outros, porque apelavam para os interesses lúbricos das audiências juvenis.

O ROBÔ OU HOMEM MECÂNICO

Robôs nos "pulps" ou eram descontrolados, ou gentis e benevolentes, os medos e sonhos da ciência concretizados. Antes de 1940, robôs eram vistos como trabalhadores escravos, como no "Rossum's Universal Robots" (1921) de Karel Capek, ou monstros descontrolados, do "Frankenstein" (1818) de Mary Shelley ao "Plus and Minus" (1929) de Franz Harper. Nos anos 1940, por determinação expressa do editor John W. Campbell, Isaac Asimov compilou uma lista de regras ou mandamentos, os quais se imaginava serem gravados nos cérebros positrônicos de cada robô, e explorou como esses mandamentos afetavam o comportamento dos robôs em "Robbie" (1940), "Liar" (1940), e outros contos. Estas regras ou mandamentos tornaram-se conhecidas posteriormente como as Três Leis da Robótica: 1) Um robô não pode ferir um ser humano ou por inação, permitir que um ser humano venha a se ferir; 2) Um robô deve obedecer as ordens dadas por um ser humano exceto quando tais ordens conflitarem com a Primeira Lei; 3) Um robô deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não conflite com a Primeira ou Segunda Leis. Alguns robôs encararam os mesmos dilemas morais que os robôs de Asimov. Como o Adam Link de Eando Binder, os robôs da "City" (1952) de Clifford Simak, e tantos outros homens de metal da era "pulp", os robôs subseqüentes são amáveis e valiosos servos do homem e de modo algum monstros descontrolados.

MONSTROS

Os monstros das revistas "pulp" não seguiam mandamentos ou leis, exceto a lei da sobrevivência. Depois que o Frankenstein de Mary Shelley criou o primeiro homem artificial e o rejeitou por causa de sua feiúra e natureza decaída, monstros feitos pelo homem têm sido um
produto básico da ficção científica. Nos primeiros "pulps", os monstros provaram ser uma tarefa fácil para o herói intrépido, e eram abundantes, quando não inteiramente críveis ou detalhados. O primeiro monstro invisível apareceu em "The Thing from—Outside" (1926) de George Allan England, publicado no próprio primeiro número de "Amazing Stories". Muitos outros monstros se seguiram, dos de olhos esbugalhados (como em "Dark Moon" [1931], de Charles Diffin)
aos transmorfos (como em "Who Goes There?" [1938], de John W. Campbell). O monstro é um produto dos sombrios desejos do cientista louco de bancar Deus, e eventualmente é destruído por ele, numa repetição da história de Frankenstein.

VIAGEM MAIS RÁPIDA QUE A LUZ

A velocidade mais rápida que a luz de muitas espaçonaves e veículos espaciais nas revistas "pulp" era um artifício necessário à trama. Com as vastas distâncias entre as várias estrelas (e planetas), muitas histórias de ficção científica "pulp" se escoravam em tecno-baboseiras para explicar como as espaçonaves atingiam a velocidade da luz ou próxima dela e ainda conseguiam chegar ao destino decorridas somente umas poucas semanas. Conceitos como portais de salto,
velocidade "warp" e hiperdrive foram usados para esclarecer a viagem mais rápida que a luz. E.E. "Doc" Smith engajou-se na "inércia menos impulso" nos romances Lensman, e Asimov apoiou-se no "stardrive" nos livros da "Fundação". O primeiro autor a invocar o conceito de
hiperespaço - um tipo de quarta dimensão onde naves poderiam viajar em altíssimas velocidades - foi John W. Campbell em "The Mightiest Machine" (1934), enquanto Robert Heinlein contentou-se em usar a viagem mais rápida que a luz para levar seus personagens de um lado a outro da galáxia sem um monte de explicações dispensáveis em seus livros juvenis.

VIAGEM NO TEMPO E PARADOXOS TEMPORAIS

Uma vez que H. G. Wells instituiu "A Máquina do Tempo" (originalmente publicada como "The Chronic Argonauts" no "Science Schools Journal", 1888; expandido e revisado em 1895), o homem tornou-se subitamente capaz de controlar suas jornadas para trás e para frente no tempo. Ao levar seu anônimo viajante do tempo numa viagem ao futuro distante, e depois trazê-lo de volta em segurança ao presente, Wells estabeleceu o padrão para a maioria das histórias modernas de viagem no tempo. O autor de "pulps" Raymond Cummings foi o primeiro a expandir as teorias de Wells com "The Man Who Mastered Time" ("Argosy", 1924), "The Shadow Girl" ("Argosy", 1929) e "The Exile of Time" ("Argosy", 1931). Como suas contrapartes do século dezenove, eles estavam mais interessados em usar a máquina do tempo como um
artifício de enredo para colocar seus protagonistas em mundos exóticos do que em documentar suas características tecnológicas. Por exemplo, os viajantes do "Twilight" (1932) e Night" (1935) de John W. Campbell, confrontam um futuro distante no qual o homem há muito deixou de existir, enquanto o herói de P. Schuyler Miller descobre-se milhões de anos no passado, testemunhando uma invasão alienígena em "The Sands of Time" (1937). Outras histórias, notadamente "Legion of Time" (1938) de Jack Williamson, introduziram a noção de patrulhas
do tempo e guerra temporal, com a possibilidade de paradoxos temporais e mundos alternativos.

"PULPS" DE LEITURA OBRIGATÓRIA ("ARGONAUTA" QUANDO EXISTENTE)

Ray Cummings – "The Girl in the Golden Atom" ("All-Story Weekly", 1919) – primeira história sobre aventuras num universo microscópico.

Jack Williamson – "The Legion of Space" ("Astounding Science Fiction", 1934) – "space opera" sobre quatro soldados bucaneiros e suas várias aventuras no vasto universo; "The Legion of Time" ("Astounding Science Fiction", 1938) – primeiro e mais engenhoso conto sobre mundos alternativos e paradoxos temporais com mundos futuros potenciais batalhando através do tempo.

E.E. "Doc" Smith – "The Skylark of Space" ("Amazing Stories", 1928) – primeira "space opera", e também a primeira a apresentar um cientista inventor como o herói da ação; histórias da série
(como "Triplanetária", Argonauta 259) "Lensman" ("Amazing Stories", 1934) – patrulha galática, telepatia e a batalha pelo controle do universo são a base das histórias.

A. Merritt – "The Ship of Ishtar" ("Argosy", 1924) – homem viaja para um mundo mágico, se apaixona pela bela capitã do navio "Ishtar" e tem um monte de aventuras fantásticas.

A. E. Van Vogt – "Slan" ("Astounding Science Fiction", 1940 - "Slan", Argonauta 23) – raça mutante criada originalmente para ajudar a humanidade; "The Weapon Shops of Isher" ("Astounding Science Fiction", 1941) – super-herói transcendente que criou as lojas de
armas para conter uma Terra imperial, é escolhido como um dos líderes do universo; "The World of Null A" ("Astounding Science Fiction", 1945 - "Xadrez Cósmico", Argonauta 31) – uma versão primitiva da clonagem e um debate sobre o pensamento anti-aristoteliano.

L. Ron Hubbard – "Final Blackout" ("Astounding Science Fiction", 1940) – descreve impiedosamente um mundo devastado por guerras demais, na qual um jovem oficial do exército torna-se o ditador da Inglaterra e acautela-se contra uma América decadente; "Slaves of
Sleep" ("Unknown", 1939) and "Ole Doc Methuselah" ("Astounding Science Fiction", 1947) são outros trabalhos importantes dele.

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(*) - conto que daria origem ao filme "2001", de Stanley Kubrick.(N. do T.)
(**)- Corbett e Corey eram heróis de séries televisivas de FC nos anos 1950.(N. do T.)

Falando de Coisa Antiga

Falando de coisa Antiga


Depois do grande lançamento de ontem deixe-me falar de algumas séries que andei vendo na época em que acompanhava teve, leia-se Animax e Cartoon Network.

O primeiro de todos é Hellsing: Posso dizer que meu conceito sobre a série não mudou muito, acho-a superficial e com pontos que poderiam ser melhor trabalhados se não se preocupassem em mostrar o quanto Alucard é fodão. Na minha opinião os cinco primeiros episódios são os melhores pois há um aprofundamento na única personagem interessante do anime: Ceres Victoria. Infelizmente a partir do "Irmandade Sangue" ela é jogada para escanteio. Integra? Entendo a infância sofrida dela e tudo mas o anime nos passa a impressão de que é uma fanática. Apenas isso. Um episódio onde isso fica evidente é no episódio onde aparece o Padre Anderson, naquele episódio Integra deixa a mostra todo seu preconceito e fanatismo. "Este é um pais protestante, não deixarei que o Vaticano faça o que bem entender", foram suas palavras rancorosas e preconceituosas.
Isso não é muito mas ao ver a palavra que ela usa ao repreender Alucard por ter perdido para o Padre - Viva o Vaticano!!!, desculpe não resisti - utiliza o mesmo termo que era usado pelos protestantes na época da Reforma para se referir aos católicos: "Degenerado".
Pobre Integra Hellsing, que decepção, pois você era a personagem que mais me chamava atenção antes de ver a série.
Há um outro episódio em que os Católicos aparecem, mas não me lembro direito o que
acontece, só me lembro das expressões dos emissários do Vaticano: loucos homicidas. Podem me chamar de encanado mas isso me ofendeu.
Não irei falar nada sobre Alucard? Falar o que? O cara e fodão e adora dar moral nos
vampiros - bem merecidas - que aparecem.
Se eu gostei do fim da série? Não gostei. Deixou muita coisa em aberto. Prefiro séries redondinhas; com começo, meio e fim. Não séries que dizem; "Para saber o final leia o mangá".
Muita gente tem reclamado da dublagem / cortes de Love Hina no Cartoon; pessoalmente vi apenas um episódio para dar minha opinião mas acho que está dentro da média das ultimas dublagens de Anime do Cartoon - tirando o excelente Nadja - e sinceramente não me importo; afinal perto do mangá o anime e tosco no urtimo!!!
No mais domingo é o dia em que me dedico a acompanhar a séries da noite no Animax:
Last Exile, que continua indo bem e a Al começa a se revelar que é algo mais que uma menina bonitinha. A Tatiana parece que perdeu a navegadora, etc...
Hack/Sign, continua indo. Já virão um anime de Fantasia onde não há lutas? E que raio de jogo de rpg online é este que as pessoas entram apenas para socializar?
Stratos 4, alienigenas tentando invadir Terra? Invasores de corpos? Já vi isso num monte de lugar. Mas os aviões compensam. Interessante que apesar de ser um amine do Studio Fantasy ele não tem a profusão de calcinhas a mostra das outras produções do estúdio. Ah, que saudade de Aika e Labirinto de Fogo.
Burts Angel, sem novidades até agora porque já assisti até o episódio quatro em evento.
Steel Angel Kurumi, sem grandes pretensões por isso mesmo bom de assistir; o tipico produto feito apenas para distrair, sem grande guinadas em com doses de fetiches otakus. Pelo menos até agora...
S.cry.Ed, até que enfim o primeiro episódio. Fiquei com vontade de ver está série desde que vi o episódio onde a Charrice morre. Parece ser bem comunzão; anime de luta e talz, mas vale como distração.
Estou ouvindo "Watashi no Taiyou", o terceiro final de Hungry Heart. Não gosto muito de anime de esportes - com excessão de Dear Boys - mas curti esta musíca desde a primeira vez que a ouvi quando peguei o pacote com o Animax. Infelizmente tive que esperar a série recomeçar e chegar até o momento em que muda o encerramento para pegar o nome da música, então foi só correr no Gendou e voi-lá! Desde ontem ouço-a incessantemente...he...he...
Neste fim de semana terminei também o "Ragnarok- The animation" - do episódio 20 ao 26 um atrás do outro. Terminou do jeito que eu esperava mas simpatizei com as cenas finais com os personagens - enquanto passavam os créditos- foram bacanas. Talvez o ponto alto da série. Agora, vem cá, o visual das magias divinas da Yuufa é fenomenal. Aquela ultima que ela usou - Grande Exorcismo, na tradução do fanssuber - é animal. Sem contar que todos os nomes delas são em latim.
Alguém por acaso percebeu que a religião no mundo de Ragnarok é o cristianismo? Seria isto uma influência direta do fato da Coreia ser o pais asiático que mais cresce em números de católicos?
E para encerrar dei uma passada nos sebos, eu não acabo encontrando um livro sobre Teresa de Lisieux?! Pois é, encontrei logo de cara o "História de Uma Vida", autobiografia desta Doutora da Igreja... realmente um grande achado!!! Pois, é! Pois, é!
"Eu já não tenho mais grandes desejos, a não ser amar até morrer de amor", é uma de suas muitas frases. Realmente uma grande mulher. Da mesma estirpe que Catarina de Sena e Teresa de Avila, Teresa de Lisieux é daquelas mulheres que nos faz sentir orgulho de sermos cristãos e católicos.

É isso...

E-book "Sailor Moon"

Lançamento do e-book de Sailormoon

Acaba de ser lançado o meu segundo e-book contendo os dois fanfics que escrevi com as guerreiras da lua há alguns anos. Áqueles que já leram as histórias no site do Guaruhara notaram que fiz algumas mudanças em dialogos e acrescentei algumas descrições e cenas. Espero que gostem.

O download pode ser feito clicando-se na imagem da capa ai do lado --->

Sobre a série:

Sailor Moon (Bishōjo Senshi Sērā Mūn) traduzido como Graciosa Guerreira Marinheira da Lua ou Linda Guerreira Sailor Moon e conhecido como Navegante da Lua em Portugal é uma série de mangás do gênero shojo, mais especificamente, mahou shoujo. A série principal foi publicada na revista Nakayoshi (Kodansha) de 1992 a 1997. As histórias paralelas foram publicadas na revista Run Run da mesma editora.
A criadora, Naoko Takeuchi, teve a idéia por que queria criar uma série sobre garotas do espaço. Seu editor pediu-lhe para colocá-las em sailor fuku, tradicional uniforme escolar japonês do início do século XX, o que resultou em Codename wa Sailor V, que é considerado uma prévia de Sailor Moon. Quando esse mangá foi escolhido para se tornar um anime, Takeuchi decidiu fundi-lo com elementos do gênero sentai, particularmente o conceito de um time de cinco heróis, transformando o mangá em Bishoujo Senshi Sailor Moon, com uma nova personagem principal. Assim, Usagi e suas amigas surgiram.

Originalmente, o mangá abarcava 18 volumes, mas em 2003 Naoko o relançou em 12 volumes, em uma versão chamada "Renewal". A história é a mesma, só que a arte e algumas falas foram alteradas.

O anime possui 200 episódios distribuídos em cinco fases: Sailor Moon, Sailor Moon R ("Return"), Sailor Moon S (Super), Sailor Moon SS (Super Senshi) e Sailor Moon Stars. Foi criado pela Toei Animation e distribuído pela DIC e pela ADV Films, as mesmas empresas de Os Cavaleiros do Zodíaco.

Em 1993, a série foi adaptada para o teatro em um musical, Sailor Moon Musical, mais conhecido como Sera Myu pelos japoneses. Esse musical durou até o inverno de 2005. E em 2003, a série foi adaptada para o formato live-action, chamado Pretty Guardian Sailor Moon. Teve 49 episódios para televisão e dois especiais em vídeo.

A Primeira Abertura do Anime:



É isso, fico no aguardo dos comentários.

Planejando suas histórias

Planejando suas histórias

"Ser perigoso é o negócio do futuro" - A N Whitehead

Então você já tem um esboço de uma história de FC? Agora só falta você desenvolver os
últimos detalhes e escrevê-la.

As aventuras no espaço sideral se transformam com freqüência em histórias de fantasia nas quais as espadas mágicas são substituídas por espadas de luz, os cavalos são substituídos por espaçonaves e a magia é substituída pelas engenhocas e pelo psiquismo.
Trata-se da mesma coisa, não importa se o objetivo é derrotar o imperador mais perverso do universo ou preservar a pacifica Federação contras as hordas escravagistas de mongóis do espaço.Transforme as pistolas iônicas em revólveres e você estará no velho oeste. Coloque velas nos cargueiros espaciais e você estará na costa setentrional da América do Sul.

Então, o que é que existe de diferente na ficção cientifica? Uma aventura não é uma aventura independente dos acessórios?

Não é bem assim.
A ficção cientifica oferece uma coisa que a humanidade quase perdeu: a
chance de ser o primeiro a estar em algum lugar, de ver alguma coisa realmente nova. E uma aventura no espaço, mais do que qualquer outra, pode ter uma variedade infinita. Numa sociedade galáctica, você nunca fica sem pessoas, lugares e coisas nova. Você pode visitar sociedades com tecnologia avançada, sem tecnologia e qualquer coisa no meio do caminho... e você não é capaz de conhecê-la completamente.
Além disso, o futuro ainda não aconteceu. Nós sabemos como era a vida na Idade Média: pobre, desagradável, brutal e curta. Se você era rico, a coisa era um pouco melhor mas não havia dinheiro que pudesse comprar mais do que a medicina mais simples. Nada de espadas mágicas; nada de magia e ponto final.
O futuro pode ser tão opressivo quanto isso, ou ainda pior. Mas ele não tem de ser obrigatoriamente dessa maneira. A tecnologia pode ocupar o lugar do campesinato. Os recursos do sistema solar podem deixar todo mundo rico - sem despojar nenhum nativo. E os efeitos da alta tecnologia na humanidade podem parecer literalmente miraculosos.A maior parte da ficção cientifica pode ser qualquer coisa menos conservadora.
A ficção cientifica é sobre a solução de problemas humanos com as ferramentas do mundo real. A ficção cientifica assume que não há "mistérios" - apenas quebra-cabeças que ainda não foram resolvidos. O universo é um lugar perigoso mas apenas para as pessoas que não o entendem e não tentam compreendê-lo. Faça um esforço para aprender e você será capaz de viver em qualquer lugar e sobreviver a qualquer coisa. Não se pode discutir com as leis da física - mas elas não amam nem odeiam, não mentem nem trapaceiam e não planejam nem guardam rancor.

As pessoas fazem todas essas coisas, é claro. E, a propósito disso conta-se um caso. Você,
como escritor, pode contá-lo.

Adaptado de: Gurps Viagem Espacial - Coluna Lateral - pag. 20

Uchuu no Stelvia


Uchu no Stellvia


"Tudo se dá inicio em 2176 D.C, ano em que a explosão de uma estrela a poucos anos luz do sistema solar emitiu uma enorme onda eletromagnética, causando graves danos à Terra... Assim, 180 anos depois, estações espaciais chamadas de "Foundations" foram colocadas na Terra, Venus, Marte, Jupiter e Saturno, cada uma sendo parte do "Great Mission", para proteger nosso sistema solar dos efeitos da onda eletromagnética e desses fragmentos estrelares.
A história se desenrola em Stellvia, na base Foundation que fica na Terra, onde Shima Katase, uma jovem com grandes desejos de conhecer o espaço, começa seu treinamento como piloto"
(Fonte: Animeblade).

Terminei de assistir Stellvia por estes dias e apesar do inicio lento a série toma ritmo e avança de forma consistente até o final. Stellvia é uma série com bons personagens, caracter designer bonito - seja dos personagens seja das naves - e que acabou se tornando um grata surpresa para mim.

Então, apesar de saber que tudo é uma questão de gosto pessoal, eu recomendo - principalmente para aqueles que estão a procura de um anime leve.


Fantasia Cientifica

Fantasia científica


Fantasia científica é um gênero misto de narrativa que contém alguns elementos de ficção científica e fantasia. Ambos os gêneros e especialmente a fantasia, são eles mesmos pobremente definidos; conseqüentemente, a fantasia científica se furta ainda mais a uma definição.



Correspondência ao conhecimento científico

Uma definição apresentada para o gênero é que "a ficção científica faz o implausível possível, enquanto a fantasia científica faz o impossível plausível". O sentido disso é que a ficção científica descreve coisas improváveis que podem ocorrer no mundo real sob certas circunstâncias, enquanto a fantasia científica dá um verniz de realismo a coisas que simplesmente não poderiam acontecer no mundo real, sob nenhuma circunstância.

O problema desta definição é que ela nem depende tanto do que o mundo real é na verdade (sendo o conhecimento humano do que é possível, no máximo, uma aproximação) mas de concepções locais e temporárias sobre com o que o mundo real se parece. De acordo com esta definição, The World Set Free de H.G. Wells era "fantasia científica" em 1913, porque descrevia uma tecnologia não-conhecida naquela época, mas nos anos 1930, quando a fissão nuclear podia ser vislumbrada, o livro tornou-se ficção científica. No outro lado da moeda, sob esta definição, muitas das primeiras obras de "ficção científica" como as de Jules Verne, que quando foram escritas planejavam ser extrapolações plausíveis de tecnologias existentes, podem agora serem consideradas "fantasia científica" com base em sua impossibilidade: sabe-se agora que o canhão que lançou o Columbiad em Da Terra à Lua de Verne, é seguramente tão improvável em teoria quanto na prática. Todavia, ele é apresentado com o máximo de seriedade (pseudo-)científica: afinal de contas, não há nada de fantástico com o canhão.

Outro problema é que, usando esta definição, mais da metade de todas as histórias publicadas como "ficção científica" seriam finalmente classificadas como fantasia científica, por empregar pouco mais do que palavreado para explicar aspectos cientificamente impossíveis tais como viagem-mais-rápida-do-que-a-luz, viagem no tempo e poderes paranormais como telepatia.


Elementos do gênero

Para muitos usuários do termo, todavia, o estado corrente do conhecimento sobre o mundo é irrelevante. Para eles, "fantasia científica" é ou uma história de ficção científica (entendida como se queira) que afastou-se tanto da realidade que passa a "parecer" fantasia, ou uma história de fantasia que está tentando ser ficção científica. Enquanto estas são em teoria classificáveis como abordagens diferentes e por conseguinte gêneros diferentes (ficção científica fantástica contra fantasia científica), o produto final é, vez por outra, indistinguível.

O ditado de Arthur C. Clarke ("qualquer tecnologia suficientemente avançada é indistinguível da magia") indica porque isto é assim: um autor pode escrever uma fantasia usando magia de vários tipos, e ainda assim transformar a história em ficção científica postulando alguma tecnologia altamente avançada, ou ciência ainda desconhecida mas totalmente provável, como uma explicação de como a magia pode acontecer. Outro escritor pode descrever um mundo futuro onde a tecnologia seja tão avançada que se torne invisível, e seus efeitos poderiam ser classificados como mágicos, se forem somente descritos como tais.

Logo, não há nada intrínseco sobre os efeitos descritos numa dada história que lhe diga se ela é ficção científica ou fantasia. A classificação de um efeito como "fantástico" ou "ciência-ficcional" é uma questão de convenção. Hiperespaço, máquinas do tempo e cientistas são convenções da ficção científica; tapetes voadores, amuletos mágicos e magos são alegorias da fantasia. Este é um acidente do desenvolvimento histórico do gênero. Em alguns casos, eles se sobrepõe: teleporte por um raio transmissor de matéria é ficção científica, teleporte por encantamento é fantasia. Um dispositivo portátil de camuflagem que conceda invisibilidade é ficção científica; um Anel do Poder que conceda invisibilidade é fantasia. Comunicação entre mentes pode ser "psiônica" ou pode ser uma antiga arte élfica. O que importa não é o efeito em si mesmo (geralmente cientificamente impossível, embora nem sempre avaliado desta forma pelos autores) mas o universo maior que ele pretende evocar. Se este for de viagens espaciais e pistolas de prótons, é classificado como "ficção científica" e os termos apropriados (dispositivo de camuflagem, transmissor de matéria) são utilizados; se for de castelos, veleiros e espadas, é classificado como "fantasia", e falaremos de anéis mágicos e viagem por encantamento.

Traçar uma linha entre a ficção científica e a fantasia não torna as coisas mais claras pelo facto de que ambos os gêneros usam mundos inventados, criaturas inteligentes não-humanas (por vezes, em FC tanto quanto em fantasia, baseadas em mitos: Shambleau e Yvala de C. L. Moore, por exemplo) e monstros incríveis. É em grande parte a palavra do autor que nos diz que os livros da série Narnia de C.S. Lewis se passam num mundo de fantasia em vez de outro planeta, ou que os primeiros livros da série Pern de Anne McCaffrey são de temática extraterrestre e que os "dragões" não são realmente dragões.

Mesmo o arcaísmo, uma das marcas convencionais mais fortes da fantasia, não é uma característica distintiva infalível: um mundo arcaico de armas afiadas e fortalezas com ameias pode ser simplesmente outro planeta que resvalou para a barbárie, ou que nunca emergiu dela. Alguns dos livros de da série Darkover de Marion Zimmer Bradley (como "Rainha da Tempestade", por exemplo), representam tal tipo de mundo completo, com tecnologia-indistinguível-de-magia.

Histórico

O rótulo popularizou-se depois que muitas histórias de fantasia científica foram publicadas nos pulp magazines, tais como "Magic, Inc." de Robert A. Heinlein, "Slaves of Sleep" de L. Ron Hubbard e a série "Harold Shea" de Fletcher Pratt e L. Sprague DeCamp. Todas eram histórias relativamente racionalistas publicadas na revista Unknown de John W. Campbell, Jr., tentativas deliberadas de aplicar as técnicas e atitudes da ficção científica à fantasia tradicional e aos assuntos lendários.

Outras publicações também investiram no gênero. A The Magazine of Fantasy and Science Fiction publicou, entre outras coisas, quase toda a série Operation de Poul Anderson (menos a última parte). Henry Kuttner e C. L. Moore publicaram romances em Startling Stories, juntos e separados. Estes trabalhos estavam estreitamente relacionados com outros feitos para "varejistas" como a Weird Tales, tais como as histórias de "Northwest Smith" escritas por C. L. Moore.

A "Ace Books" publicou uma série de livros como "Fantasia Científica" nos anos 1950 e 1960. Muitos deles, tais como as histórias de Marte escritas por Leigh Brackett, são ainda consideradas como tal. Outras, tais como Conan, the Conqueror de Robert E. Howard (assim batizada pelo editor Donald A. Wollheim, e publicada originalmente numa edição "Ace Double", juntamente com Sword of Rhiannon de Brackett) ou os livros da série "Witch World" de Andre Norton, são considerados agora fantasia estrita. Mercedes Lackey discutiu este período em sua recente introdução a uma edição abrangente dos três primeiros livros da série "Witch World"; nos Estados Unidos daquela época, estas eram praticamente as únicas histórias que usavam este rótulo.


Subgêneros da fantasia científica

Terra agonizante
As histórias da série "Dying Earth" ("Terra agonizante") de Jack Vance são por vezes classificadas como fantasia científica porque a cosmologia neles utilizada não é compatível com aquela convencionalmente aceita pela ficção científica. Outras histórias neste subgênero, tais como os romances Viriconium de M. John Harrison ou "The Book of the New Sun" de Gene Wolfe são geralmente classificadas como fantasia científica.


Romance planetário
Veja o artigo principal: Romance planetário
O romance planetário, uma história montada principalmente ou totalmente sobre um único planeta e exemplificando seus cenários, povos nativos (caso existentes) e culturas, oferece considerável escopo para a fantasia científica, no sentido da fantasia racionalizada pela referência às convenções da ficção científica.

A Voyage to Arcturus do romancista David Lindsay, publicada em 1920, é um dos exemplos mais antigos deste tipo, embora diferencie-se da maioria de seus congêneres por não assumir um cenário ciência-ficcional de viagem interplanetária ou interestelar; é muito mais um tipo de romance filosófico, o qual usa um planeta alienígena como pano de fundo para a exploração de temas filosóficos. Além do Planeta Silencioso de C.S. Lewis (1938), é um exemplo do mesmo tipo de história, embora neste caso as preocupações sejam teológicas. Em ambos os casos, os elementos mágicos são parcamente racionalizados e, no caso de Lewis, permanecem em total contraste com as máquinas pseudo-científicas que enquadram a história.

As histórias da série "Northwest Smith" de C. L. Moore podem ser diretamente classificadas no campo da fantasia/horror, mas utilizam um enquadramento de Space Opera e várias racionalizações pseudo-científicas: deuses e monstros são poderosos alienígenas, por exemplo.

Algumas das histórias de Leigh Brackett passadas em Marte e Vênus podem ser consideradas como fantasia científica, especialmente aquelas que ocorrem em partes distantes e bárbaras dos planetas, tais como People of the Talisman e The Moon that Vanished. Outras histórias passadas no mesmo mundo contém muito mais tropos da ficção científica. Todas as histórias de Brackett implicam que uma explicação racional, científica, para coisas tais como ttransmissão de pensamentos e a capacidade de criar ilusões visíveis está disponível em algum lugar, mas as explicações são geralmente mais assumidas do que tentadas.

Os romances da série "Duna" de Frank Herbert são também classificados por alguns como fantasia científica, provavelmente porque o planeta Arrakis dispensa a maioria dos (mas não todos) ornamentos tecnológicos que convencionalmente marcam uma história como "ficção científica"; todavia, seus conceitos cientificamente impossíveis (como presciência e memória genética) foram matéria-prima da ficção científica covencional durante muitos anos.

Os romances da série "Pern" de Anne McCaffrey e as histórias sobre Darkover de Marion Zimmer Bradley são muito mais obviamente fantasia científica, principalmente o primeiro por sua escolha do dragão, ícone da fantasia, no centro das histórias, e o último porque o aspecto da mágica racionalizada é um tema dominante. Ambos compartilham o conceito de expedições perdidas e a muito esquecidas, oriundas da Terra, que popularam os respectivos planetas e com o passar do tempo, regrediram a um estado de vida quase-medieval.

Alguns exemplos deste tipo de fantasia científica nublam deliberadamente a já vaga distinção entre poderes paranormais da ficção científica e magia; por exemplo, em The Queen of Air and Darkness de Poul Anderson, na qual alienígenas usam poderes psiônicos de ilusão para imitar mitos terrestres de fadas - que são por sua vez tradicionalmente consideradas como ilusionistas mágicas.


FC transcendental
Algumas fantasias científicas usam mundos de fantasia com um mínimo de adornos da ficção científica, somente distinguíveis com dificuldade da fantasia padrão. Um exemplo antigo deste tipo é The Worm Ouroboros de Eric Rucker Eddison, cuja história transcorre nominalmente no planeta Mercúrio, mas um Mercúrio que é indistinguível sob qualquer forma de uma Terra de fantasia.

Na série "Witch World" de Andre Norton, o mundo de fantasia é apresentado como sendo parte de um Universo paralelo. Existem uns poucos elementos de ficção científica não essenciais nas primeiras histórias desta série, que ficaram ausentes das posteriores.

Os livros da série "Shannara" de Terry Brooks, representam o mundo de fantasia como o futuro distante de uma civilização tecnológica extinta (por conseguinte, compartilhando algumas características com o subgênero da "Terra agonizante").


Space opera
Normalmente, não se pensa em space opera como sendo fantasia científica, mas alguns exemplos invocam poderes paranormais vagamente explicados ou completamente inexplicados que se aproximam tanto da magia que são considerados por alguns como parte do gênero. Dentre estes, a série Lensman de E. E. Smith e a franquia Star Wars de George Lucas.


Espada e planeta
Muitos trabalhos de Edgar Rice Burroughs se encaixam nessa cayegoria, bem como aqueles de seus imitadores tais como Otis Adelbert Kline, Kenneth Bulmer, Lin Carter e John Norman. Eles são preponderantmente classificados como "fantasia científica" por causa da presença de espadas e, geralmente, de um sistema social aristocrático arcaico; os romances de Burroughs, todavia, são céticos em espírito e quase livres de elementos "fantásticos" não-racionalizados.


Outros subgêneros
A fantasia científica é utilizada algumas vezes para se referir a uma história de fantasia na qual os elementos fantásticos são apresentados como compatíveis com a ciência do mundo real, em contraste com fantasias na qual o fantástico precisa somente ter sua própria lógica interna. Um exemplo clássico é Three Hearts and Three Lions de Poul Anderson.

Um exemplo de fantasia científica na televisão é o desenho animado Visionaries: Knights of the Magical Light, o qual combinou numa visão coerente, ficção alienígena, espada e feitiçaria, magia, tecnologia e super-heróis. Outros exemplos são os mundos descritos na franquia "Mestres do Universo", no RPG Rifts, no jogo Warhammer 40.000 e no livro Croma, o Oráculo de Atlon .



Obtido em "http://pt.wikipedia.org/wiki/Fantasia_cientifica"